Fogo
Amor
Existem amores que machucam
Existem amores que são como fogo, só queimam e quando acabam restam apenas as cinzas
Existem amores que só causam dor
Existem amores que só destroem
Existem amores que só causam feridas
Existem amores que acabam com a sua sanidade
Existem amores que foram feitos para não durar
E o nosso amor foi assim, não era pra ser
O nosso amor durou mais do que deveria
O nosso amor persistiu por tempo demais
Existem amores que acabam com a sua vontade de viver
Existem amores que acabam com a sua vida
Existem amores que beiram a loucura
Existem amores que te deixam doente
Existem amores tão pesados
O amor genuíno não deve ser assim
O amor saudável te faz bem
O amor verdadeiro é leve e fácil
O amor verdadeiro não se impõe, ele te incentiva a ser sempre a sua melhor versão
Existe uma coisa muito linda sobre o amor verdadeiro, que ninguém te conta
Que se você ama profundamente alguém e por azar do destino não se torna eterno
Você deseja que ele encontre outra pessoa que ame tanto ele quanto você amou e você só quer que ele seja feliz longe de você
Apesar de não ter dado "certo", você só quer que ele fique bem sem você
Você não deseja o mal, e eu só entendi isso quase 10 anos depois que você me deixou
17 de abril de 2026
"O seu apelido nas redes deveria ser Fuzileiro Naval, por manter um alto poder de fogo depois de uma 51."
"Chega de fazer chorar a alma.
Fogo é calor.
É tempo de tomar banho de mar..."
Haredita Angel
21.04.14
A TERRA É FOGO QUE ARDE E QUE SE VÊ
A Terra é fogo que arde e que se vê,
É grito surdo e alto contra o lucro.
É um recado ao homem — bicho xucro —
É dor que não querem resolver.
Não é mais aceitável o “— E daí?”
É limitada a Terra, mãe da gente,
Nossa única morada, um presente,
Como avisam Krenak e Raoni.
Defende-se com enchentes, vendavais
E ribomba seus trovões, — despertadores —
Para negacionistas imorais.
A Terra evapora, seca e arde
E não perdoará os predadores:
— São os humanos — a calamidade.
Sendo provado pelo fogo
Abri mão de tudo.
E mesmo assim,
parece que nada faz sentido.
Por dentro, estou queimando —
minha mente é um caos,
meu coração, um campo de guerra.
Tento orar, mas as palavras não saem.
Tento crer, mas tudo parece distante.
Olho pra todos os lados
e não vejo saída.
Só silêncio.
Só o vazio.
Tenho medo de admitir
que não estou bem.
Tenho medo de pedir ajuda,
porque parece que só incomodo.
Então engulo tudo —
a dor, o cansaço,
e essa fé que, às vezes,
parece morrer um pouco por dia.
Mas, no fundo,
ainda acredito que Deus me ouve,
mesmo quando não sinto nada.
E talvez,
esse fogo que me prova agora
seja o mesmo que vai me moldar depois.
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.
No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.
Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.
Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.
Ainda pulsa a esperança
O fogo devora o verde,
o amarelo, o azul profundo,
uma bandeira queimada como memória de um sonho.
Ruas viraram cinza
e eco de passos perdidos,
mas ainda pulsa a esperança
em meio ao abandono.
As chamas refletem o caos de cidades em pranto,
carros queimados,
prédios que choram fumaça.
No horizonte,
silhuetas caminham sem destino,
como sombras que guardam histórias de um povo ferido.
O céu se abre em nuvens pesadas, carregadas de medo,
helicópteros cortam o silêncio
de uma pátria em alerta.
Mesmo na destruição,
há um grito que insiste:
“Olhem para nós,
aprendam com a dor
que carregamos.”
E assim, entre brasas e escombros, o país respira,
resiste no eco de vozes que ainda não se calaram.
A bandeira, ferida, ensina que mesmo em chamas
pode brotar a coragem de recomeçar.
E no fogo,
A bandeira ainda brilha,
não como símbolo,
mas como desafio.
