Frio
Cada vez que penso em você sinto um frio que consome meu coração fazendo palpitar e a sentir muitas saudades.
A angústia me consome e a vontade de estar ao seu lado me deixa triste e sem vontade de viver nesta distância que estou de você, meu amor.
No frio da noite, busco o calor do teu abraço, enquanto meus lábios anseiam pelo doce toque dos teus
No túmulo frio do meu peito errante,
Sou zumbi que vagueia sem rumo certo.
Não sou vivo, nem morto, apenas distante,
Entre sombras escuras e lembranças de deserto.
Meus passos arrastados ecoam na solidão,
Entre ruas de concreto e almas sem cor.
Alimento-me de memórias, na escuridão,
De um passado que se desfez como pó.
Oh, como é amargo o sabor deste viver sem vida,
Onde meus olhos não veem, apenas fitam o vazio.
Meus dias são espinhos cravados na ferida,
De um coração que já não pulsa, apenas desafio.
À luz da lua, busco o alento dos sonhos perdidos,
Mas só encontro a névoa densa da desilusão.
Neste corpo frio e dormente, escondo meus gemidos,
De um tempo que se esvaiu na maré da ilusão.
Sou zumbi de mim mesmo, espectro de um naufrágio,
Afogado nas águas turvas da desesperança.
Onde tudo que resta é o eco do meu presságio,
De um destino traçado com tinta de lembrança.
Não me chame de vivo, pois sou apenas um eco,
De quem um dia respirou, mas perdeu a razão.
Zumbi de sentimentos, de amor desfeito em tropeço,
Sou o que restou de uma vida, perdida na escuridão.
Como os versos que escrevo, na penumbra do meu ser,
Sou a sombra que dança no muro do esquecimento.
Triste zumbi de mim, naufragado no meu próprio querer,
Busco em cada passo um alívio, um alento, um alimento.
Mas só encontro desespero, desamparo, solidão,
Neste mundo onde ser zumbi é a sina que me coube.
E assim sigo, sem vida, sem morte, sem redenção,
No labirinto sem fim de uma existência que me dobrou.
Ah, Menina, se soubesses do peso desta condição,
Da alma que vagueia sem destino, sem direção.
Talvez me entenderias, entre linhas de ilusão,
Como um zumbi que lê, que escreve, que clama por perdão.
— Todos te enxergam como alguém frio, inabalável. — Começa, sua voz suave e ponderada. — Mas a verdade é que você não ignora as pessoas por ser simplesmente frio; é que há tanto caos dentro de você, tantas emoções, que não sobra energia para se concentrar nos outros. Seu dilema não é sentir pouco, é sentir demais, Seth. Você é um Sísifo.
𝑬𝒖 𝒎𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐 𝒆𝒎 𝒗𝒐𝒄𝒆̂.
Tenho vontade de dizer, mas as palavras se perdem, minha cabeça começando a latejar. Ao invés disso, apenas murmuro:
— Você acha que um dia vai diminuir? — Indago, quase inaudível, levando a taça de vinho aos lábios.
— A dor?
— Sim.
— Bem... — Sephy encolhe os ombros, esfregando o peito, um sorriso quase triste nos lábios. — Tem que diminuir, tem que.
A taça em minha mão treme enquanto ela me encara, olhos carmesins assombrados, e de repente, parece que estou olhando para um espelho.
As árvores despidas, em silêncio,
Guardam memórias do frio intenso.
Nos galhos secos, um novo alento,
Anunciam a primavera, em renascimento.
Sua beleza natural
Sorriso e energia
Flor que floresce no deserto frio e árido
Capacidade vital
De envolver homens com suas palavras, ensinamentos.
Quem acredita que a vingança é um prato que como frio, é porque ela chega tão quente que absorve as forças dos vingadores.
olhando as estrelas do céu
Sentindo o frio da espinha
Imaginando aonde está agora
A vida segue prosseguindo
Continuo esperando uma oportunidade
Sigo desejando que encontre a tua paz
Peço pro universo te proteger
Afinal eu não tô aí
Não acho que eu mereça perdão
E também já cansei de sofrer
Só quero que você siga seu coração
Porque o meu segue torcendo por você
Essa parte de mim nunca vai morrer
O pra sempre existe em um segundo
Existiu no momento que conheci você
Não existe nada falso mais
Meu sentimento segue forte
Meu pensamento por vezes tenta te achar
Não tenho mais como te encontrar
Preciso de palavras pra me desculpar
Poema de Terror: Caveira e Morte
Em noite escura, sob a lua gélida,
Em cemitério frio, a caveira se erguia.
