Frases de poema
Nascemos um para o outro,
entre nós existe uma
corrente real sem fim que nos
une ao mistério tal qual
o tesouro no fundo do rio
que ouvem o ruído
de uma lendária corrente,
Quem tentar nos alcançar
para o amor furtar
nunca será bem sucedido:
O Verão está próximo.
No horizonte vejo
o tempo fechado
e a chuva molhando
as Perobas-Rosas,
E como a Poetisa
de preces amorosas
vou entregando
o meu coração-poema
mesmo que você não veja.
Plantar mais de um
Acropora Turaki
na sua companhia,
Há de vir acontecer
conosco um dia,
É certeza oceânica
embalada com amor
coroada com poesia
e renovada todo o dia.
Acroporas rudis se espandem
como estrelas para receber
os teus olhos que flertam
e encantam sem querer,
O amor profundo entre
nós era previsível acontecer,
Do mundo não conseguimos
mais evitar e esconder,
Tudo em nós publicamente
acontece e está a se expandir.
Poesia Alexandrina
Capturar inspirações
nas estrelas para escrever
a Poesia Alexandrina
que me leve a atrever
a ser inesquecível
na sua vida de um jeito
que você não imagina,
e com insuperável magia
que ninguém há de deter.
O último dia do ano
O último dia do ano é para você
deixar para trás tudo aquilo
que não foi tão bom assim
ou aquilo que não irá satisfazer mais,
Porque eu sei que se você quer,
você sempre pode viver em paz
e ninguém é capaz de te puxar para
trás.
Mais de uma Vilanela para Rodeio
Mais de uma Vilanela
para exaltar a nossa terra,
Rodeio, Rodeio, Rodeio,
meu sublime amor perfeito,
Você flechou com
a sua beleza o meu peito.
A Moqueca Baiana leva pimentão, leite de côco e azeite de dendê,
Não existe quem não se apaixone,
vou fazer uma para o seu deleite.
Boleadeiras
Começa a tocar o acordeão
a canção gaúcha esquecida,
As boleadeiras giram no ar,
as esporas tocam o chão,
a gauchada eleva o refrão,
o meu campeiro coração
dança com toda a vibração
e assim todos honram a tradição.
O Ipê-mamono traz calor
para o espírito neste Inverno
que não é apenas estação,
Com os seus sóis em flor
em plena tarde poema
me inundam com amor
e ainda me faz crer
que vale tudo para não
desistir da beleza de viver.
... não é que eu não queira ser grande,
a grandeza me assusta.
não é que eu não queira subir,
as escadas são longas.
não é que eu não queira vencer,
as batalhas são duradouras.
não é que eu não queira viver,
é o medo que me faz assim.
*não é que deixei de lutar,
apenas desisti do que não foi feito pra mim.*
Foi sempre eu, a me esquivar
Foi sempre eu, a correr de ti
Nunca tive coragem de tocar
Nunca tive coragem de te sentir
Quando o mais perto cheguei
Quase desfaleci.
Não vi nada em minha frente
Corri pra bem longe de ti.
Não se pode tocar um Deus
Ou algo assim semelhante
O que é proibido na terra
No céu te vejo distante.
... Pode até parecer
que tudo que eu digo
seja mentira.
Que tudo que eu faça,
tenha duplo sentido.
que o meu olhar esteja vazio.
Mas não é bem assim
que eu me sinto.
Digo tudo que penso,
faço o que manda o coração.
E meu olhar não é vazio,
se olhar atentamente verás
que nele a muito de você.
Sou guiada pelo vento
Por sua força exuberante.
Dou as voltas pelo tempo.
Volto sempre ao mesmo instante.
Mudo meu passos as vezes
Vou até o horizonte
Mas quando me sinto sozinho
Subo bem alto e vou
Onde tudo se esconde.
Lá permaneço quieta
Pois o vento é Minha fonte
Meu parceiro discreto.
Meu eterno amante
Grito (do cerrado)
Corações cerrados
devaneados
no chão vivido
torto, ressequido
árido
e empoeirado.
Que crasta
arrasta
queima
sem dilema...
Pari alarido
sofrido
num socorro
caldorro
de miseração,
num grito a destruição...
Chora o cerrado
devastado.
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano
Cansei de me esconder, de fingir ser algo que não sou.
Cansei das lutas falhas, das buscas infundadas dos sonhos impossíveis.
Cansei de ser ninguém, de ser apenas sombra e invisível.
Não serei mais escada, nem portas para um futuro incrível.
Serei apenas eu construindo o meu mundo, os meus sonhos. Escrevendo o meu destino.
