Foi Deus que fez o Vento

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Vou, mas fico espalhada no vento. Boas memórias contam mais que presenças. Eu habito no amor de cada um e na espera pelo meu melhor.

Meu desejo hoje é sair sem rumo....ao sabor do vento...e da magia da vida..

Ela era calma como um mar sem vento.

Seja como o bambu, incline-se diante do vento, mas nunca se quebre.

Hoje de manhã, atravessando o mar vou me perder, vou me encontrar; a cada vento que soprar.

Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado, seu grande amor

Você que me deixa assim, namorando o vento, paquerando as horas, e rastejando pro tempo.

O sol brilha, o céu está muito azul, sopra um vento magnífico e eu anseio tanto - anseio tanto - por tudo... Tenho saudades de conversar, de liberdade, de amigos, de estar sozinha. Tenho tanta saudade... de chorar!

Homem ao mar!
Que importa! O navio não pára. O vento é suave, e o navio tem rumo a seguir. Portanto, avante.
O homem que caiu ao mar desaparece, torna a aparecer, mergulha, sobe a superfície; grita; ninguém o ouve. O navio, estremecendo com a violência do furacão, vai todo entregue à manobra; os marinheiros e passageiros nem mesmo vêem o homem submergido; a mísera cabeça do infeliz é apenas um ponto na enormidade das vagas.
São desesperados os gritos que o desgraçado solta das profundezas. Que espectro aquela vela que se afasta! Comtempla-a, vê-a convés com os companheiros; pouco ainda antes, vivia. Que teria, pois acontecido? Escorregara, caiu; acabou-se.
Debate-se nas águas monstruosas; debaixo dos pés tudo lhe foge e se desloca. As ondas revoltadas e retalhadas pelo vento rodeiam-no, medonhas, os rolos do abismo arrebatam-no, a plebe das vagas cospe-lhe às faces, e confusas aberturas quase o devoram; cada vez que afunda entrevê precípicios tenebrosos; sente presos os pés por desconhecidas e horrendas vegetações; as ondas arremessam-se umas contra as outras, bebe a amargura, o oceano convarde empenha-se em afogá-lo, a imensidade diverte-se com a sua agonia.
O homem mesmo assim, luta.
Diligencia defende-se, intenta suster-se, emprega todos os esforços, consegue nadar. Ele, força perecível, de repente, exausto, combate a força que é inesgotável.
Onde está o navio? Muito longe. Mal se avista nas lívidas sombras do horizonte.
O mar é inexorável noite social, onde a penalidade lança os condenados. O mar é a miséria imensurável.
A alma, em tal báratro, pode tornar-se cadáver. Quem a ressucitará?"

Victor Hugo
Os Miseráveis

Desejo a você
um sorriso em forma de sol
um carinho em forma de vento
um abraço em forma de caracol
que possa te aquecer
e levar meus melhores sentimentos.

Desejo uma canção
que te faça ninar
uma paixão
que te faça feliz
um sonho
prestes a realizar
e desejo que seja
o que você sempre quis.

Amores separados são histórias que nunca se apagam no livro da vida, e, sem que se queira, o vento se encarrega de abrir essa página e acordar os personagens esquecidos no livro que ficou lacrado desapercebidamente no tempo e no espaço.

Ter saudades do passado é correr atrás do vento.

Assim como as velas se abrem ao vento, deixo-me guiar pelo invisível que move o visível, certa de que cada travessia encontra seu destino.

Sinta o mar, o vento, o sol. Cada trajetória deve ser explorada ao máximo.

É perigoso abrir certas portas. Às vezes, o vento intruso que entra, impregna a casa de saudades.

coisas do vento
a rede balança
sem ninguém dentro

"Serenamente cruzo as mãos e espero,não me importa o mar nem a maré, o vento nem a tempestade,não me insurjo contra o tempo,nem contra o tempo nem contra o destino, pois o que é meu, as minhas mãos virá"

AGRESTE AZUL E ALARANJADO

Paz de espírito e clima de Agreste
Com vento bom de fazenda
Num alpendre celeste
E uma rede de renda.

Passarinho assobiando
Junto com o sol de fim de tarde
E o vento perambulando
Desprovido de vaidade.

E o vento... O vento do Agreste é afetivo
Como carinho de avô
Aquele carinho sem motivo
Ou melhor, o único motivo é o amor.

E o cheiro de mato verde
Correndo solto na campina
Aprisionado pelo vento
E pelo perfume... Da morena-menina.

E um gosto alegre de milho verde
Assado e cozinhado
E mesmo sendo do céu
O sabor é um pecado.

E o som da poesia
Musicada com a alegria
Do xote e do baião
Do forró e do xaxado.

E o céu... O céu do Agreste
Cenário azul e alaranjado
Onde a tarde beija a noite
E o sol dorme enluarado.

Eita!... Que saudade do Agreste
Do Agreste que vive em mim
E esse... Esse nunca terá fim!...

Cada um leva dentro um poeta adormecido. Feito o vento que desarruma as folhas secas, vamos soprar para que ele possa ser redemoinho...

''Sinceramente, o mundo precisa de atitudes. Porque só palavras, na maioria das vezes o vento leva.''