Foi Deus que fez o Vento

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''Sinceramente, o mundo precisa de atitudes. Porque só palavras, na maioria das vezes o vento leva.''

Cada um leva dentro um poeta adormecido. Feito o vento que desarruma as folhas secas, vamos soprar para que ele possa ser redemoinho...

Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta.

Sou forma de vida misteriosamente mística, guiada pelo vento, entre o céu e a terra.

Vou caminhando...

Por mais obscuro que seja o caminho, vou seguindo...

Que venham o vento, as tempestades...

Posso até tropeçar, meus olhos de cansados podem se fechar...

Mesmo assim, ainda estarei seguindo..." M.K.

Sou rebelde como o vento,brinco com a vida e duvido do tempo, provoco, polemizo, solto o riso. Sou fera sem jaula, sou amante no cio, minha calma está sempre por um fio.

Não sou orquídea ao vento. Sou rosa carmim e comum. Necessito de jardineiro fiel, que sinta minha "raridade" e beleza no perfume e espinhos.

O vento não quebra um galho que se dobra.

Para Rachel de Queiroz, dito no ouvido dela.

Sou como o Vento
Passo.
Mas não sem balançar as folhas.

Se a vida é um sopro, então aproveite o vento.

Senhor segura firme na cordinha, sou tua marionete de trapo e alma de vento...

"Queria ser como o vento,passar por tudo e por todos,não ser visto,apenas sentido,assim não seria criticado pela aparênica,ou por falares,poderia ser mencionado pelas tempestades ou simplemente pela brisa que ele nos faz sentir"

Soneto da Despedida

Eu aprendo com o tempo
e tudo isso irá mudar
eu vou seguir o vento
e espero aprender a amar

Esse destino incerto
que assombra minha vida
mostrando tudo de perto
a doce e vã batalha perdida

Irei sem olhar adiante
levando apenas a saudade
como um simples viajante

Alguma coisa nessa cidade
me parece muito importante,
ou seria somente... vontade

Goza a euforia do vôo do anjo perdido em ti
Não indagues se nossas estradas, tempo e vento
desabam no abismo
que sabes tu do fim ?
Se temes que o teu mistério seja uma noite,
enche-a de estrelas.
Conserva a ilusão de que o teu vôo te leva
sempre para o mais alto.
No deslumbramento da ascensão,
se pressentires que amanhã estarás mudo,
esgota, como um pássaro,
as canções que tens na garganta.
Canta, canta para conservar uma ilusão
de festa e vitória.
Talvez as canções adormeçam as feras
que esperam devorar o pássaro.
Desde que nasceste,
não és mais que um vôo no tempo.
Rumo aos céus ? O que importa a rota ?
Voa e canta,
enquanto resistirem as tuas asas.

Quem diria que um dia tudo se transformaria, que as ondas voltaria, que o vento levaria, e a tristeza partiria, e a alegria aqui faria moradia.

Para um navegador que não sabe seu rumo, nenhum vento lhe é favorável.

Sêneca

Nota: Adaptação de Link

No vasto oceano da vida, velejamos de formas diversas; a razão é o nosso mapa, mas o vento forte é a paixão.

Alexander Pope
An Essay on Man

Fuga

Ela tinha ímpeto de desaparecer, virar espuma, vento, soprar longe.
Se sentia culpada quando essa vontade tomava conta dos seus pensamentos,
sempre rodeada de sons, vozes, música, amor, superproteção que ela não pedia.
Tinha gana de desligar os telefones, o interfone, desligar-se.
Não era egoísmo puro e simples, era saudade dela.
Sentia falta de rir sozinha lendo seus livros, acender incenso tomando banho quente, andar pela casa com sua camiseta surrada, descalça, distraída, relaxada, ver seus filmes antigos tomando café forte, queria sua companhia de volta, não definitivamente (solidão nunca a seduziu), pois amava estar com os seus.
Gostava de ser acolhida, mimada, mas algumas vezes, um filme, um café, pés descalços, lhe bastava.

E que rumor é este agora?
O quê anda o vento a fazer lá fora?
Nada! Como sempre, nada!

⁠Terra do Divino

Indiaroba, berço de encantos,
onde o tempo dança com o vento,
nas águas que abraçam memórias,
no olhar que reflete o sentimento.

Terra sagrada, solo de fé,
onde o Divino deixa sua marca,
em cada reza, em cada festa,
na chama que nunca se apaga.

Do Rio Real que conta histórias
às mãos que moldam o destino,
Indiaroba, alma viva,
és poesia, és Divino.

— ©Jorgeane Borges