Fragmentos
AMOR E ÓDIO
O amor germina
No solo ácido
Da rocha nua
Entre os fragmentos
Embaralhados
Feito pranto
Resistindo a gravidade
Riscando a face
Imortal
Na cordilheira íngreme da vida
191225II
Eu me importei com tantas coisas inúteis, fragmentos da saudade, dor corrompida pelo meu coração afetivo.
Queria ter esquecido tudo que já passei de ruim, queria ter esquecido de esquecer.
Queria continuar sendo o que fui há milênios.
Eu sinto que estou me afastando, me distanciando, me limitando.
O acaso não erra: apenas nos mostra, em fragmentos, que jamais fomos senhores do que acreditávamos controlar. Cada gesto carrega ecos de mundos que não vivemos, e cada silêncio é mais eloquente que todas as palavras que ousamos pronunciar.
Fragmentos de mim
me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.
Na rede ninguém é um só.
Somos versões. Fragmentos. Edições constantes do que a gente acha que o mundo tolera ver.
Fragmentos de razão flutuam no éter,
Cleópatra dissolve-se em névoa atemporal,
Horfmann murmura em ecos sem bordas,
amor transborda nas fissuras da luz,luminescência frágil descortina o vazio,
ondas sem tempo ondulam sem rumo,
palavras dispersas rompem a forma,
silêncios entrelaçam o que não se vê,e no entrelaçar das sombras e brilhos,
a luz revela o mistério: o amor é a razão que transcende o tempo e habita o infinito.
O Tempo é o senhor de todos nós.
Diante dele somos como meros fragmentos de poeira cósmica.
O Tempo é imparcial e não poupa ninguém, transformando o poderoso em resquícios de glória passada, e o homem arrogante em um simplório pedinte humilde.
Tempo é o que nós pedimos, sempre mais, ansiosos de sobreviver ao que poderia ser nosso último momento.
Tempo é o que nos resta cada vez menos, cada segundo que respiramos neste vale assombrado chamado... VIDA.
Nos fragmentos do cosmos, a precessão é o ponteiro invisível que desfaz o mito da permanência, provando que até a mística do eterno é apenas uma curva lenta em que cada constelação se rende à paciência do tempo.
Reno Fioraso
A vida se resume a um conjunto de pequenos momentos que, com o tempo, se tornam fragmentos de memórias.
O contexto dá vida aos dados; sem ele, os dados são apenas fragmentos isolados, mortos, sem utilidade real.
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“O Infinito em Fragmentos”
Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.
Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.
Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.
Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.
Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.
Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.
A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.
Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.
Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.
Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.
Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.
E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.
Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.
Os fragmentos dos experimentos do problema do tres corpos na Internet.
Os experimentos do rato no labirinto ate o alimento.
Num ambiente aonde so ratos o alienação intelectual é ratos.
A programação repeli as pragas com seleção natural ou racionalidade dos fatos históricos.
Os comerciais são expostos toda horas como um acondicionamento de dor e prazer.
A saturação mental e realizações notáveis de novos capítulos torna a novelas a ressonância de alegrias e tristeza numa crônica de sucesso.
Maturação intelectual transcende a vida e suas normas e condutas.
Regras da caótica virtual e a moralidade da exposição social. *labirinto de ratos*
Descrever a virtude da visão tridimensional e o *cubismo politico*
Ver as coisas em fragmentos depois analisar melhor entendimento de bidimensional so é simplicidade compreensão do passado, hoje vi que tridimensional da fogueira tras nobreza politica digital com seu feudo tecnológico e suas amarras das bigs tec, e sua resposta a sociedade moderna é antológica como escravos digitais , tornam o ser humano em bots robôs. Como assim terei que escrever livros para explicar o óbvio da visão tridimensional, a prisão é a caverna os escravos não precisa de correntes vivem felizes não reclama pelo ao contrário comemoram a vida em conflitos sociais, tendo pensamentos abstratos da realidade, os desenhos na parede são expostos pela ganância e a falta de caráter, esses desenhos sao feitos pela inteligência artificial. A questionar esse interessante intelectual....
A quem atribuição da gradiosas bigstec e suas corporação dissem é simplicidade a democracia será?
Meus textos são curtos e coloco assunto complexo paradoxos sociais são apresentados.
Fragmentos fragis da frustração humana.
Pensar por pensar e ser fragmentado.
Ser lúcido e estar bebado....
Ser o ser natural puro senso natural.
Dentro do paradoxo a vida é um mero detalhe o capital manda no mundo.
Sua futilidade humana é simplicidade digitalizada em creditos.
Ser por ser no ser abstrato e fragmentado na profundidade da alienação social e religiosa.
No isolamento do horizonte apenas fragmentos, sons de um momento no cosmo, o cosmonalta deixa sua nave para ver o planeta terra tão lindo no azul do infinito o mares parece flutuar, em suas ondas elipses de sonhos num ponto na imensidão, o macro universo,
Num desejo o luar é um paradoxo infinito, sua voz no infinito são folhas no outono.
Na arte teu sono meu sonho.
Aberto meus pensamentos fragmentos de meus sentimentos.
Longis meu sonho cobra o preço terminal de alma perdida por amor definho em teus lábios sois o amanhã...
Tão profundo quanto mares deste mundo pujante floresce no meu coração...
Frio na escuridão dentro do corpo mantém a vida.
Para nuvens do céu encontrei o sol mais nunca o toquei pois minhas asas de cera derretem sobre mar repouso do seu lados espero anoitecer para cantar o luar te ver na madrugada.
Sou feita de fragmentos indomáveis,
de partes que sangram poesia e sobrevivem ao caos.
Não sou calma, sou mar em ressaca,lucidez após o excesso,
sou o que fica quando tudo vai.
Carrego amores mal resolvidos no bolso,
cigarros que nunca acendi, promessas quebradas no fundo do peito, feito cacos jogados no asfalto da memória.
Tem dias que me reconheço inteira no espelho,
noutros, só estilhaços.
Mas ainda assim eu vou
de salto, de risco, de coragem torta,
porque parar nunca foi opção.
Me perco fácil nos olhos de quem sente demais,
me encontro rápido na música alta,
num verso cru, num gole amargo,
num “fica” dito sem planejamento.
Sou feita de falhas bonitas,
de ruínas que aprenderam a florescer.
E mesmo em pedaços, eu ardo,
eu canto, eu erro, eu amo
porque ser inteira nunca foi sobre perfeição,
sempre foi sobre ser.
