Flores Lírios
Hoje quero com a violência da dádiva interdita.
Sem lírios e sem lagos
e sem o gesto vago
desprendido da mão que um sonho agita.
Existe a seiva. Existe o instinto. E existo eu
suspensa de mundos cintilantes pelas veias
metade fêmea metade mar como as sereias.
Para que joias raras quando se tem amigos ?
Para que olhar para rosas se prefere lírios?
Para que chorar se pode sorrir ?
Para que se entristecer quando dá para se divertir ?
Para que olhar para trás se vc pode olhar para frente ?
Para que chorar, para pensarem que está carente ?
Para que escrever e escrever se você pode a verdade esclarecer ?
Para que você quer pagar para ver ?
A vida não se vive depois da morte, aproveite muito bem o que tem hoje para não se arrepender amanhã.
Muitos se arrependem do que fizeram e muitos do que NÃO fizeram.
A tristeza e a morte.....
Tomam conta de tudo....
Não eram os lírios brancos....
Caídos na areia da praia......
Eram rosas brancas....
Na areia prateada da noite...
Não eram lírios...nem rosas.....
Era a tua sombra...o teu aroma...
que perfumava a areia da praia...
Vagueava pelas sombras à procura de paz
Almas perdidas......corpos caídos....
Corações dilacerados.!!
Se
Se corro
Cega-me a pressa
Para a verdade dos lírios
Se abrando
Fico-me pela delícia
Dos delírios
Em que morro
Nos teus braços
Devagar
DIVINDADE
Vossa Divindade mora ao lado.
Brinca com vossos filhos,
Sorri-vos sorrisos de lírios e rosas,
Censura-vos em raios de tempestade
E vos acaricia em brisas de mar.
Vossa Divindade cavalga nuvens brandas,
Aproxima-se no relâmpago,
E vos abraça na chuva.
Vagueia por prados e campos,
Conversa com árvores e pássaros,
E através de todos,
Sorri para a humanidade.
Ouça, pois, vossa Divindade:
|Não comprarás vosso céu,
Com o quinhão que vos sobra,
Pois na verdade nada vos sobra,
Pois nada vos pertence.
Terás efetivamente repartido vosso pão
Quando deres de ti mesmo
Em prol da justiça social.
A distinção e a discriminação
Não habitam a morada de vosso Pai.
Lembrai-vos de que:
A esmola e a justiça,
Não são irmãs e não repousam
À sombra de uma mesma palmeira.
E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?
Nosso Jardim é um cemitério clandestino,
Somos dois lírios sem comunhão, fora do ninho.
Se bem quis assim o irrefutável Jardineiro,
Resta-nos chorar o que soa trágico: nosso destino!
Lamentos maiores guardaremos aos dias que virão...
Latifúndios de lírios
Planto lírios nos horizonteslatifúndios (é assim
mesmo emendado)
Que se perdem ao infinito
olhos não conseguem alcançar
Semeio sonhos pelo céu
olhos não enxergam
o coração e a mão
cuidam da plantação
as estrelas irrigação utopia
esparramo palavras
crianças cirandas
nessa terra arena palco
comunhão com palavra pão
comunga o corpo
a alma
o coração
esparramados
em ramas e rumas
colheita farta
"Segue em frente sem olhar para as circunstâncias, cultiva lírios mesmo em meio aos tempos áridos, embala sonhos sem mágoas ou rancores.
A vida é efêmera, mas nos pertence a escolha do que fazermos dela."
Pisa descalça na grama, leve candura de criança. Colhe narcisos e lírios, planta sorrisos em quem ama.
Olhai os lírios pelos caminhos
por onde vais.
Eles não gritam,
não disputam espaço
com o caos do mundo.
Apenas estão ali,
silenciosos,
inteiros,
abertos ao sol
e às intempéries.
Enquanto os homens
correm atrás de urgências
que nunca terminam,
os lírios
simplesmente florescem.
Não perguntam
quem és,
de onde vens
ou para onde vais.
Oferecem sua beleza
sem cálculo,
sem testemunhas,
sem esperar aplausos.
E talvez seja por isso
que ainda resistem
à pressa das cidades
à estiagem
e à dureza dos tempos.
Por isso,
quando o peso do mundo
tentar endurecer teus passos,
olhai os lírios
pelos caminhos por onde vais.
Talvez eles te lembrem
em silêncio
que a vida
não foi feita apenas
para ser suportada
mas também
para florescer.
✍©️@MiriamDaCosta
Rosa porque tu és assim
Você ama lírios mas eu sou Cravo
te prometo não te deixar de lado
mas na verdade terminamos
o que nunca aconteceu
Rosa você me perdeu!
"Jesus me ensinou a olhar para os lírios do campo e ver abundância onde outros veem falta; minha mentalidade trilionária nasce da fé que enxerga o invisível."
Lírios
Que medroso és,com teu suspiro.
A sua levesa veste-se de luz
Enquanto suas pétalas desabrocham
Trazendo a saudade invisível.
A vida é um ciclo em eterno movimento
como o lírio se afogando em seu próprio renascimento.
Criando novos caminhos,com almas velhas.
Seu perfume é como veneno viciante
se espalha no ar,sem corpo.
Desenhando o contorno de quem não está mais conosco.
Nascem onde só cabem encostas-rochosas. Fazendo o bulbo,um cofre de lembranças.
Buscando uma pressa verde de ser o céu
enfim,se despindo de corpo e alma.
Quem os recebe,não recebe apenas lírios
mas sim,um cálice que transborna serenidade.
Formando o impacto das sombras
para criar a inocência do vazio.
Sarah I.ᡣ𐭩.ᐟ
As horas adormeciam em lírios de névoa dourada adornando o destino a escrever cartas de fogo nos mapas da imensidão. A saudade florescia em minha poltrona inerte a apertar o coração leve e pesado, em cada lado do aorta. O crepúsculo sempre presente lia lentamente o sangue púrpura do dia. O inverno esculpia catedrais de gelo no âmago do silêncio. E a eternidade me olhava atônita como quem desconhece e caminhava descalça pelos salões do infinito. E eu pensava que somos mortais, enfim. O oceano desconhecido escondia relâmpagos azuis sobre o manto das marés. E eu pisava a areia com força, vontade de permanecer. A noite espalhava estrelas pelas ruas dos cidadãos e seus pensamementos navegavam por arquipélagos de lembrança. Mas eu estava séria, compenetrada e em nada pensava, apenas via as nuvens coloridas no céu, que eram pungentes. O tempo possuía a voz antiga das bibliotecas desertas e eu lia apenas as imagens, cansada que estava das retinas. A chuva desenhava partículas líquidas no telhados das casas. E a chuva era aprazível e contava muitas histórias de um tempo remoto. A solidão acendia velas negras nos corredores da alma, mas o espírito altivo já atravessou o medo e vive sereno as vozes da sala. As nuvens transportavam caravanas de sonhos adormecidos. Eu me sentia completa e nada me faltava, talvez você, mas me conformava silente que o mundo é vasto e um sentimento é muito pouco quando o céu revolto se acalma e a neblina cobre o horizonte de orquídeas e no peito a açucena dorme profundamente na calma do meu olhar. O passado repousava em céus de bem esquecer. A esperança cantava na madrugada escura e o universo derramava pérolas luminosas na flor da noite.
Somente os loucos colhem rosas e espalham lírios, mas somente os maus plantam cactos e semeiam espinhos.
