Frases do Marquês de Maricá
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Os homens são sempre mais verbosos e fecundos em queixar-se das injúrias do que em agradecer os benefícios.
A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.
É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.
A razão prevalece na velhice porque as paixões também envelhecem.
Os mais arrojados em falar são ordinariamente os menos profundos em saber.
Os homens geralmente preferem ser enganados com prazer a ser desenganados com dor e desgosto.
Os conselhos dos moços derivam das suas ilusões, os dos velhos, dos seus desenganos.
Quando a consciência nos acusa, o interesse ordinariamente nos defende.
As ideias novas são para muita gente como as frutas verdes que travam na boca.
Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.
O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.
As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.
A maledicência pode muitas vezes corrigir-nos, a lisonja quase sempre nos corrompe.
Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
O erro máximo dos filósofos foi pretender sempre que os povos filosofassem.
Não desespereis na desgraça, ela é frequentes vezes uma transição necessária para a boa fortuna.
A dissimulação algumas vezes denota prudência, mas ordinariamente fraqueza.
A memória dos velhos é menos pronta, porque o seu arquivo é muito extenso.
Os homens fingem desinteresse para melhor promoverem os seus interesses.
A familiaridade tira o disfarce e descobre os defeitos.