Fogo

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"Sou o abraço que acolhe o seu corpo e o fogo que incendeia a sua alma."
— Anjinha Sensual

É paixão envolvente
é brincar com fogo,
é desejar de mais
aquilo que se vê no outro.

"Jesus é a Luz na escuridão, é a tocha de fogo que ilumina o seu coração e sua mente"

Fogo: Da fagulha e cultivo

Há algo no fogo
que agita seus dentros.
Algo fundamental,
elemental.
Ecos primitivos.
Anamneses fossilizados.
Inscritos em
rupestre
e/ou
cuneiforme,
no mais profundo
do nosso âmago.



Ainda que soterrado, seu cérebro reptiliano
ainda tem aquele rolo de fita magnética
em preto e branco
dos causos de seu
tatatatatatatatata…
tataravô.

Aqueles que, quando jovem,
lhe capturavam a atenção ante a fogueira.
A brava luta contra um tigre na savana;
a emboscada contra um mamute duro na queda;
ou como a tribo sobreviveu ao ataque surpresa de uma tribo inimiga,
em uma fatídica noite.



Há sempre algo de familiar no fogo.
Talvez isso se deva ao seu caráter duplo.
E o duplo, se sabe, reverbera conosco sempre a níveis profundos,
irremediáveis.

Isqueiros, caixas de fósforo e fogareiros elétricos nos tiraram a trabalhosa e prazerosa arte de se iniciar o fogo.
Não se busca mais faíscas, pois podemos simplesmente acioná-las através de algum dispositivo.

Quedas de energia e até mesmo blackouts viraram nossos grandes momentos.
Eis, então, o momento para o restabelecimento de laços,
o momento para as conversas necessárias,
para ver o que se sobra quando smartphones e televisores param de ocupar nossos vazios.

Eis a hora de se virar.
Gastar duas caixas de fósforos
e meio litro de álcool,
a fim de trazer uma sobrevida
à fagulha restante.

Cordel do Fogo Encantado

Um rei de berço ministra qualquer civilização. Um rei de fé luta com seu povo. Um rei de terras anda pelo mundo. Um rei de gerações passa sua corôa. E todos são exemplos de amor nesse cordel que chegou ao fim.

Vou sentir falta da figura shakespeariana de Bel. Dos gritos cômicos de Patácio. Do seu filhinho nidinho, o prefeito mirim. Dos personagens santos, Clara e Francisco de Assis. Do profeta que poderia existir na vida real, principalmente ao leste da África. Desse amor de novela que está bem longe da atualidade.

Cordel Encantado, me encantou como " O Cravo e a Rosa". Porém, mais envolvente. Mais rica em histórias e estórias. Um multipluralidade de contos como muitos de nossa literatura dentro de um contexto e suas civilizações, movidos por fé, união e amor. Chorei e choro com essas cenas. Uma pena serem vistas com tanta ênfase numa novela e não na vida real.

O fim de um vicio televisivo e o final de 4 reinados de amor.

"Seja como a brasa: mesmo quando o fogo parece ter acabado, mantenha o calor da sua essência vivo por dentro. O recomeço só precisa de um sopro de fé."


SerLúcia Reflexões

O FOGO PROTEGE O MOVIMENTO

Antes de aprender qualquer técnica de progressão, é necessário compreender o princípio que a sustenta.

O disparo não existe apenas para neutralizar a ameaça, mas também para criar condições favoráveis à manobra.

Por isso, um dos fundamentos mais importantes do combate pode ser resumido em uma frase:

O movimento expõe. O fogo protege.

Quando uma equipe precisa avançar, o fogo de supressão reduz a capacidade de reação da ameaça e cria condições mais seguras para a movimentação.

O objetivo do fogo de supressão não é apenas o disparo em si. O objetivo é permitir a manobra.

É importante compreender que o fogo de supressão é uma técnica.

O fogo protege o movimento é um princípio.

E princípios normalmente sobrevivem mais ao tempo do que técnicas específicas.

Também é necessário compreender quando, por que e para que o fogo está sendo empregado.

É isso que diferencia o operador do simples atirador.

O atirador pensa no disparo.

O operador pensa no efeito que o disparo produzirá sobre a ameaça e sobre a manobra da equipe.

Por isso, quando ensinamos técnicas de tiro em progressão, não estamos ensinando apenas a atirar e avançar.

Estamos ensinando a utilizar o fogo para proteger o movimento.

