Flores Murchas
O vento trás a flor
Ela cai no chão
Murcha como a solidão
Que acaba com o coração.
Mas pra que isso, se superar é o importante
A flor renasce ,a felicidade acolhe a alma
E você segue em diante .
A vida é como a flor as vezes é cheia de beleza e as vezes murcha e enche de tristeza .
Mas sempre há uma maneira de ser feliz se supere a cada dia e terá o que sempre quis.
Á flor
Foi como uma flor murcha tentando sobreviver á seca
Depois de tanto tempo sem água
Vem uma nuvem e te cobre com o sereno
Avisando que algo pode mudar.
Quem sabe florescer, e no campo reviver, ou então morrer?
Pobre flor, não sabe ela que a água
não revive metade das tuas raízes
Tão poucas eram as gotas que se atreviam a toca-la
Sua sede era tão intensa, acabou economizando as gotas
Mas os dias de poucas chuvas passaram, a seca voltou
e a flor novamente sem sua água ficou.
Pobre flor está morrendo aos poucos, tão desconsolada
e caída ela está, que nem o outono resolveu esperar
para suas pétalas secar e o vento levar
Quem sabe para o encontro do mar.
Upêndica Poesia
È mais fácil entregar uma flor murcha do que segurar uma rosa com espinhos... Todos temos a capacidade de regá-lá novamente...
Se tu amas uma flor ... aviso para não se apegar muito, pois um dia ela irá murchar. Logo depois de um tempo volta a brotar novamente. Assim são os humanos!
Dê uma flor, demonstre amor sempre!!! Os dias passam rápido, a flor murcha, e as pessoas se vão, portanto não perca tempo!
Que minhas lágrimas não façam murchar as flores que plantei no jardim no íntimo do meu ser desnorteado.
O amor é...
O amor é banal
Suas flores vão murchar
O amor é momentâneo
Amanhã eu posso não te amar
O amor é um um risco
No seu livro da vida eu fui só um rabisco
O amor pode ser belo
Como um grande castelo
O amor pode ser fraco
Como um furacão
Me causou muitos estragos
O amor era poesia
Agora
É só fantasia
Nos momentos da felicidade plantamos uma flor indiretamente que não murcha, e o nome da flor é saudades.
No jardim da vida, o velho e o novo se contrasteiam, como a flor que murcha e a que brota. Uma se abaixa com a certeza dos dias, pois vê sua raiz. A outra com o vigor se sente insegura, pois é grande a imensidão que aprecia.
Jardins seminus...
As flores não podem murchar,
não deveriam.
Há vida dependendo delas
é preciso que outras venham
e floresçam os jardins
que andam seminus
e com a chegada do inverno,
ficarão sem o perfume
para o vento levar.
Deitados ali,
estão os sonhos dos poetas
que em seus versos,
fazem pousar borboletas
e cantar os pássaros
que de asas podadas,
já não podem mais voar.
AO MURCHAR A FLOR
Esplêndida mocidade! Fluxo de sonhos, emoções,
estampa-se no fulgor da vida à emérita conquista,
na essência da pétala aromada, seu ardor otimista
arroja-se ao lesto tempo sobre a corola das paixões.
Extática juventude! Cálice fecundo de aspirações,
cultiva-se no vigor da seiva a sua ousada jornada,
cresce e caminha à deriva nos alfobres da estrada,
lança-se ao mundo no eflúvio, êxtase das estações.
Virtuosa maturidade! Flor de aromas e gradações,
viça-se na força e coragem à grandiosa primavera,
adorna jardins na paisagem delirante da atmosfera,
enfeita-se com arranjos surreais e vis imaginações.
Frenética sazonação! Estame robusto de ambições,
ampara-se enlaçado à corola para florir no vergel,
alcança notoriedade no auge do viço, faz seu papel,
medra-se, mas experimenta forte rajada de ilusões.
Inopinada velhice! Sépala fanada de frustrações,
resta-se de ti, somente uma estampa desfigurada,
sem a magicatura ampla, és crassa e já enrugada,
brota-se, então, a nova florada dentro dos jarrões.
Infausta senilidade! Flor estiolada de recordações,
murcha-se sob a intempérie dos anos; desfolhada,
fenece para ser uma congérie do nada; substituída,
torna-se saudade no canteiro dos nossos corações.
Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013
