Fragmentos

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Fragmentos de razão flutuam no éter,
Cleópatra dissolve-se em névoa atemporal,
Horfmann murmura em ecos sem bordas,
amor transborda nas fissuras da luz,luminescência frágil descortina o vazio,
ondas sem tempo ondulam sem rumo,
palavras dispersas rompem a forma,
silêncios entrelaçam o que não se vê,e no entrelaçar das sombras e brilhos,
a luz revela o mistério: o amor é a razão que transcende o tempo e habita o infinito.

Somos micro fragmentos da expressão finita de um Ser infinito.

"Caminho por dentro de mim, recolhendo fragmentos que o tempo deixou cair — e é ali que descubro o que nunca soube dizer em voz alta."

Onde estava


Procuro-me
Na rua,
Calçadas,
Estradas.
Ecoa o nada!
Fragmentos fui,
Memórias sou.

"A vida é tão rica em detalhes que me atrevo a contá-la em pequenos fragmentos."

-Aline Lopes

Coletamos fragmentos da realidade e formamos as fantasias que nos aprazem.

No espelho quebrado da rotina, vejo mil rostos todos meus.
Fragmentos de promessas, vícios de urgência, gritos que ninguém ouve.
As loucuras dançam, sedutoras, me puxando para o abismo do excesso.
Mas hoje, eu ergo o punho contra elas.


Chega de correr em círculos como um animal enjaulado pela própria mente.
Chega de alimentar o caos com distrações baratas e pendências empilhadas como cadáveres esquecidos.
O foco é minha arma.
A disciplina, meu açoite.
Cada passo certo é um prego no caixão da desordem.


Não quero mais sobreviver em meio ao ruído.
Quero silêncio.
Quero o peso do agora.
Quero o corte limpo da verdade.


Fortalecer o emocional não é sorrir para o espelho
É encarar o monstro que vive atrás dele.
É alinhar o processo à dor, ao medo, à vontade de desistir
E mesmo assim, continuar.


Seguro.
Eficaz.
Frio como aço, firme como pedra.
Porque só quem atravessa a noite com os olhos abertos
conhece o valor da luz.


11.01.2026
By Evans Araújo

Uma melodia distante começou a ecoar em sua mente — fragmentos de uma antiga canção, perdida no tempo, transmitida talvez por ondas de memória. As palavras se misturavam ao som do vento e ao pulsar do próprio coração.

⁠⁠⁠Coloco sinceramente fragmentos da minha ativa complexidade em boa parte dos meus versos, expressando o que sinto, a grandiosa beleza da simplicidade que vejo, as cenas que imagino, os sonhos que tenho, transitando entre a fantasia e o realismo, refletindo o jeito que eu penso, fomentando a liberdade do meu espírito, satisfazendo o meu íntimo e o meu senso poético, deixando-o cada vez mais vivo.

Baseado neste propósito, escolho certas palavras e as aplico em passos harmônicos, uma dança das letras com os meus profundos sentimentos, que dançam na minha mente através dos meus muitos pensamentos, que ressignificam a minha instabilidade, dão asas ao meu fértil imaginário, respeitando a minha valorosa integridade, os meus princípios, trazendo um verdadeiro sentido a minha arte.

A minha inspiração vai se desenvolvendo, então, vou fazendo gradativamente um somatório de frases, começo, fico imerso durante minha criação, esqueço do tempo enquanto faço, recomeço, desabafo, saio por um momento da realidade estática que me cerca e entro na da imaginação, na pertencente aos desejos e às lembranças veementes, nas que aquecem o meu coração, marcando até o meu subconsciente.

Tendo dito isso, sou honestamente agradecido por saber que és uma rica poesia, cuja vida é abundante e resplandecente como os teus belos olhos, a tua euforia, a tua venustidade inegável, apresentando a tua verdade nas tuas linhas, a tua alma resiliente, tuas tristezas e as tuas alegrias, seguranças e incertezas, expondo a tua autenticidade, bênção que foi divinamente inspirada com todos os detalhes.

MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL


Capítulo II — Fragmentos


Ou matas, ou acabas apunhalado.
Neste mundo condenado, para estabelecer vínculos, é preciso estar disposto a suportar o peso esmagador do ódio. O “amigo”, essa ficção social, figura entre os principais agentes do sofrimento. Em algum momento, inevitavelmente, desprezar-te-á quando a tua utilidade atingir o seu prazo de validade.


Não por maldade deliberada, mas porque a compreensão entre os homens é uma farsa, um pacto rompido antes mesmo de ser firmado. As pessoas não se interessam pelas razões que motivam as tuas ações.


Reagem apenas à superfície dos gestos.
Fingir, ocultar, proteger... tudo é interpretado como traição.


«No Hospital Dr. Bernardinho Camanga, na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, um homem ocultou a verdade de outro, acreditando que poupá-lo do desespero de uma doença terminal seria um ato de compaixão. Imaginou que poderia consolá-lo ou alimentá-lo com a esperança de uma possível recuperação, embora lhe restassem apenas três dias de vida. Quando a verdade emerge — como sempre emerge —, a amizade desfaz-se, contaminada pela mágoa e pela decepção.»


A intenção, ainda que nobre, é sempre relegada ao esquecimento. O que subsiste é a acusação, a ruptura, o silêncio.
O mundo fracassa porque não há compreensão; nem entre os homens, nem entre os animais, nem sequer entre as plantas, essas testemunhas silenciosas da degradação. Um único mal-entendido basta para romper um vínculo. Um lado afunda na depressão; o outro, na decepção.


Uma amizade de anos dissolve-se num instante. Ninguém deseja ouvir explicações. Exige-se transparência absoluta, e qualquer ambiguidade é punida com desprezo. Mesmo quando se mente para proteger, colhe-se ódio. A sinceridade não redime; a intenção não absolve. Por isso, quem aspira escapar dessa prisão miserável acaba por evitar a convivência.


O homem que vive só, fala só, caminha só: esse homem, ainda que dilacerado pela dor, é o único que já não pode ser ferido.
Não possui vínculos; logo, não pode ser traído.


Já não ama; portanto, já não é odiado. Não se relaciona; por isso, não se decepciona.


Erros? Só existem porque há outros para julgá-los.


Na solidão, o homem não erra: ele apenas é.


As pessoas assemelham-se às águas de um rio: fluem, passam, desaparecem. Tornam-se ausentes mesmo quando permanecem ao lado. Estão vivas, mas como mortas; incapazes de lembrar, ouvir ou socorrer. A sua ausência torna-se mais presente do que a própria presença. À distância, são moldadas pela vontade alheia, convertendo-se em marionetes nas mãos de quem melhor as manipula.


Pessoas são instrumentos. Nada mais.


A África, entre tantos exemplos históricos, é a ferida exposta dessa verdade:


Se não dominas, serás dominado.
Se não enganas, serás enganado.
Se não exploras, serás explorado.
Se não matares, morrerás.


Eis a lógica imunda do mundo: violência, domínio, ilusão.


O sofrimento é o indício mais honesto da existência.


Ele atesta a ausência de paz, de sentido, de finalidade. Não há serenidade na alma: se é que a alma existe.


O mundo é um palco desprovido de propósito. Um deserto de significados.
Tudo aquilo que chamamos de “sentido” não passa de uma construção desesperada; uma ficção que inventamos para suportar o fardo de existir. Criamos os problemas e, em seguida, simulamos as soluções.


Mas...


qual é o sentido de nascer para morrer?
Qual é o sentido de viver para sofrer?
Qual é o sentido de esquecer para depois lembrar, e lembrar para depois se arrepender?
Qual é o sentido?


Não há. Apenas fragmentos.

Acreditem...

