Frases de Olavo de Carvalho

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Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (1947-2022), conhecido por Olavo de Carvalho, foi um jornalista e ensaísta brasileiro. Morreu em janeiro de 2022 nos Estados Unidos, com 74 anos.

O inferno consiste em estar separado de Deus, portanto excluído da possibilidade infinita e encerrado para sempre no mundinho psicológico que você mesmo criou, sem uma janelinha sequer para dar uma espiada lá fora. Examine os seus pensamentos e verá a merda que o espera.

A política pró-diversidade consiste essencialmente em proibir a diversidade de opiniões.

A Eucaristia dissolve imediatamente aparições e prenúncios — o poder do demônio sobre a imaginação humana.
Uma vida sem a Eucaristia é um convite permanente à ilusão.

Castidade sem humildade e caridade é uma das especialidades do capeta.

Uma identidade nacional é a memória viva dos grandes feitos realizados por um povo. O nacionalismo brasileiro nem liga para isso. Só pensa nos valores materiais e na 'cobiça internacional'.

O fato de alguma coisa ter acontecido a você, mesmo que só a você, já prova que ela é uma possibilidade universalmente humana. Este é um ponto de partida fundamental em qualquer investigação filosófica.

"'Concordar' e 'discordar' são apenas expressões de sentimentos. Ou uma coisa é verdade, ou não é, ou estamos em dúvida. Expressar sentimentos numa discussão séria é veadagem."

Ao contrário dos líderes políticos, que fazem muito barulho mas raramente modificam alguma coisa de substantivo, o escritor, se quiser, tem o privilégio de ser um dinamitador discreto, que derruba muitos prédios em torno sem que ninguém ouça a explosão.

Seguir os preceitos da religião sem ter constantemente em vista a perspectiva da morte e a esperança concreta da vida eterna (o que implica o esforço de imaginá-la), é cultuar um Deus reduzido à ordem mundana.

Não há nada mais difícil do que fazer alguém tomar consciência da sua inconsciência progressiva. É como tentar parar uma queda em pleno ar.

Nenhum povo, como o brasileiro, tem o dom de odiar por motivos fúteis, julgar por aparências fortuitas e condenar por mera frescura.

Nunca estudei a filosofia de fulano ou beltrano para conhecê-la apenas, mas para ver se com a ajuda dela conseguia apreender algo dos objetos a que se referia. Se não me ajudavam nisso, perdia todo interesse por elas, mesmo porque não estava em busca de um DIPROMA.

Será que ninguém neste país percebe a diferença entre os que opinam em busca de vantagens grupais e o escritor que só expressa a sua opinião pessoal com sinceridade?

Saber o que os filósofos disseram sobre isto ou aquilo é, segundo Aristóteles, o começo da investigação filosófica. No Brasil é a finalidade dela.

Como não consegue acreditar seriamente que vai alcançar sucesso, o brasileiro acha mais seguro apostar no fracasso alheio.

"Se é urgente, tenha paciência, irá demorar..."

No país onde o dever máximo do cidadão é ser um cagão convicto, coragem é nazismo.

A mídia é porta voz não da maioria, mas de um grupo que quer ser a voz da maioria.

No Brasil, ter cultura é racismo.

Você quer ler o John Rawls, o Fukuyama ou o Robert Nozick? OK, mas primeiro termine de ler o Eric Voegelin, o Louis Lavelle e o Bernard Lonergan.