Fogo
Domingo e os seus rituais.
Vassoura de ponta cabeça atrás da porta,
sal no fogo.
Convidando visitas de prosa ruim se retirarem.
As labaredas não desapareceram. Transformaram-se. O fogo que antes parecia destruir tornou-se direção, presença e força para continuar. Já não queima para reduzir tudo a cinzas. Queima para iluminar o próximo passo.
Disparo de Arma de Fogo: De acordo com o Artigo 15 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03), disparar arma de fogo em lugar habitado ou em via pública é um crime grave.
A pena prevista é de reclusão de 2 a 4 anos e multa, e o crime é inafiançável na delegacia.
Irmãos hoje há milhões e milhões de pessoas seguindo para o fogo do inferno, porque nós perdemos o fogo do Espírito.
Uma igreja sem o fogo do Espírito é como um altar sem o sacrifício aceitável.
Sermons on Various Subjects, Sermão XI, p. 230.
"O medo nos congela na imanência, apagando o fogo do conhecimento e do debate forças que nos movem para além de nós mesmos, em direção à transcendência."
Todo mundo tem luz própria. (SEU FOGO INTERIOR)
Não há dois fogos iguais
Algumas, tem raios de luz maiores.
Outras menores, outras raios
de luz coloridos,
algumas outras também tem,
mesmo que menores.
Que nem percebem o vento, a brisa.
mais tem um foguinho... interior.
Outras então, conforme sopra o vento,
tem mais luz, mais fogo.
que causam incêndios.
Tem aquelas que tem tanto raio que vira fogo, que você nem pode encostar que sai faísca
E certas pessoas queimam, ardem de tanta intensidade com tanta maldade!
Sem luz só com o fogo, só sabem queimar,
e queimam a vida tão mal que você não
pode vê-lo sem pestanejar.!
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Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Alma Incendiada
É carregar dentro do peito um fogo que ninguém vê,
mas que transforma tudo aquilo que a alma toca.
É arder no silêncio, sem saber o porquê,
enquanto a noite, lenta e fria, à minha porta bate e evoca.
Alma incendiada é aquela que, mesmo em meio às cinzas, conserva dentro de si uma chama que se recusa a morrer.
É guardar sob as cinzas aquilo que não se diz,
um pranto adormecido, uma saudade infeliz;
é ter no peito um incêndio e, nos olhos, solidão,
é esconder entre sorrisos os abismos do coração.
É caminhar entre ruínas, sem saber onde chegar,
com os sonhos em silêncio, mas ainda a respirar;
é trazer na própria alma as marcas do que passou,
e amar aquilo que a vida, um dia, quase apagou.
Há almas que são feitas de tempestade e de brasa,
que carregam o inverno mesmo estando em casa;
e quanto mais a vida lhes ensina a sofrer,
mais fundo se incendeiam na vontade de viver.
Pois há fogos que não queimam — apenas fazem recordar
tudo aquilo que perdemos, tudo aquilo que quisemos amar.
E há chamas tão antigas, tão difíceis de extinguir,
que fazem da própria dor uma razão para existir.
Alma incendiada é silêncio que não cessa, é ferida que se fecha, mas jamais se confessa; é morrer um pouco em cada despedida,
e ainda assim guardar uma chama pela vida.
Porque talvez viver seja exatamente isto:
ser cinza e ser fogo, ser lágrima e ser riso;
carregar dentro do peito o que ninguém pode ver
e, mesmo quando tudo acaba, ainda escolher renascer.
ENTRE O FOGO E A TEMPESTADE
Se fosse simples, bastaria dizer:
“é paixão, é querer, é não saber esquecer.”
Mas há sentimentos que a língua não alcança,
e o silêncio, às vezes, revela mais que a esperança.
Você é a tempestade que chega sem avisar,
o céu que escurece só para depois clarear.
É o fogo que chama, mesmo sabendo que arde,
aquela vontade que cresce quando a razão já é tarde.
Você mora no intervalo de um pensamento,
entre o que se cala e o que vira sentimento.
É onde a razão lentamente perde o seu lugar,
e o desejo, em segredo, começa a despertar.
É o coração esquecendo o próprio compasso,
a respiração procurando um pouco mais de espaço.
É aquela presença que, mesmo distante,
faz qualquer silêncio parecer inquietante.
Talvez seja loucura. Talvez seja acaso.
Talvez seja apenas o destino ensaiando o primeiro passo.
Mas existem loucuras que não pedem cura,
porque certas vontades têm sua própria ternura.
E se alguém perguntasse o nome disso tudo,
talvez a resposta se escondesse no absurdo:
não é apenas querer, nem simples paixão…
é quando alguém encontra morada dentro de uma inquietação.
Fogo Morto
Eu comecei a estudar para em um concurso passar
Objetivo era aprender. Literatura e matemática
Eu estava indo até muito bem
Velocidade Média eu aprendi também
Até que um dia do meu lado se sentou alguém
A timidez me dominou
Eu só pensava em me mudar de lugar
Até que ela me cutucou
Pedindo um lápis se eu pudesse emprestar
Foi nessa hora que eu fiz besteira
Disse não tenho lápis. Uso lapiseira
Infelizmente não posso emprestar
Então entrou o professor
E foi chamando pelo bombeirinho
E perguntou se ele estudou
Ou se o Fogo Morto se apagou
Rapidamente eu me levantei e disse sim senhor
Claro que eu estudei. Fogo Morto não é história de amor
Fogo Morto! Fogo Morto! É a paixão que se acabou
Fogo Morto! Fogo Morto! É o amor que se apagou
uma garrafinha de água
o fogo na floresta apaga
e salva o bicho preguiça
da morte pela queimada
que a ponta de uma brasa
de cigarro que foi jogada
pela janela do seu carro
naquela beira de estrada
não coloque fogo na mata
existe vida nas matas
evite causar queimadas
não lance fora a brasa
e o equilíbrio de tudo
na sua vida sagrada
simplesmente depende
que a vida seja preservada
então ao invés de fogo
leve sempre um pouco de água
e quando fizer parada
dêixe lá para a bicharada