Somos fragmentos de nós mesmos, expectadores de um ir e vir...
Ora parados, ora caminhantes... Nessa jornada tão transitória, meros visitantes com passagem acertada para o desconhecido. Que nos demoremos nesse vale da vida...
Que por aqui, tudo se faça alegre, proveitoso e que deixe saudades.
Amigos não se esquivem de vocês mesmos.Essa vida foi outorgada somente a nós.
Não passemos adiante,para o outro lado com a sensação de que faltou algo...
Sejam felizes,sejamos felizes...Somos merecedores.
Acreditem!!!

Fragmentos de um Amor

O amor tem vários cenários, como em um filme de cinema: alguns terminam com “felizes para sempre”; outros perguntam “onde você está neste momento?”; há ainda aqueles que decretam “sua vida termina aqui”. E existem muitos, muitos outros cenários, nos quais somos todos atores do filme chamado Vida.

O amor nos faz gente, mais humanos. Faz-nos felizes, capazes de sorrir no silêncio e encontrar graça em tudo. Esse é o lado bom — o cenário de que mais gosto.

O amor me faz sorrir com os olhos marejados, a voz embargada e o corpo trêmulo.

Mas há o outro lado: quando tudo dá errado, tudo perde a cor. Hoje estamos aqui, alegres, rindo e gargalhando; amanhã, somos apenas um borrão.

Entre Luzes e Fragmentos

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.

Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.

Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.

Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.

Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.

Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.

Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.

MISTÉRIO EM OFFLINE

Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.

Lu Lena / 2026

O QUE MORA EM NÓS
(fragmentos do que não conseguimos dizer)

Até nossos próprios pensamentos
têm dentro deles segredos
indecifráveis…
e mistérios invioláveis…

Lu Lena / 2026

O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)

Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.

Lu Lena / 2026

FRAGMENTOS NA MASMORRA
(Onde a alma se perde no esquecer)

Ao dormirmos, partimos em viagem por domínios indecifráveis e invioláveis. Se despertamos sem a lembrança do sonho, é porque a alma permaneceu cativa em alguma muralha do castelo medieval. Ao retornar à matéria, o ser percebe o vazio: deixou fragmentos de sua própria essência em alguma masmorra do esquecimento.

Lu Lena / 2026

​O ECO DO VILAREJO
(​Fragmentos de um tempo de Outrora)

​E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.

​Lu Lena / 2026

Quando a tarde organiza seus últimos argumentos a raiar no céu pássaros fragmentos, a opinião pública se mostra pragmática e cobra as horas do tempo arrastado no ardor do esquecimento de qualquer contratempo questionável. A tarde responde lânguida que são inefáveis os minutos da existência e é caro o azul celeste a se espraiar pelo ambiente. E mais tardam suas verdades existentes. Em aveludadas cores laranjadas o pôr do sol se despe do amarelo e reflete em águas a perder de íris. A alvíssima açucena se demora perene em lírios brancos convertidos na janela de paz que levo comigo. Nos meus olhos auríferos descortino a retina de um mar bravio e apascento as águas com o meu brilho a ensurdecer calafrios na lua imponente que esplendorosa doa seu brio. E desce uma noite fria sobre as de ramagens incertas e convalecem as insesatas flores do inverno. Navios partem e voltam, levam e trazem, e se julgam donos dos mares e das vidas exauridas de despedidas. E contumaz me desvio de desatinos desvios dos portos do meu destino. E há viventes que coadunam comigo, se lhes falo e me dão ouvidos, em suas escamas douradas que muito sabem das estradas. Deletério seria fingir que não vê e perder lagos elísios no enlevo sossego de quem já não se importa, pois que é inútil bater na porta de quem parte sem volta. No fulgor de um fausto tempo outras alegrias se diziam e voltavam comigo a rir e sorver o dia como quem escreve uma poesia no imarcescível interstício de uma flauta suave a acalentar os versos no impoluto momento de se desfazer e deixar a semente crescer. Novas frondes arbóreas cruzarão o horizonte e suaves sombras da tarde se farão eternidade.

Fragmentos de mim

me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.