Flor
No início eu não sabia o teu nome, mas já sabia que eras de céu. Por isso, escolhi o nome do pássaro mais leve e te batizei de beija-flor.
Ao te lançar na terra
Já te vejo nos meus sonhos,
E os momentos que terei
Com tua beleza, minha flor, risonhos.
Uma rosa vermelha como o sangue dos inimigos
Ela possui pétalas encantadoras
Elas aparentam muita maciez
Todas presas ao topo do caule.
Porém, além da delicadeza
A belissima flor apresenta espinhos
Esses perfuram a pele daqueles que desejam machucá-la
O sangue escorre e camufla-se nas pétalas.
Cultivar o amor é como cuidar de uma planta.
Você precisar, regar, adubar, remover as pragas, conversar com ela.
Logo ela irá florescer e te mostras que todo o tempo dedicado valeu a pena.
Girassóis
No amanhecer do dia,
No brilho do sol que me guia,
No florescer da primavera,
Os girassóis acordam novamente,
Para nos alegrar mais um dia.
Nos seus belos campos dourados,
Cheios de alegria e paixão,
Venho a caminhar por elas
E me recordar dos bons tempos.
A sua graciosidade e beleza
Me impressionam,
Como uma flor pode ser tão
Deslumbrante e formosa?
Assim como os brotinhos
Crescem,
Os girassóis me fizeram perceber que,
É essencial crescermos
Felizes e iluminados de Amor.
-Gabriela Bonfanti
“Vida são flores, excesso de espinhos, as turbulências constrange, porém saborear o aroma da realidade é exalar coragem.”
Giovane Silva Santos
Divin’arte d’amar
Coisa estranha, mas boa patranha, por não se saber definir com alegria tamanha energia.
Amor, som que não se pode mensurar, nem com medidores de moderna tecnologia pontual-atual.
Rosada cor aurífica a confundir a nossa pobre ignorância de cor sóbria e prolífera.
Não se pede um quilo de amor, tampouco, um metro d'água benta. O amor é o criador da arte que por si só se inventa.
Som etéreo o qual diz sem explicar o eterno marujar no mar de águas santas a se navegar com valor incolor a quebrar as rochas, moldando-as sem autorização banal num eterno e desorganizado bacanal estridente.
A escrita ultrapassa o limite do tempo ao referir-se a esse dom celestino, nobre coração de menino a repousar no coração da gente e a poetar seu veraz destino, porque nada tem a explicar na divina ciência de amar.
A letra também não explica!
O Amor é a arte imensurável de Deus o qual independe de tecnologia de ponta advinda de qualquer céu, porém, aponta ser a maior inteligência universal, na plenitude da paz, sem mero escarcéu… Só pra dar rima sonora: Você “entendéu” essa explicação ao léu?
Como é bom saber amar, com o conhecer de que não se sabe explicar.
O amor somente se pode sentir, se entregar sem resistir, é o nirvana que a todos engana, sem explicitar as propriedades de sua arrefecedora chama, porém, se você o verbete estranha, entenda como: Refrigeradora chama a qual lhe chama. Semelhantemente ao criar de sua mente a qual lhe mente desbragadamente ao dizer que: o gelo também queima irresistivelmente.
Afinal, quem sabe amar conscientemente?
jbcampos
Quando não puder tocar com as mãos, ofereça uma flores, porque só elas além do perfume possuem a mesma maciez do carinho.
"Se as flores pudessem dar um conselho, diriam: 'Apenas florir!'
Quanta bravura das flores!
Suportam o frio congelante, o sol escaldante, as tempestades e ventos;
E ao cair, renascem, ainda mais belas e fortes.
Quisera eu também ser flor!
Florir e sempre renascer."
Pensando em você
Agora me fizestes viajar,
levando-me em teus braços.
Senti teu perfume em mim,
tenho o calor dessa boca
colada à minha.
Nossas mãos ora juntas,
ora separadas, ficam em
busca de uma parte quente
e macia dos nossos corpos.
Corpos agora colados e
pelo amor unidos.
Te quero minha flor linda.
Brotastes dentro de um
vaso de amor feito.
Com amor foste regada, e só
para o amor és voltada.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Enquanto alguns botões não abriram,
outras flores já se foram.
Cada um a seu tempo.
Todos igualmente dignos.
Quando é Amor
Quando é Amor,
Coração dispara.
Quando é aquela mulher
Que você espera.
Se esquece o mundo,
Cada segundo junto
É tão profundo.
Quando é Amor,
Tudo muda de repente.
E o nome dela
Não sai da sua mente.
Quando é Amor,
Não há uma flor
Mais bela do que ela.
A te esperar
Na sua janela,
Pronta pra te amar.
ANTÚRIO
Se belo, o teu belo á alguns é espúrio
no murmúrio da vaidade de um olhar
és tu, variada cor, ó flor do antúrio
no vermelho da paixão a celebrar
é natureza em esplendor purpúreo
flor do antúrio como não poetar!!!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
IRIS
[...] a admiração
não cessa
até que se esgote a temporada...
eterna paixão!
Íris, flor encantada
pássaro em ascensão
singelo feitio
poesia e ilusão
da cor azul anil...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2020, julho - Triângulo Mineiro
A MORTE DAS VIOLETAS (soneto)
No vaso floreado de variada cor
De suave frescor e delicada trama
Cheias de viço e aveludada rama
Desabrocham as violetas em flor
Pouco estar, e de fugaz esplendor
No seu breve e infortunado drama
Enlanguescida, ela, curva e acama
Tal aos pés da sofrência a fatal dor
E vai perdendo o regalo a violeta
Aos amuos do tempo, ali funesto
Num despojo final, e última reta
E, desbotada e então tombada
Épica, em um derradeiro gesto
Mortal, a violeta se vê imolada
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de agosto, 2016 – Triângulo Mineiro
Dente de Leão
"Com os lábios lacrados, nariz em riste e cílios em convulsão estufou o peito e seguiu em frente de cabeça erguida, rasgando o vento. E como se não fizesse questão de coisa alguma, lambeu o sal da testa e sentiu a dor do medo tomar todo o seu corpo. Antes que pudesse se lamentar quedou de sua própria altura, quedou de sua bravura, não resistiu aos encantos do vento soprando suave e lento ao pé de seu ouvido".
A QUARESMEIRA
Pra Quaresmeira ser louvada, não basta
No cerrado, trovar os dotes do encanto
Tem de ter na poesia, o instinto tanto
Da magia e sensação que o belo arrasta
De um esplendor e uma tal delicadeza
Nesse sertão de diversidade tão vasta
Seu destaque de flor preciosa e casta
Do lilás dos cachos, adorno da natureza
Exaltação aos olhos, de florada ligeira
Chama da paixão, graça, poesia acesa
A essência sedutora da quaresmeira
Na admiração, um trescalar misto:
De funesto fase, reflexão e beleza
Em cortejo do martírio de Cristo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/08/2020, 09’43” – Triângulo Mineiro