Olhos vazios, sorriso macabro,
Sussurrava segredos ao vento macabro.
A Morte, figura espectral e soturna,
Surgiu das sombras, com foice afiada e turva.
Observou a caveira, com voz sepulcral,
"Diga-me, caveira, qual o seu final?"
A caveira riu, um som horrível e seco,
"Meu final, ó Morte, é apenas um começo.
Sou pó e sombra, lembrança e esquecimento,
No ciclo da vida, eterno tormento."
A Morte se aproximou, com passos lentos,
E tocou a caveira com dedos frios e cinzentos.
"Mas a vida é bela," a caveira exclamou,
"Em cada instante, um novo drama se formou."
A Morte sorriu, um sorriso cruel e frio,
"A beleza é ilusão, apenas um fio.
No fim, resta apenas a escuridão,
E o silêncio eterno da decomposição."
A caveira chorou, lágrimas de poeira e osso,
"Mas a esperança vive, mesmo no mais profundo fosso.
No coração humano, a chama ainda arde,
E a luta contra a morte jamais se covarde."
A Morte se afastou, com um aceno sombrio,
Deixando a caveira sozinha no vazio.
O vento uivava, como um lamento eterno,
E a noite seguia, em seu manto negro e terno.
O Ontem Porque Fez Calou Este Véu de Núpcias Destemidas de Humor, Antes Ser Frio E Feio Sendo Osso Óbvio Bem de Reino
A dor do luto e a impotência diante da ausência de um pet geram um vazio que o frio, os dias chuvosos e o céu cinzento parecem perpetuar do gelo do coração.
Um caos baseado em uma antítese. Quente, frio. Coragem, medo. A cada dia que acordava viva mais morta se sentia. Sentada no chão do chuveiro, sentindo a água gélida queimar contra toda a extensão de seu corpo frágil, apenas queria paralisar o sangue que corria fervente em suas veias. As lágrimas invadiram seus olhos junto com uma queimação nas bochechas. Quanto mais seus olhos vazavam, mais vazia ela se sentia, como se estivesse pondo para fora tudo o que a fazia completa, toda a sua essência. Chorou. Chorou até seus olhos incharem e seu rosto todo ficar vermelho, até suas cavidades nasais entupirem, não mais deixando o ar passar. Então ela sorriu. Era isso o que queria, não era? Mesmo que por um segundo, ela apenas queria parar de respirar.
DIAS DA MINHA VAIDADE I
Se espontaneamente sorrio
É para não encher o coração de frio
O resto sei que é vaidade
Pois, tudo é saudade
É desigualdade
É inutilidade
É mais alguma coisa
Com –idade
Que ingenuidade!
Sinceridade no olhar,
Não disfarça, não esconde,
nem o frio, nem a dor.
Tem coragem, tem bondade,
e um coração de pedra
coberto de amor!
Atrevida, impulsiva,
um dia ela se cala,
no outro grita .
É confusa, é real, é inteira
Ela é vulcão, não é fogueira.
É um manual, escrito em grego,
pra você ler.
Ela é livre, leve e louca,
e não há camisa de força
que lhe impeça de viver!
cabelos ao vento
e a pele sente um arrepio
um frio na espinha
um amor por entrelinhas
tortas ou retas
não existe perfeição
e sim diretas
em se tratando de humanos
homens tiranos
mulheres profanas
e o vento sopra no pensamento
palavras insanas
que saem pela boca
na hora do sussurro
e ouvimos um urro
um uivo
um descuido
do amor
que ora ama
e ora faz doer
remoer as memórias
que passou com o vento
e pelo movimento
traz tudo de volta
e agora é a alma
que se arrepia
fica arredia
não merece mais sofrer
e nem o coracao
que batia de emoção
hoje apanha sem motivo
nem um sorriso
trará de volta
a felicidade que há tempos
havia sentido
não faz mais sentido
perdeu-se o sentido
e o juízo
e a causa foi
ter deixado o amor morrer
sufocado no peito
entalado na garganta
e a pele se arrepiou de medo
"porque gata escaldada
tem medo de água fria"!!!