16/10/2014 -14:05 hs.
Solito aqui no galpão...
Atiço um fogo de chão...
E cevo um bom chimarrão...
A canha exita a inspiração...
E de vereda pego o violão...
Sem rodeios faço uma canção...
Sentimentos nobres da emoção...
Que brotam do meu coração...
Alívio para a alma que chora...
Lembrando de quando eu vim embora...
Enquanto a chuva mansa cai lá fora...
Do meu lado o cusco sentadito cochilando...
O cavalo deu uma olhada, mas continuou pastando...
O galo velho carijó se aprochegou cantando...
Quando a angústia o meu peito aperta...
Até os bichos entendem, e ficam alerta...
E o meu galo canta de goela aberta...
O cavalo chega mais perto e dá um relincho...
Me emociona o sentimento dos bichos...
Meu cusco com carinho late no capricho...
Vendo que seu dono está muito aflito...
Entendendo que dentro de mim há um conflito...
Mas de tudo o que eu acho mais bonito...
Mesmo nesta solidão aqui no meu cantinho...
Eu tenho amor parceria, atenção e carinho...
Meu Cavalo, cusco e o galo não me deixam sozinho...
A noite chega e cada um para o seu canto...
A noite é longa, e eles nunca verão o meu pranto...
Pela manhã uma festa que fazem quando me levanto...
E assim vou levando minha vida de gaudério...
De pago em pago não levando nada a sério...
Quando chegar o meu fim levarei segredos e mistérios...
E com certeza alguém me levará uma flor no cemitério.

As horas adormeciam em lírios de névoa dourada adornando o destino a escrever cartas de fogo nos mapas da imensidão. A saudade florescia em minha poltrona inerte a apertar o coração leve e pesado, em cada lado do aorta. O crepúsculo sempre presente lia lentamente o sangue púrpura do dia. O inverno esculpia catedrais de gelo no âmago do silêncio. E a eternidade me olhava atônita como quem desconhece e caminhava descalça pelos salões do infinito. E eu pensava que somos mortais, enfim. O oceano desconhecido escondia relâmpagos azuis sobre o manto das marés. E eu pisava a areia com força, vontade de permanecer. A noite espalhava estrelas pelas ruas dos cidadãos e seus pensamementos navegavam por arquipélagos de lembrança. Mas eu estava séria, compenetrada e em nada pensava, apenas via as nuvens coloridas no céu, que eram pungentes. O tempo possuía a voz antiga das bibliotecas desertas e eu lia apenas as imagens, cansada que estava das retinas. A chuva desenhava partículas líquidas no telhados das casas. E a chuva era aprazível e contava muitas histórias de um tempo remoto. A solidão acendia velas negras nos corredores da alma, mas o espírito altivo já atravessou o medo e vive sereno as vozes da sala. As nuvens transportavam caravanas de sonhos adormecidos. Eu me sentia completa e nada me faltava, talvez você, mas me conformava silente que o mundo é vasto e um sentimento é muito pouco quando o céu revolto se acalma e a neblina cobre o horizonte de orquídeas e no peito a açucena dorme profundamente na calma do meu olhar. O passado repousava em céus de bem esquecer. A esperança cantava na madrugada escura e o universo derramava pérolas luminosas na flor da noite.

“Se é só corpo, é fogo de palha. Se é só mente, é amizade. Relação de verdade é quando desejo e respeito andam de mãos dadas.”

“Relacionamento de fachada é como fogo de palha: brilha na foto, mas não aquece na vida real.”

Como o ferro que se molda no fogo, a fé em São Bento me faz escudo inabalável, no qual o mal que tenta entrar descobre que a alma já tem dono e proteção.
Reno Fioraso

''Se for para escolher entre me curvar ao mundo ou permanecer de pé diante de Deus, que o fogo seja testemunha da minha fidelidade.''

Para Michel F.M., o fogo e o sangue não são apenas figuras retóricas; são elementos de uma alquimia existencial. Na trilogia Flores do Pântano, essas metáforas funcionam como o motor da criação.


Aqui está como esses elementos se manifestam na obra do autor:


1. O Fogo: A Transmutação da Dor
Na obra de Michel, o fogo cumpre dois papéis contraditórios e simultâneos: destruição e iluminação.
Autocombustão: Como visto no poema, o artista "incendeia o próprio coração". Na trilogia, isso representa a ideia de que, para aquecer (ou despertar) o mundo, o poeta deve aceitar o seu próprio consumo. A poesia é o resíduo desse incêndio.
A Forja: O fogo é o que transforma o "lodo" do pântano em "flor". Não há beleza gratuita; ela é forjada na alta temperatura de uma vida intensamente sentida.


