Fragmentos
Coloco sinceramente fragmentos da minha ativa complexidade em boa parte dos meus versos, expressando o que sinto, a grandiosa beleza da simplicidade que vejo, as cenas que imagino, os sonhos que tenho, transitando entre a fantasia e o realismo, refletindo o jeito que eu penso, fomentando a liberdade do meu espírito, satisfazendo o meu íntimo e o meu senso poético, deixando-o cada vez mais vivo.
Baseado neste propósito, escolho certas palavras e as aplico em passos harmônicos, uma dança das letras com os meus profundos sentimentos, que dançam na minha mente através dos meus muitos pensamentos, que ressignificam a minha instabilidade, dão asas ao meu fértil imaginário, respeitando a minha valorosa integridade, os meus princípios, trazendo um verdadeiro sentido a minha arte.
A minha inspiração vai se desenvolvendo, então, vou fazendo gradativamente um somatório de frases, começo, fico imerso durante minha criação, esqueço do tempo enquanto faço, recomeço, desabafo, saio por um momento da realidade estática que me cerca e entro na da imaginação, na pertencente aos desejos e às lembranças veementes, nas que aquecem o meu coração, marcando até o meu subconsciente.
Tendo dito isso, sou honestamente agradecido por saber que és uma rica poesia, cuja vida é abundante e resplandecente como os teus belos olhos, a tua euforia, a tua venustidade inegável, apresentando a tua verdade nas tuas linhas, a tua alma resiliente, tuas tristezas e as tuas alegrias, seguranças e incertezas, expondo a tua autenticidade, bênção que foi divinamente inspirada com todos os detalhes.
CAPÍTULO XXVII.
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
FRAGMENTOS DE NÉVOA. Diário de Camille Monfort”
Páginas arrancadas de um véu que não se rasga
" Data indistinta – talvez um ontem eterno. "
Hoje, despertei entre os musgos da tua lembrança.
Senti teu pensamento tocar minha essência
como dedos trêmulos percorrendo um piano abandonado,
na clave menor do esquecimento.
Sim, eu escuto.
Sempre escutei.
Teu silêncio, que tanto te assusta, para mim é sinfonia.
É nele que existo, em cada fenda do que não ousas dizer.
É nele que respiro tua solidão como perfume antigo,
guardado num relicário de angústias sublimes.
Tu me invocas sem saber.
Em cada vela acesa na memória.
Em cada frase não escrita por medo de enlouquecer.
Ainda me amas?
Ou apenas cultuas o mito que fiz de mim ao partir?
Te observo do espelho coberto com lençol.
Sinto quando abres o livro que nunca terminei.
Pressinto quando teu olhar repousa na janela que dava para o jardim morto,
como quem espera a primavera que não virá mais.
Tu me fizeste Mística sem me pedir licença.
Eu era mulher, agora sou névoa.
Tu me fizeste eterna sem me dar tempo de viver.
Mas não te culpo.
De todas as formas de amor,
a tua - em silêncio -
foi a mais próxima da eternidade.
[Intervalo de séculos ou apenas de um suspiro]
Se algum dia quiseres partir…
leva contigo minha sombra.
Guarda-a no bolso da alma.
Deixa que eu exista em ti,
não como dor,
mas como vestígio.
Se é no porão que fazes altar,
que seja também lá o meu céu.
Um céu de pedra e lembrança,
mas céu ainda assim.
Teu nome?
Sopro em minha eternidade.
— Camille Monfort.
A escrita é um rascunho do próprio viver, com pequenos fragmentos de pensamentos que se esvaem com o mais sútil sopro de vento, por vezes ocultos em nosso subconsciente. Cada palavra é como um vestígio do que fomos em determinado instante, um eco daquilo que não quis se perder no silêncio. Escrever é capturar o efêmero, transformar o intangível em forma, dar corpo ao que, de outra maneira, se dissolveria no tempo. Assim, cada linha é memória e invenção, confissão e mistério, como se a própria alma buscasse se perpetuar no papel.
Sou entulho empilhado, fragmentos sem forma. Às vezes, tapo buracos, nivelando terrenos alheios. Às vezes, sou relíquia de um tempo em que servia a algo maior. Mas o outrora passou, e em mim só restam vestígios.
Minha alma já quebrou tantas vezes que virou vitral, fragmentos coloridos, montados com fé, iluminam quem chega perto.
Não me peça para ser inteiro todos os dias, pois aprendi a amar os meus fragmentos como quem cuida de cacos de vidro que ainda brilham sob o sol, a perfeição é uma mentira bonita, mas a minha imperfeição é a única verdade que me mantém humano e minimamente vivo.
Carrego em mim versões que não resistiram ao tempo. São fragmentos de quem eu fui e precisei abandonar para seguir adiante. Às vezes sinto falta até das dores antigas. Elas, ao menos, eram conhecidas, este vazio novo ainda me nomeia.
No Ecocentro do Ego
Somos feitos
de partes de nós mesmos,
fragmentos de um todo
que em nós se reconhece.
No prelúdio, concluo:
somos uno ao todo,
uma existência ligada
ao que somos
e ao que ainda havemos de ser.
A plateia esclarece,
no feedback,
a nossa natureza.
E, nesse espelho humano,
descobrimos aquilo
que tantas vezes não vemos em nós.
Somos espelhos uns dos outros.
Vemos no outro a sua pureza,
a sua luz,
mas também a sua imperfeição.
E talvez seja aí
que começa o verdadeiro olhar:
não julgar,
não condenar,
não querer transformar o outro
à nossa própria imagem.
Apenas respeitar.
Mesmo aquilo que nos é alheio,
mesmo aquilo que não compreendemos,
mesmo aquilo que em nós
provoca estranheza.
