Frases do Marquês de Maricá

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Se a vida é um mal, por que tememos morrer; e se um bem, por que a abreviamos com os nossos vícios?

O império mais poderoso e fatal que existe é o das circunstâncias.

Há muitas ocasiões em que os ricos e poderosos invejam a condição dos pobres e insignificantes.

Perante um auditório de tolos, os velhacos tornam-se fecundos, e os doutos silenciosos.

Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos.

Os homens, para não desagradarem aos maus de quem se temem, abandonam muitas vezes os bons, a quem respeitam.

A modéstia doura os talentos, a vaidade os deslustra.

Os homens têm geralmente saúde quando não a sabem apreciar, e riqueza quando a não podem gozar.

É falta de habilidade governar com tirania.

Os governos tendem à monarquia, como os corpos gravitam para o centro da terra.

O fraco ofendido atraiçoa, o forte e magnânimo perdoa.

Os maus não são exaltados para serem felizes, mas para que caiam de mais alto e sejam esmagados.

Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.

Quem não pode ou não sabe acumular, nunca chega a ser sábio nem rico.

O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.

Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.

A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.

Os bons presumem sempre bem dos outros; os maus, pelo contrário, sempre mal; uns e outros dão o que têm.