Frases do Marquês de Maricá

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É fácil avaliar o juízo ou a capacidade de qualquer homem quando se sabe o que ele mais ambiciona.

Os sábios falam pouco e dizem muito, generalizando e abstraindo resumem tudo.

Somos enganados mais vezes pelo nosso amor-próprio do que pelos homens.

Folgamos com os erros alheios como se eles justificassem os nossos.

Divertimo-nos com os doidos na hipótese de que o não somos.

O medo e o entusiasmo são contagiosos.

Somos muitos francos em confessar e condenar os nossos pequenos defeitos, contanto que possamos salvar e deixar passar sem reparo os mais graves e menos defensáveis.

Muito pouco se padece na vida, em comparação do que se goza; aliás, não sendo assim, como se viveria?

O trabalho involuntário ou forçado é quase sempre mal concebido e pior executado.

A vida reluz nos olhos, a razão nas palavras e ações dos homens.

Ambos se enganam, o velho quando louva somente o passado, o moço quando só admira o presente.

É triste a condição de um velho que só se faz recomendável pela sua longevidade.

O remorso é no moral o que a dor é no físico da nossa individualidade: advertência de desordens que se devem reparar.

O sábio que não fala nem escreve é pior que o avarento que não despende.

Aflige-nos a glória alheia contrastada com a nossa insignificância.

Os homens mais orgulhosos são geralmente os mais irritáveis e vingativos.

A obstinação nas disputas é quase sempre efeito do nosso amor-próprio: julgamo-nos humilhados se nos confessamos convencidos.

Os homens sem mérito algum, brochados de insígnias e de ouro, são comparáveis aos maus livros ricamente encadernados.

A falsa ciência não aumenta o nosso saber, agrava a nossa ignorância.

Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro.