Flor
Rua do Outono
É lindo como o tempo
Se revela pela natureza
Ao agitarem-se ao vento
As folhas coloridas dos pinheiros
Verdes, laranjas e amarelas
Caem pontuais na estação certa.
Relógio divino do contar dos anos
Tempo que passa sem nos avisar
Nisso vestem-se as canaletas
Povoadas de pessoas felizes
Que se fotografam na alegria plena
De assim comemorar o renascer
De mais uma vez o despontar
Um novo outubro da vida se viver.
Jorge Jacinto da Silva Junior.
Ela é primavera o ano todo, a mais bela do jardim Universo, me inspira fazer versos de amor, ah minha flor, seu cheiro me viciou e quanto mais eu te amo, mais eu te quero. Te cativo, transbordo e com amor eu rego, enquanto dorme admiro-te como a flor mais rara, esperando você acordar, florescer, pra te dizer, incansável, mais uma vez o quanto eu amo você!
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
Sobre ela...
Seus fios de cabelo são como seda: Delicados, fortes...
Com uma cautela exagerada, os toco, como toco em uma rosa que acabou de florescer com os primeiros raios de sol.
O amor deve ter raízes fortes, mas deve sempre ser plantado em vasos, pra que você possa levá-lo pra onde quiser.
Plante-o no chão e suas raízes serão sua prisão.
A dor é o adubo no jardim de Deus.
É por meio dele que floresce o cultivo com as raízes mais fortes e de melhores frutos.
Você ainda nem viu quanta coisa eu compus pensando em você.
Nem sabe que todos os dias eu perco a memória e só a recupero quando encontro os teus olhos.
Os versos mudos ganham voz, tom e melodia se são para você.
Meus olhos te procuram,
Minha boca tateia o teu corpo na escuridão-brilhante!
Sinto teu gosto em cada poesia que fala de amor.
Doce e serena, flor amarela que enfeita o quadro de Van Gog.
O meu silêncio te chama dia após dia como quem necessita de inspiração para uma nova obra.
De súbto
Me apareces,
Me queima,
Me devora!
Meu pé de Odete
Lá em casa tinha uma galinha.
O nome dela era Odete
Odete colocava ovo todos os dias
Odete era a minha melhor amiga
Caminhava comigo para onde eu ia.
Barriga vazia Odete nunca tinha
Eu dava pra ela milho e ração pois ela mora no meu coração
Um dia acordei triste com a notícia que Odete havia partido
Pensei na saudade que eu sentiria dela
Então na terra eu enterrei ela.
E pra minha surpresa um pé de Odete nasceu deu ovo e flor e meu jardim Odete para sempre enfeitou.
E a ela continuei dando comida, água e muito amor
28 de dezembro de 2021
Todos nós somos sementes e como tal, às vezes, somos levados pelo vento para lugares que não escolhemos ir. Mas criar raízes ou não nesse lugar, nós podemos escolher. Então, não crie raízes onde você não possa crescer e principalmente, onde não possa flores(cer).
"Mãe nunca deixo de lembrar da tua voz do teu cantar: faz serenar meu coração. A primavera vai chegar, porque o amor faz nascer a flor e floresce como uma nova canção. -Do lodo a poesia/ da fera a a docura/só o amor faz nascer a ternura.
Mãe um amor que pode mudar o mundo e transformar um vale de tristeza, em beleza. Uma dor profunda em sonetos, uma lágrima em inspiração para o artista que escreve, canta e cria quando a alegria de uma Mãe encontra seu filho, como um poema faz nascer a música que toca a criança e faz mudar as estações. "
Passeando pelo cemitério, me surpreendo ao me deparar com um pequeno e negro corvo que me fita sem parar,
Ao perceber que há algo em seu bico, minha curiosidade só aumenta
O que será aquilo? O que essa ave carrega?
Eu me mantive inerte e de fato admirada com aquele acontecimento, pois eu não imaginava;
E ao me aproximar ela não se mexeu, aquela ave de morte ali permeneceu.
Destino, loucura, pensem como for,
ela carregava consigo em seu bico uma flor.
Flor esse que para mim simboliza amor e morte, ela carregava uma rosa em seu pequeno porte.
Há rumos, riscos e temores, horrores de ambos os lados, "mas, se houver alguma coisa além dos espinhos; é uma flor, uma questão que nasce, sim, e dá fim a escuridão, fazendo trabalhar contra a dúvida.".
"Na verdade, há uma atmosfera de mistério no ar e ao mesmo tempo, é um passeio bem romântico. Vimos uma flor linda que não conseguimos identificar boiando na água. Pedro pegou a flor, balançou-a um pouco para secar e enganchou-a atrás da minha orelha. Ficamos assim, um tempo, abraçados, esquecidos de tudo, eu com a cabeça em seu peito enquanto admirávamos a paisagem. Como se nada mais importasse no mundo. E não importava mesmo. Ali, as praias são mais livres que as de Cancun e Playa. Toda aquela natureza, o azul do mar, as ruínas, o novo e o velho se misturando tem um quê de revigorante e mágico. Quase consigo ver numa sombra no chão, uma silhueta maia e imagino como eram suas vidas, as danças, os rituais, as comidas, os casamentos... " trecho de Nossa Riviera Maya: Uma Lua de Mel Caribenha (NRM).
Todos os dias eu acordo, e visto minha armadura. Sim...armadura!
Eu já vesti flores. Eu já respirei sonhos, expirei poesia e transpirei amores...
Eu já acreditei no lado bom das pessoas, já compreendi e justifiquei o lado ruim, afinal pra mim, ninguém era tão mau assim.
Eu já amei sem medidas, pessoas que não mereciam nem se quer a minha atenção, e sabe o que é engraçado? Mesmo sabendo de tudo isso, eu ainda era capaz de amar...
Mas a vida anda às avessas. O que era pra ser um processo de lapidação do bruto para a forma mais preciosa, se torna o contrário, porque viver é lapidar-se ao contrário...o precioso acaba se tornando bruto, e o que era flor, se torna dor...
Foi doloroso perder as pétalas que eu tanto amava vestir. E eu tive que me vestir de pedras, pra que ninguém mais pudesse me atingir.
E todos os dias eu acordo ...visto a minha armadura de pedras para conseguir viver...ou simplesmente sobreviver.
A Bougainvillea Vermelha
Na cor do amor
A Bougainvillea afogueada
Floresce no mais esplendor
Lenhosa, lustrosa, encantada
Matizando o olhar, és primor
Maiúscula flor, com significado
Tão imponente
De semblante desenhado
Bougainvillea vermelha.... n’alma sente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 de julho, 2023 - Araguari, MG
Assim como as flores, mulher é especialista em florescer, só que ao contrário das flores, mulher floresce mesmo quando não é primavera.