2. O Sangue e o Miocárdio: A Poesia como Biologia
Diferente de poetas que buscam o "espiritual" ou o "abstrato", Michel F.M. ancora sua obra no corpo. O uso de termos como "miocárdio" ou "pulsação" revela:
O Sangue como Tinta: Escrever não é um ato intelectual, é uma hemorragia controlada. O sangue simboliza a herança, a ancestralidade e, principalmente, a vitalidade que o artista sacrifica para que o leitor sinta algo.
O Ritmo Cardíaco: A estrutura de seus textos muitas vezes emula a pulsação: frases curtas, cortes secos e uma urgência que parece vir de uma pressão arterial elevada. É a "anatomia do impulso".


3. A Dialética do "Pulsar"
O objetivo final dessa queima e desse derramamento é o mundo continuar pulsando.
Para o autor, a sociedade vive em um estado de "anemia emocional" ou "entorpecimento". O artista, então, atua como um desfibrilador: ele toma o choque para si para que o coração coletivo (a humanidade) não pare de bater.


Essa visão transforma o poeta em uma figura quase messiânica, mas desprovida de glória — ele é um "operário da dor".

MEU DEUS


A vida é este palco de contrastes, onde a alma se esculpe no fogo da experiência e a luz procura o seu lugar entre as sombras das nossas próprias fragilidades. Somos, nesta travessia, matéria que aspira ao transcendente — carne que chora e espírito que se levanta, numa luta desmedida onde cada escolha é um traço no desenho do nosso destino.
​O equilíbrio é a arte fina de ajustar a balança entre o tempo que foge e a eternidade que nos habita. Nas guerras que travamos — sejam elas o ruído do mundo ou o silêncio das nossas batalhas internas —, reconhecemos que o ambiente nos molda, mas é a Vossa vontade que nos sustenta. Entre hábitos, vícios e a condição humana que nos aprisiona, reconhecemos a nossa pequenez diante da Tua imensidão.
​Elevo, portanto, a voz nesta prece de conexão e humildade: sede misericordioso. Libertai-nos das amarras que teimam em obstruir o caminho, transformai a nossa fraqueza em força, pois sabemos que, em Vós, a seiva da vida corre e tudo frutifica.
​Que cada novo despertar seja uma renovação do compromisso com o amor puro. Que possamos ser unos na partilha, instrumentos vivos da Tua causa, guiados pelo discernimento necessário para trilhar os bons caminhos. Abençoai esta jornada, para que ela seja, em si mesma, uma obra de arte dedicada ao Teu serviço, onde a união prevaleça e o Vosso amor seja a nossa única e verdadeira bússola.
​Que assim seja, na arte e na vida, em cada compasso desta existência.

As adversidades da vida são simplesmente o fogo em que Deus está forjando em nós o caráter de Cristo.

Amor Leonino

Eu amo com fogo, com verdade, com tudo que tenho.

Eu não sei amar pela metade quando eu amo, eu me entrego inteira, eu defendo, eu cuido, eu acredito.

Mas também não me perco de mim.

Fui mandada embora… e doeu, sim.
Porque eu não entro na vida de ninguém de leve.
Eu fico, eu marco, eu sinto.

Só que existe uma coisa em mim que ninguém apaga: meu orgulho e meu amor próprio.

Eu não imploro permanência.
Eu não corro atrás de quem me coloca pra fora.
Eu não me diminuo pra caber onde não me quiseram inteira.

Eu sou intensa, mas não sou substituível.
Sou amor, mas também sou força.

E se me perderam…
não foi porque eu amei pouco.
Foi porque não souberam sustentar o tamanho do meu amor.

Agora eu me recolho em mim.
Me abraço.
E sigo.

Porque leonina não implora amor…
leonina se escolhe

​"A dor é o fogo necessário; o chumbo não vira ouro enquanto se recusa a arder."

O fogo nas mãos de um sábio aquece famílias; nas mãos de um tolo, destrói cidades.

Quem finge não ver os próprios defeitos vira as costas para um incêndio, pode não ver o fogo, mas uma hora será queimado.