Fogo
Meu inferno não tinha fogo nem enxofre. Tinha rostos, nomes e pessoas que eu amava. Talvez seja isso que torne algumas batalhas tão difíceis: não é o lugar, mas quem deixamos e quem aprendemos a amar nele.
POESIA É
Poesia é a voz do coração calado,
É paixão perigosa que queima e arde no fogo das palavras.
Poesia é a verdade da mentira,
É escândalo para os tolos,
É viver sem entender
E buscar entender.
Poesia é jogar o medo pela janela.
É enfrentar opiniões opostas e entendê-las de forma sensata!
É tirar a máscara que cobre os rostos.
Poesia é buscar as palavras em meio aos sentimentos!
É curar a alma com a mão.
É sentir o que se escreve
E se curar com o que se lê.
Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.
Poesia é
Dizer para a alma o que o coração cala!
-Kaiane Macedo
“O Encontro dos Oceanos”
Há dois mares dentro de ti, —
um de fogo, outro de silêncio.
Ambos azuis, ambos infinitos,
mas quando se tocam,
o mundo se parte em correntezas.
O primeiro, o da superfície,
fala com voz firme, veste poder,
seduz o destino com olhos de aço.
Ele construiu castelos de controle,
para que ninguém visse o menino cansado
que só queria descansar dentro de um abraço.
O outro, o que mora no fundo,
carrega lembranças em forma de cinza.
É o mar que sabe o nome da dor,
e ainda assim sussurra esperança.
Nele vive o homem que ama,
que sonha com paz, com o simples,
com o toque que não cobra,
com o olhar que o reconhece.
Quando esses mares se encontram,
ninguém vê a linha —
só sente o peso da mistura.
É o ponto onde o guerreiro
larga a espada e encontra o espelho,
onde a pantera entende
que também nasceu pra deitar na sombra,
onde Te Ka
lembra que já foi Te Fiti.
E nesse instante,
entre o rugido e o suspiro,
surge o homem real —
feito de cinza e de luz,
de amor e de abismo.
Ele não quer mais provar nada.
Quer apenas existir
sem precisar de plateia.
Quer sentir, sem precisar se esconder.
Porque agora ele entende:
a força que o move
não é o ferro,
é o coração queimando
por ainda querer ser inteiro.
25 de agosto Dia do Soldado.
Enfrenta o fogo e o aço,
sem recuar, sem temer.
Faz da paz o seu espaço,
mesmo ao lado do sofrer.
Não se dobra à violência,
nem se rende à opressão.
Com coragem e presença,
vence a guerra da razão.
Benê Morais
Mesmo sabendo que queima gostamos de correr em direção ao fogo, pois sua luz chama a atenção, seu calor atrai, sua energia aquece.
Aquele que busca o reflexo no espelho convexo consome a face oculta do fogo, além do tempo que lhe resta para reconstruir o próprio ego.
Reno Fioraso
Quarta-Feira de Cinzas
Acabou a folia.
Que o fogo apenas se aquiete em brasas,
para que da melancolia das cinzas
renasçam corações e almas vibrantes de boas energias.
Cadê a arte que estava aqui?
O gato comeu?
O boi bebeu?
O rato roeu?
A água lavou?
O fogo queimou?
A ignorância apagou...
Sendo provado pelo fogo
Abri mão de tudo.
E mesmo assim,
parece que nada faz sentido.
Por dentro, estou queimando —
minha mente é um caos,
meu coração, um campo de guerra.
Tento orar, mas as palavras não saem.
Tento crer, mas tudo parece distante.
Olho pra todos os lados
e não vejo saída.
Só silêncio.
Só o vazio.
Tenho medo de admitir
que não estou bem.
Tenho medo de pedir ajuda,
porque parece que só incomodo.
Então engulo tudo —
a dor, o cansaço,
e essa fé que, às vezes,
parece morrer um pouco por dia.
Mas, no fundo,
ainda acredito que Deus me ouve,
mesmo quando não sinto nada.
E talvez,
esse fogo que me prova agora
seja o mesmo que vai me moldar depois.
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.
No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.
Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.
Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.
Ainda pulsa a esperança
O fogo devora o verde,
o amarelo, o azul profundo,
uma bandeira queimada como memória de um sonho.
Ruas viraram cinza
e eco de passos perdidos,
mas ainda pulsa a esperança
em meio ao abandono.
As chamas refletem o caos de cidades em pranto,
carros queimados,
prédios que choram fumaça.
No horizonte,
silhuetas caminham sem destino,
como sombras que guardam histórias de um povo ferido.
O céu se abre em nuvens pesadas, carregadas de medo,
helicópteros cortam o silêncio
de uma pátria em alerta.
Mesmo na destruição,
há um grito que insiste:
“Olhem para nós,
aprendam com a dor
que carregamos.”
E assim, entre brasas e escombros, o país respira,
resiste no eco de vozes que ainda não se calaram.
A bandeira, ferida, ensina que mesmo em chamas
pode brotar a coragem de recomeçar.
E no fogo,
A bandeira ainda brilha,
não como símbolo,
mas como desafio.
Que arda o que precisa arder,
para que o amanhã renasça das cinzas, intacto e audaz.
Missão impossível é te conquistar,
com esse fogo no peito que não sabe esperar
Te vejo de longe e o mundo desacelera, como se o tempo respeitasse o que eu sinto por você, mas teu silêncio me ensina a sofrer quieto, guardando no olhar
tudo que eu não consigo dizer.
E mesmo sem saber se um dia vou te ter, eu continuo,te querendo em cada detalhe do meu dia, porque tem amores que não pedem permissão pra nascer…
só chegam,
queimam,
e viram poesia.
Encontrei a flor do jardim,
A mais bela que eu já vi,
Meu coração reacendeu em fogo
Quando teus olhos brilharam pra mim.
Teu beijo é névoa constante,
Que cobre a alma devagar,
Um toque doce e distante
Que me faz querer ficar.
E mesmo quando a noite cai,
Teu perfume ainda vem me encontrar,
Como um sonho que nunca se vai,
Como um amor que nasceu pra durar.
FORTALEZA DO AMOR
Quem conhece sabe que tudo nesta vida sempre tem o ponto fraco: Do ferro, o fogo; do fogo, a água; da água, o vento; do vento, a montanha; da montanha, o homem; do homem, a morte; da morte, és o Deus; e, por aí, segue o ciclo orgânico insaturado da humanidade e dos fatos sociais.
Afinal de contas, qual seria o ponto fraco do amor e da felicidade?
Talvez a falta de confiança gere a insegurança, tornando-se que o ódio seja a antítese do amor, não um ponto fraco em si.
Sentir-se feliz é a forma de amor, de modo que a melhor parte disso tudo é a recíproca e a confiança.
Logo, o amor verdadeiro é capaz de vencer todas as barreiras, um dom tão bonito, louvável e renovador e uma conquista inexplicável aos olhos que tudo vê e sente.
Quando o fogo congelar, a água pegar fogo e a Terra for plana, os bolsonaristas se tornarão racionais!
Vai demorar...
''Vamos, com profunda gratidão, celebrar o cessar-fogo em Gaza e a esperança de paz para uma região tão sofrida. Que a reconciliação e a harmonia sejam o caminho para um futuro melhor para todos os habitantes de Gaza e para a região.
Paz em Gaza: um passo em direção à esperança e à reconstrução. Gratidão pelo cessar-fogo e votos de um futuro mais pacífico para todos."
Enfim, essa guerra terá fim!