Que arda o que precisa arder,
para que o amanhã renasça das cinzas, intacto e audaz.
Missão impossível é te conquistar,
com esse fogo no peito que não sabe esperar
Te vejo de longe e o mundo desacelera, como se o tempo respeitasse o que eu sinto por você, mas teu silêncio me ensina a sofrer quieto, guardando no olhar
tudo que eu não consigo dizer.
E mesmo sem saber se um dia vou te ter, eu continuo,te querendo em cada detalhe do meu dia, porque tem amores que não pedem permissão pra nascer…
só chegam,
queimam,
e viram poesia.
O fogo é parte da evolução.
O fogo e parte das realizações.
A água e a vida e suas virtudes
O ar e o fator que nos sustenta a existência e pousamos existir,
A terra grandiosa , todavia linda e maravilhosa mãe da vida e da morte...
Sendo a grandeza da vida.
Dentro do amor o fogo arde...
As chamas da paixão se da o deslumbre...
Nas virtudes dos maiores desejos o amor brota flores... numa fogueira que desvasta a floresta que remanesce em você...
Mesmo sabendo que queima gostamos de correr em direção ao fogo, pois sua luz chama a atenção, seu calor atrai, sua energia aquece.
Tudo justo e perfeito?
Terno preto
Anel brilhando na mão
No púlpito grita “é fogo”
No compasso é outra unção
Na fachada nome santo
Lá no fundo outro brasão
Mão pro alto no reteté
Mão pro peito na sessão
Fala em céu
Fala em milagre
Mas a ceia é outro banquete
Diz “meu servo
Tá uma bênção”
Mas vende a alma num bilhete
Reteté e compasso na parede
Dentro é “glória”
Fora é outro chefe
Dizem “amém”
Jurando em segredo
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito
Reteté e compasso na parede
Dança no culto
Ajoelha em outro terreiro
Bíblia aberta
Coração desfeito
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito
No culto é óleo escorrendo
Lá na loja o bode sorri
Língua estranha no microfone
Na outra mesa um outro “aqui”
Altar cheio de ornamento
Olho que tudo vê te vê
Quem tá vendo esse enredo?
Quem prefere se esconder?
Prega contra o que pratica
Vira verso
Vira vício
Usa o nome do Cordeiro
Pra cobrir o sacrifício
Quem te ungiu?
Quem te comprou?
Qual juramento vale mais
Do que o sangue que salvou?
Se a porta é estreita
Por que o rito é tão perfeito?
Se o véu rasgou lá em cima
Quem costurou de novo
Em segredo?
Reteté e compasso na parede
Dentro é “glória”
Fora é outro chefe
Dizem “amém”
Jurando em segredo
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito
Reteté e compasso na parede
Dança no culto
Ajoelha em outro terreiro
Bíblia aberta
Coração desfeito
E ainda falam que tá tudo justo e perfeito.
Esta música foi inspirada no livro Como SER o pregador que a igreja precisa TER
de autoria de
Deodato Júnior
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Coloca o bule no fogão, acende o fósforo e aproveita o fogo pra acender mais um cigarro.
Dois tragos e o pensamento preso a ele.
Coloca as xícaras, o açúcar, o bolinho de chocolate sobre a mesa.
Coa o café e o pensamento preso a ele.
Toma o café, meio amargo, parecido com o sorriso forçado do ultimo sábado.
Traga mais uma vez e olha a fumaça desfazendo-se com o vento, assim como os seus sentimentos e pensa nele.
Um boa lembrança surgi com o calor que o café provoca, mas logo se desfaz com todo o resto.
O café acabou. O cigarro apagou. E os sentimentos?
LINHAS TORTAS
Na palma da mão
estava escrito
esta paixão
este fogo
Estava previsto
este descontrole
descrito este compêndio
Só não se previa
a loucura
o incêndio
a insanidade
Tem coisas
que o amor
não avisa
por pura malícia
ou por pura
maldade!