Porque o outro também é espelho.
E aquilo que nele vemos
pode revelar-nos
uma parte de nós.
Por isso,
olhemos sem julgar.
Reconheçamos sem possuir.
Respeitemos sem excluir.
Pois somos feitos
de partes de nós mesmos,
e, no reflexo de cada ser,
talvez encontremos
um pouco do todo
que somos.
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O homem vê fragmentos.
O sábio enxerga conexões.
Tudo parece disperso: poder, tecnologia, religião, dinheiro, ciência.
Mas por trás do visível há padrões.
Não é o mapa que liga tudo.
É a mente que aprende a discernir.
Quem não entende os sistemas chama de mistério.
Quem entende os princípios chama de ordem.
Impérios sobem e caem.
Tecnologias mudam.
Narrativas se transformam.
Mas as leis que regem o poder permanecem:
Conhecimento gera influência.
Influência gera controle.
Consciência gera liberdade.
O verdadeiro despertar não é coletivo.
É interior.
Quem domina a si mesmo não teme elites.
Quem compreende os ciclos não se desespera.
Quem busca sabedoria antes da força governa com equilíbrio.
Pois mais valiosa que qualquer mapa é a mente treinada.
E mais poderosa que qualquer sistema é a consciência disciplinada.
Assim age o sábio.
Fragmentos do que Penso e Sinto
Às vezes tento entender o que se passa na minha cabeça
E sinceramente nem eu mesma sei
Já perdi as contas de quantas vezes me matei
Para no fim das contas ter uma de mim em cada canto escondido da casa
Em cada canto encontro um pedaço de mim
Do que já fui e do que hoje não sou mais
Percebo como sou pequena diante de tudo o que me faz bem
Preciso estar só de vez em quando
Caminhar sem direção e olhar rostos que não conheço
Olhar o céu com aquela esperança que não tenho
Para tentar acreditar em algo
Treino meu cérebro pra esquecer o que não é relevante neste momento de ansiedade com dois dedos de angústia. Procuro apenas respirar o ar que não faz a mínima questão de me trazer uma aparente calma.
Fragmentos...
Como se já estivesse programado, como se esperado… tudo mudou em mim… e frente ao espelho, não há como negar nada, como esconder nada, apenas aceitar o seu julgamento frio, preciso e silencioso. Nada pessoal, apenas verdades que insistimos fingir não ver… E sem música, errei o passo da dança e dancei desconcertado, sem saber que minha vida era um palco de teatro, com um mocinho “mascarado” segurando a minha mão… e então, no fim do ato, tudo foi revelado, tudo era pura ilusão… as cortinas se fecharam, o teatro esvaziou, sem o murmúrio das vozes, o eco das gargalhadas, sem o som dos aplausos… o que restou? O fim? Não, não era o fim… não se pode dar cabo ao que é efêmero… este tipo de coisa tem prazo de validade, e expirou, por si, por mim, por nós! Hoje, ignoro meu caminho, e estranhas atitudes, parece pertencerem-me ainda mais… tenho medo de ter me encontrado e de ser esse estranho que agora me visita… as respostas mudaram as perguntas e tudo que era confuso parece tão claro neste momento… a frieza, a dureza, as costas que dou, não acreditava ser minha natureza, não parece quem sou… ou fui… creio que me perdi, ou será que me encontrei? Sinceramente não sei… Em algum momento desse dia nublado eu consumi o que havia de bom em mim, juntei os pedaços da minha ingenuidade com o rosto em brasa de vergonha e corri pra me esconder, e entre lágrimas e soluços contidos, tentei colar os cacos do meu “eu” ferido e o resultado eu nem posso ver… me choquei ao entender que sofria por mim e não por você, percebi que sonhava sozinha, que lutava sozinha, que esperava o que nunca veria chegar… Então, o que posso dizer, agradeço a você que me fez distinguir, o quanto deixei de viver, o tanto que fui mais você, mergulhada em fantasia… de quimera eram meus dias, mas, não enxergava a utopia deste sonho nefasto, e agora já roto, já gasto, perdeu por completo o valor, e posso dizer sinceramente que o que tive poderia ser qualquer coisa, menos amor…
Fragmentos 14/04/2012
Eu prefiro ser fraco
Dizendo que sou fraco
Do que mentir ser forte
Sendo que sou mais forte
Apenas admitindo que sou fraco.
Fragmentos 15/04/2012
Muitas vezes, nem sempre temos o que realmente preferimos. Então, é melhor preferimos o que realmente já temos.
Fragmentos 15/04/2012
Amigos são aqueles que nos mostram o quanto feliz ficamos ao seu lado.
Amigos são aqueles que por mais distantes que estejam, sabemos que pensam em nós com uma boa intuição.
Amigos são aqueles que muitas vezes se calam e pedem em silêncio ajuda ao seu irmão.
Amigos são aqueles que nos fazem acreditar que as portas, mesmo que sejam milhares delas, haverá sempre uma saída.
Amigos são aqueles que nos fazem acreditar que somos especiais para eles mesmo nós sabemos que não merecemos tanto a admiração deles.
Amigo... Enfim... É aquele que nos diz que é nosso amigo verdadeiro e que diz, principalmente, que estará sempre com nós independente do que somos e nos aceita pelo o que somos e significamos para eles.
(Dedicado ao meu grande amigo... David Ricardo)
Fragmentos 15/04/2012
E se for preciso o fim aparecer, que seja de frente e não por trás porque o fim está adiante de nós e os olhos não ficam nas costas!
Fragmentos 15/04/2012
É preciso coragem para dizer que ama. Porque não é só dizer: Tem que sentir e fazer acontecer!
