Frio

Cerca de 5739 frases e pensamentos: Frio

"Eu Não Misturo o Doce com o Salgado, eu Apenas Misturo o Frio com o Quente !"

Inserida por korobeiniki_sama

O Monte

Sentindo o frio na espinha,
O vento levemente sopra a face,
Os pássaros alvoroçados cantam,
Diante dos olhos, um foço de luz,
Um extenso vale molhado da névoa,
De cores, aroma e sabores...

Naquele monte escarpado,
Um tesouro às escondidas,
Onde o sol não brilha, se põe...
Um interlúdio para reverenciar
Eu com minha alma em chamas,
Batimentos desalinhados,
Volúpia e simetria...

Tocando as pétalas desabrochadas,
A passo e passo, adentro ao vestíbulo,
Desajuizado a explorar,
Desembainhado a dançar...
Abrandando os sussurros dos ventos,
Osculações abrasadas na cerviz,
Os pomos, belos e bem delineados,
Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden
Como eles, o colo embebido...
No enlace dos corpos, ofegantes,
os amantes entregam-se lascivamente,
sobre o outeiro, suspirando em brasas,
do sonho ao apogeu...

Ah, a natureza e sua beleza misteriosa...
As fímbrias a vascolejar
As borboletas a voar,
O deleite do poeta,
A moldura do artista...
Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!

Inserida por paulo_J_brachtvogel

Pensamento inquietante
Futuro vagante
Coração vascilante
Tudo tão frio e inconstante.

Inserida por Imigrante

Triste decepção

Atravessa as estações.
O sol radiante.
O frio congelante.
As flores surgindo.
Diversidade de frutos.
Atendemos o bem-vindo.
Mas o coração tá de luto.

No casebre onde hábito.
As portas e janelas estão trancadas.
As oportunidades que sinto.
Não abro pra minha amada.

Amores invisíveis.
Inexistentes.
Ou presentes.
Nos sonhos.
Nos pensamentos.
No vivo sentimento.
No ego tristonho.

Como é febril essa ilusão.
Um carnaval alucinante.
Casais na contramão.
Julgamento, talvez sim ou não.

Mas somos nós que propagamos.
A lida pelas oportunidades.
Fazemos de nossos prantos maldades.
A lágrima da incompetência jorra.
O orgulho que a alma forra.
Sujeito indefeso, inocente ou plenamente culpado pela decepção.
Como diria Salomão.
Tudo não passa de uma triste ilusão.

Giovane Silva Santos

Inserida por giovanesilvasantos1

Se eu tivesse meu violão,
Sobre a solidão cantaria,
Como uma noite escura,
Candieiro apagado,
O frio invade o coração,
O corpo,
A Alma,
Meu sobrenome se torna vazio,
O interruptor das idéias,
Foi interrompido,
Não tenho controle,
Apenas derreto,
Em lágrimas,
Em saudade,
Sem chances e sem possibilidades,
A incerteza toma conta,
É uma conta a ser cobrada,
Num mundo sem destino,
Sou clandestino,
Peito aberto,
Tiro da vida,
Sem saída,
Buraco negro,
Solidão.

Inserida por LeticiaDelRio1987

O frio foi o que restou da gente.

Inserida por velhopoema

O frio queima.
A luz cega.
O tempo passa.
E você, em constante movimento,
sem perceber o que acontece à sua volta,
Pode parar

Inserida por flaviagarcia

A que frio gostoso que estar fazendo,me fez lembra do calor dos seus braços me aquecendo,calor gostoso que vinha do seu amor que hoje somente lembranças me restou,e uma saudade enorme que ficou.

Inserida por A78

Não deixe qualquer vento frio apagar o seu sol interior.

Inserida por PaduaDias

Distâncias

Olho no olho, no frio,
deixa-nos também começar assim:
juntos
deixa-nos respirar o véu
que nos esconde um do outro,
quando a noite se dispõe a medir
o que ainda falta chegar
de cada forma que ela toma
para cada forma
que ela a nós dois emprestou.

(Tradução de Claudia Cavalcanti)

Inserida por pensador

Seja sol no dia frio de alguém.

Inserida por PaduaDias

ipê florido
depois do longo frio
novo verde virá

Inserida por rogeriobviana

frio em Curitiba
um jato na direção sul
oito garças ao norte

Inserida por rogeriobviana

frio seco
lago de pouca água
biguás sem pesca

Inserida por rogeriobviana

frio lá fora
o menino na cama
apenas tosse

Inserida por rogeriobviana

o sol queima
as alfaces na horta
- frio danado!

Inserida por rogeriobviana

"A luz da vela

O vento frio naquela tarde,
O por do sol avermelhado trazia tristezas,
Os Olhares caídos nas ruas,
As saudades sentidas na pele.

A cada minuto a paisagem sumia,
O escuro tomava conta dos inquietos seres.
Ninguém ousava desafiar as noites,
As ruínas eram temidas pelos mortais,
Até que as sombras dominavam tudo.

E para a escuridão, o tempo.
As luzes das velas ainda que pequenas
E límpidas, protegiam somente a quem o coração
Era repleto de vida.” Latumia(W.J.F)

Inserida por Latumia

O FRIO QUE VEM DE DENTRO
Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve.Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha, que usavam para alimentar uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo se apagasse, eles sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. A cada momento um homem deveria colocar um pouco da sua lenha na fogueira. Seria a única maneira para poder sobreviverem.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou, demoradamente, para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então, pensou: "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E as guardou, protegendo-as dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu em torno do fogo mingüante, um homem da montanha, que estampava sua pobreza no aspecto rude do semblante, e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha, e enquanto, mentalmente, sonhava com seu lucro, pensou: "Eu, dar a minha lenha para aquecer um pobretão?".
O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo daquela superioridade moral que o sofrimento lhe impunha. Seu pensamento era muito prático: "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou sua lenha com cuidado.
O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Pensou: "Esta nevasca pode durar vários dias, vou guardar minha lenha".
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava.
Estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas das mãos calosas, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém, nem mesmo o menor dos meus gravetos".
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas, e finalmente, apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha.
Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:
- O frio que os matou
não foi o frio de fora,
mas o frio de dentro.

Inserida por certamagia

INEFÁVEL!

O sorriso opaco
tua mente rota.
Ah! Se soubesses,
do frio, da saudade,
ou entendesses
tal fio em verdade
às dores e prazer;
Imerso teu tempo
redime sofrer
e não vês;
Amanhã teu futuro
ou o viver
submerso obscuro,
perene n'alma
refuta o amor,
vil às lembranças
mórbidas reais
do teu ser, cruel
em desdita, ardor
e passado inefável.

Inserida por alvarosertano

“Não sei se foi o inverno, ou qualquer outra coisa,
mas, prefiro acreditar que foi mesmo o frio de um minuano inverno.
No inverno eu te amei e hoje, novamente no inverno, eu te amo.
Foi no frio que te conheci, e no frio hoje te conheço de novo.”

Inserida por joanemgg