Fiz de Mim o que Nao Soube
E eu tento todo dia, todo dia eu tento te tirar de mim. Até do face te exclui,pra evitar de te ver on-line. Por que pra mim te ver on-line era tortura, a gente não conversaria mesmo e então te ter la era inútil.
Os dias se vão calmos, e eu sinceramente sinto tua falta todo dia, e é difícil, é difícil me manter de pé, é difícil fazer meu coração pulsar mais forte por outro, é difícil não conversar com você todos os dias e o mais difícil de tudo é saber que tu já não se importa mais, que tu já me esqueceu.
Eu amo você, e é obvio sempre vou amar só que eu não quero mais sofrer por esse seu sínico amor, eu to cansada de ter esperanças, de pensar que um dia eu ainda seria sua. Agora eu ando por ai fingindo ter te esquecido, fingido que você nunca existiu. Sei que é inútil, sei que isso nunca será o suficiente pra eu te esquecer.
Toda vez que eu me olho no espelho vejo vestígios seus, e toda vez que alguém toca no teu nome perto de mim eu sinto vontade de chorar, por que geralmente quando tocam no teu nome dizem algo do nosso passado, que inferno isso.
Eu só queria que você nunca tivesse aparecido, eu só queria perder a parte da memória que contem você, aqueles três anos de idas e voltas.
Algo simples para alguns. Complexo para mim. Um motivo de mudança. E mudou tudo, tudo. Tudo ficou melhor, tão bom como se não tivesse passado por momentos ruins. Psicológico? Talvez. Mas resolveu, mudou, evoluiu. Uma decisão difícil, mas foi necessário. Agora colho as flores.
A solidão que me acompanha de perto
As lágrimas que insistem em cair
Destruindo em mim tudo que achava certo
Fazendo minhas tristezas fluir
Se você era minha proteção
Por que você realmente embora
Deixando dentro de mim solidão
Sem objetivos agora
Sou agora um alguém do qual a alma desistiu
Do qual o coração você partiu
Deixando dentro de mim mesmo, o vazio
Por vezes penso em fugir
fugir de mim
fugir da solidão
fugir da saudade
fugir da vontade
fugir da verdade
fugir ...
fugir de tudo ...
Mas em cada fugida e canto que eu vá
Descubro que ali estás .
Até no meio da poeria do meu quarto
no papel amassado com poemas
no porta retrato pelo avesso
na vitrola do pensamento
na água salgada dos meus olhos.
Sim,tu estás em todo canto
que eu vá
no chão do meu relento
no corredor do sufocado vento
em todo grito do meu silêncio .
Em raros momentos de lucidez eu observo o que devo corrigir em mim mesmo,
mas logo a hipocrisia bate à porta com o seu poder hipnótico e novamente cega os meus olhos, tapa os meus ouvidos e amordaça a minha boca.
DESEJO
São seu lábios, boca sua...
Que para mim, tanto quero!
Ah se eu pudesse...
sapecaria o beijo de desejo
que há muito anseio e venero.
Seu pudesse...
Mergulharia, n'essa fantasia
e nadaria nas águas desse sonho,
então... Eu sanava essa sede
essa vontade toda verde...
Plainaria nas asas desse sentimento
e desses desejos medonhos.
Antonio Montes
NOSTALGIA
Eu só queria, em mim, entender
Porque pagãos me perseguem...
Atiram-me fogo, chamas erguem,
Quando me veem em algo vencer!
Será que ainda vou compreender
Como tudo invejar conseguem,
Até o motivo porque me seguem
Numa empáfia sem nada dizer?
Talvez sim, quem sabe no infinito,
Eu ouça, nostálgico, algum grito
Dizendo que querem amar alguém!
Ou, talvez, quem sabe, já amam...
Uma vez que não se enganam
O tanto que eu vos amo também!
Seu sorriso é encantador, mas a sensação de saber que te faço sorrir para mim é única e sinônimo de felicidade.
E no teu corpo
Encontrei-te em mim
Nas luzes das palavras
Desfaleci no teu corpo
Que tu és em mim.
(⌒_⌒;) 。.:*♡
NO ALÉM DE MIM
Dou-te a concessão
A entrar nos meus sentidos,
A vincular o destino
Que te prendes à minha razão.
Deixo-te entrar nos meus dias
E nas minhas noites de solidão,
A tentar descobrir
As fúnebres e tensas cobiças
Que me altera o existir.
Libero-te a revelar a idolatria
Que me abrasa a alma,
Que se estende no louco sentir
Do meu imenso coração.
E quando estiveres no alívio
Da minha voz embriagada,
Cubra-me com o manto branco
Do querer que te dominas,
Que ambiciona e te envolves
Sob a minha louca paixão!
ANELAR
Era noite estrelada...
E a lua lá no céu, se fazia prata
a saudade em mim, era de ti e mais nada.
Eu? Eu caminhava pela orla desse amor
aplaudindo a esperança que nos carregava
feliz com seus abraços e seu sorriso em flor.
Sonhei alto e fiz piquenique nas nuvens
vaguei pelo espaço sideral o quanto pude.
Antonio montes
