Fiz de Mim o que Nao Soube
Já nem sei o que o eu queria, o que planejei pra mim. Apaguei tudo sem querer. Só sei que tem você e eu logo ali, sem pressa. Neste momento, é a única certeza.
É tão difícil quando o pedaço da minha vida mais importante está longe de mim, mas tudo na vida a gente supera, os dias de sol vão chegar, como toda semana chega, eu confio no tempo e sei que ele não vai me deixar na mão e nos dias que te encontrar esse pedaço que me falta vai me completar como se minha vida dependesse disso. Ah, o amor, não sei nem o que dizer e muito menos como explicar.
Ai meu Deus! Eu disse para mim mesmo acordar, por que já estava quase me colocando no meio das suas coisas, e virando um pertence seu.
Tem coisas sobre mim que eu deixei o vento levar, principalmente aquelas coisas que apertavam o meu coração, impedindo de me deixar livre.
Devo admitir que a amizade que tive com a garota que mora à 1100 quilômetros de mim, foi a amizade que mais me fez chorar. Chorava sempre, de medo, de felicidade, de rir (…)
— 1100 km de tortura, Chorar faz parte.
A palavra amor pra mim se tornou um bom dia qualquer ou uma dor qualquer que a pessoa sente, quando bate o dedinho no pé da mesa.
(...) As minhas verdades podem ser um enumerado de Errados –para você-, para mim elas sempre serão Verdade (ou não).
O trabalho da vida cristã, portanto, é pensar menos de mim mesmo e da minha performance e mais de Jesus e da performance dEle por mim. Ironicamente, quando nos focamos mais em nossa necessidade de melhorar, nós pioramos. Tornamo-nos neuróticos e egocêntricos. A preocupação com o meu esforço em detrimento do esforço de Deus me torna cada vez mais egoísta e morbidamente introspectivo.
Em mim tem dois, e em cada um de mim existe um universo de momentos e desejos que quando se cruzam, formam o êxtase da felicidade.
Bem posso falar que a linguagem tem sido minha companheira. Uma forma de me desnudar de mim e me transmutar em palavra. Quando escrevo a dor que sinto, ela se esvai lentamente, como uma catarse de mim mesma. E a dor é relativizada e procuro meus pares. Como fazer amigos se me afundo em pensamentos lúgubres? Enquanto me entrego ao sofrimento, as pessoas aproveitam o lado bom da vida. Viajar, apreciar a natureza. Eu consigo compreender a dialética da minha dor e a felicidade de tantos. E penso que preciso ser mais flexível, como uma estrela do mar que se regenera. Agora escrevo e a paz se aproxima de mim e me observa como um espelho, o meu inverso. Eu estou calma e a calma é um sentimento a ser reverenciado. É quando a dor se recolhe e encontro refrigério em minha alma. Sei que meus sentimentos não são estáticos. E quando a paz me alcança, procuro senti-la em toda a sua essência. Quando estou triste, eu olho um gato, e vejo apenas um gato. Quando eu estou me sentindo bem, eu vejo um gato e me encho de ternura. Um animal que me transmite boas sensações. O gato tem um linguagem peculiar. Hoje acordei com muita dor emocional. E como refúgio, comecei a escrever. E essa escrita terapêutica foi silenciando um sofrimento inominável. Eu estudei teologia, mas foi a vida quem me fez acreditar em Deus. Não tenho religião, mas faço minhas orações. E mesmo na dor profunda, Deus me leva a um tempo de paz. Em agradeço em silêncio. E sei que o poder superior olha por mim. E sinto gratidão.
Sinto a minha felicidade ao percorrer,
meus caminhos em poesias,
segura de mim mesma que reconheço neste todo meu viver.
Sei que o caminho do meu crescimento começa em meu coração e continua numa busca incessante até encontrar as mãos do meu próximo...
"Carrego dentro de mim algo tão intenso que o medo do estrago que pode causar me impede de revelar."
