Fria
Eu me tornei essa garota fria não porque eu quiz e sim porque já não vejo mais sentido para insistir em nada, já não vejo mais sentido para sonhar...
Apenas vou viver!
Estou hoje esquecida, como que cansada
E não tivesse mais designo com as coisas.
Estou hoje calma, talvez tudo fosse nada
Além da minha carruagem de esperanças.
Estou hoje despedida, como que tomada
De dentro da estação.
Onde lá fora a chuva lambe-me rente
Diante fria compaixão.
Onde este lado da rua parece-me insolente
De sonho e salvação.
Todo mundo me pergunta como eu consigo ser tão fria em relação aos meus sentimentos. Não, eu não sou fria, apenas não perco meu tempo sofrendo, a vida é tão bela. É um desperdício de tempo ficar chorado pelos cantos por alguém que não vai voltar.
quando olhares para a lua e não ver mais o brilho
quando olhares para o sol e não ver mais o brilho
quando olhar para meus olhos e não ver mais a luz
simplesmente olhe com seus olhos com brilho
e pense o brilho esta ainda vivo em seu coração
Sorrio não porque estou feliz e sim porque se não fingir estar feliz,pessoas perguntaram sem mesmo sem se importar.
-Você ama ele?
-Eu não sei,uma hora não sinto nada ...como se ele fosse um completo estranho então ele aparece e é eu olhar nos olhos dele e tudo muda.
Não vou me desculpar se você me acha instável, ou apenas, fria e egoísta. A culpa é toda sua! É somente a prova de que você me olhou depressa demais.
E a moça ficou fria como o gelo e dura como uma pedra. Mas não era culpa dela. Muitos estavam vendo ela de pé, mas ela se encontrava destroçada no chão.Pensava que se não chorasse mais, não iria sentir tanto.
Deus era testemunha do que ela passava, que não era nenhum drama, que ela até se esforçava para se sentir feliz.
E era por você, moço, por você ela aguentava a dor, a solidão na calada da noite e os obstáculos da vida.
No fundo, bem no fundo daquele pequeno coração, havia uma luz de esperança e ela sabia que iria se superar e que iria levantar.
Se a felicidade for você, ela está feliz.
Dance com ela, faça-a feliz.
Ela não quer continuar sendo fria como o gelo.
E mesmo que ela não consiga entender, ela está feliz por você.
A noite está muito fria e eu teria algo a dizer, mas não tem ninguém que me queira ouvir...
Você terá que escolher: Dizer o que precisa ser dito, ou falar o que as pessoas querem ouvir.
EU JÁ FIZ A MINHA ESCOLHA!
Só não posso ser mais fria, porque se eu for acabo que matando todos que tentam se aproximar de mim e eu acabo que me matando em meio tantos homicídio causados pelo a frieza do meu coração.
HOJE. ..
nesta madrugada fria e silenciosa, meu coração busca em desespero o encontro com o teu desejando o calor de teu corpo, no aconchego de teus braços onde o repouso é suave a paz de um sono tranquilo me fará despertar junto a ti sentindo o pulsar de ambos corações,como sempre acontece quando tu adormeces sob meu peito.........
Eu precisava te dizer o que eu sentia. Eu não aguentava guardar isso para mim, afinal, toda vez que eu faço isso, eu magoo alguém. Eu não queria te magoar. Mas você precisava entender que eu não sentia nada, nunca sentirei. Sou vazia por dentro. Fria e vazia.
Noite, Chuva
Noite fria chuva fina, os pingos demoram
a cair pelas telhas.
Eu, só a um canto, tento algo escrever para
ver se tiro do pensamento a ausência tua que
a mim saudades dá, e fere como uma navalha.
De onde estou pela janela a rua vejo, vazia e
sem vida .
Ah! aonde te escondes meus olhos grandes de
rosto ovalado, emoldurado por estes cabelos
castanho claro.
Aonde a carícia de tuas palavras, o carinho de
tuas mãos, o doce beijo dos teus lábios?
Que falta fazes em minha vida, basta um aceno
teu e como um pássaro voo para o ninho dos teus
braços, e pouso.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Noite fria
Céu sem lua
Sozinha a solidão me abraça
Entorpecida me deixo ficar
Meus pensamentos que me levam a ti, amor!
Quero sua boca na minha boca
Teu corpo no meu
O calor nos aquecendo
Nos levando ao ápice
Quero adormecer no teus braços
Acordar com o seu sorriso, de felicidade!
Quero você amor!
Receber um pouco de você me fez perceber o quão bom é viver!
Ouvir seu sorrir dá forças para prosseguir.
O pouco que te olhei nos olhos, me fez perder controle.
Sonho acordado, não consigo ficar parado ao seu lado!
Agora sinto a distância, que congela meu peito, e a tristeza é o único efeito..
COMIDA FRIA
Lá em casa, habitualmente, não cozinhamos aos sábados. Saí para buscar o almoço com a nossa fornecedora atual, Dona Maria, que nos últimos anos abriu o portão de sua casa e começou a entregar aos finais de semana uma deliciosa feijoada, nas versões tradicional e “light”. Sorridente, falante e cortês, Dona Maria atende a todos com o seu gorro e avental branquinhos, e faz questão de dizer que tudo ali é feito com qualidade, asseio e carinho. Motivada pelo pedido de alguns clientes, estruturou a sua garagem e agora mantém meia dúzia de mesas plásticas, forradas com um tecido rendado, quatro cadeiras em cada e um freezer cheio de cervejas e refrigerantes para que os clientes possam se deliciar com a iguaria ali mesmo, caso prefiram.
Estacionei o meu carro numa rua perpendicular. Peguei a minha filha pela mão, tranquei e acionei o alarme e fui me aproximando da casa de Dona Maria. Do lado do seu portão principal, estava estacionado um carro muito bonito, com cabine dupla, cor prata e recém lavado, denotando o capricho do dono. Em um piscar de olhos, vi um rapaz de boné baixo (acho que para esconder parte do rosto) ao lado do carro, na porta do passageiro. Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, o rapaz retirou a camiseta branca, enrolou em algo (que depois fui descobrir que era uma pedra bem grande) e bateu com toda a força dos seus braços finos no vidro da porta do passageiro, fazendo cacos de vidro voarem para toda lado. Mais rápido que o The Flash, meteu a mão dentro do veículo violado, retirou algo e saiu correndo. O “algo” era uma bolsa feminina, da cor vermelho escuro. O alarme do carro bonito começou a gritar alto, chamando a atenção do dono que estava no interior da casa de Dona Maria, aguardando o almoço.
O senhor careca, proprietário do veículo, também demorou alguns segundos para entender o que havia acontecido. Já com as mãos na cabeça em desespero, ouviu o meu grito abafado. Eu apontava e sacudia a mão desocupada na direção onde o rapaz decidiu correr… Mas foi em vão. A nossa capacidade cerebral de entender a cena, agir, gritar, fazer qualquer coisa útil foi infinitamente mais vagarosa do que as pernas compridas do rapaz tomando a direção já calculada.
Na sequência, uma pequena senhora de cabelos alaranjados também apareceu e descobri que era a dona da bolsa roubada, esposa do calvo senhor. A mesma, chorosa e assustada, afirmava repetidamente que não havia dinheiro ou nada que um meliante pudesse aproveitar lá dentro, somente seus documentos, cartões, maquiagens, remédios e pertences pessoais.
Tentando concluir a minha missão ali, apesar do susto e da injeção de adrenalina, entrei na casa de Dona Maria (que nessa hora voltava da rua após procurar ajuda policial com o casal) e meu coração estremeceu diante da cena que vi. Em uma das mesas com forro rendado colocadas à disposição dos clientes, duas porções completas e caprichadas (e ainda nem tocadas) da deliciosa feijoada da Dona Maria. Aquele momento íntimo e sagrado da dupla havia sido interrompido pelo grito do alarme, e acredito que os dois, naquela mistura de emoções e sobressalto, haviam perdido o apetite.
Nessa hora, minha filha, sacudindo levemente o meu braço, pediu explicações:
– Mamãe, aquele era um ladrão?
– Sim, meu amor, era.
– Por que ele quebrou o vidro do carro do moço?
– Para pegar dinheiro, meu bem. Ele não tem trabalho e não tem dinheiro para comer. Por isso faz isso com as pessoas – Expliquei de um jeito que ela pudesse entender, sem entrar em detalhes sobre o que eu realmente pensava a respeito do destino do dinheiro (não) roubado. E ela continuou:
– Uai mãezinha, mas se ele estava com fome não era mais fácil ele pedir um prato de feijoada para Dona Maria? Ela é tão carinhosa e boazinha e faz um montão bem grande de comida…
Dizendo isso, ela pegou a sua bolsinha rosa e começou a retirar suas moedas:
– Mamãe, essas moedas aqui pagam uma feijoada?
Sem entender, respondi:
– Não meu amor, não é suficiente. Mas para quê você quer comprar outra porção? Uma só dá pra gente, mamãe já pediu e pagou.
– Eu quero comprar comida para dar para aquele rapaz. Vamos encontrá-lo. Daí ninguém fica triste. A senhorinha do cabelo engraçado não precisa chorar por causa da bolsa dela, nem o moço careca precisa ficar triste com o carro quebrado. E o rapaz não precisará mais fazer coisas ruins com outras pessoas.
Ajoelhei, abracei a minha filhinha, beijei a testinha inocente dela e nada mais consegui dizer.
Peguei a embalagem térmica com uma porção da deliciosa iguaria, busquei para mim a mãozinha miúda e fomos caminhando devagar, atravessando a rua, em silêncio.
Antes de sair dali ainda pude observar novamente a mesa posta para o casal. Corações aflitos e comida fria.
