Fiz de Mim o que Nao Soube
E impressionante
Minhas pernas estão doendo
de tanto andar
sendo que hoje
não fiz nada que vou guardar
não conta quando for contar
tirando essa frase que hoje escrevo
nada no dia de hoje vai me fazer lembrar
Desaprendi a ouvir o som da tua boca, eterno
Quis segurar no que eu fiz
Me revirei no passado
Não sei cantar, vem me ensinar agora
Não sei calar, deixa eu te ouvir agora
Desaprendi a encarar a solitude da alma
No abandono o pavor, a insustentável fraqueza
Não sei ficar, ficar sozinho agora
Eu tenho você, mas o meu medo estraga
Estraga
O medo estraga
O medo e mais nada
O medo se vai
Quando ouço a voz do alto me dizer:
Sê valente, sê valente!
Posso ouvir o som
Ouço a voz do alto a me dizer:
Sê valente, sê valente!
Sê valente, sê valente!
Posso ouvir o som
Ouço a voz do alto a me dizer:
Sê valente, sê valente!
(Sê valente)
Se não mereço posso só parar ?
O que foi que eu fiz assim tão mal ?
Tou cansada ,mas ninguém acredita
Porque é que nunca elogiam mas se falho criticam
Só quero ir embora
Só estou cansada
Afinal sou um monstro
Não mereço nada
Eu fiz as minhas malas e decidi viajar.
Não pra fora, mas para dentro do meu coração
Lá eu vou te reencontrar feliz ao redor de uma fogueira
Numa simples noite de verão.
O poema que ainda não fiz é perto, é longe, é dentro, é fora. É aquilo de oiro do sol, aquilo de sonâmbulo luar. É pertencimento de regaço a conflitar suas águias de alados. O poema que ainda não fiz esbarra em sombras para rasgar fulgências. É ilha e deserto a dizer desse jeito assim visceral e fatal sobre aprender e sentir VIVER.
Na pretensão de fazer-se verbo, o poema que ainda não fiz, convulsiona verdades doutros para fazê -las, por fim e por começo, minhas. Quiçá, possa eu tê-las, quiçá assim possa eu, sê- las. O poema que ainda não fiz, desarruma certezas, desajeita quietudes, desassossega silêncios, realinha olhares. Maldição consentida que conversa comigo num diálogo estranho, descalço, portanto, íntimo. Desses estranhos que salgueiam, que braseiam, ternuram, adoçam os tudos e os nada em nós. O único acontecer capaz de fazer conhecida, fazer liberta uma mesma alma para muitas vidas. O poema que ainda não fiz, é tecitura das vontades e dos quereres pagãos. É confluir sagrado e profano no inalienável e incorruptível dever SER. Vê como monge em clausura o já tido, sente como entranha cigana o ainda não sido. A licença é para partir. Partir sob ânsia selvagem, alheia ao morno, alheia ao raso, alheia ao atalho, alheia à metades. O poema que ainda não fiz rabisca versões outras de mim, a mãos leves ou carrascas que sejam, sem interrogar porquês, sem censurar soturnos, sem pretender conclusões, sem avultar finitudes. O poema que ainda não fiz, arrasta madrugadas para amanhecer encontros a baloiçar inícios. E quão híbrido de sentires é esse encontro. O poema que ainda não fiz, gargalha gostoso pedaços sonetos da vida. Descansa no papel todos os êxtases de sentir. O poema que ainda não fiz, confia ao mar um girassol de tarde outonal forjado entre sede e fonte como lenda e feitiço de amar a pretender fazer daquele mar, habitar querente de seus tão íntimos e imortais badulaques de amor. No poema que ainda não fiz, existo e subsisto num alto e largo apelo por SER. Tudo o que fascina e por algum descuido acumina, habita teus verbos. Por crença, por rendição por confessa paixão, dou- te em poesia telúrica, vida. Vida já desde o útero, prometida ao divino e inexorável impudor do INTENSO.
Por que eu?
Por que tenho que pagar conta que não fiz? Eu não escravizei ninguém; não invadi nenhuma terra; não matei; não roubei; nunca me interessou a opção sexual de alguém, a não ser de quem seja do meu interesse amoroso.
Por que eu?
Eu não invadi essa terra, hoje, Brasil. Não matei índios. Não fui buscar escravos e nem os comprei para trabalhar de graça onde quer que fosse. Nunca tive escravos. Nunca escravizei.
Por que eu?
Nunca matei um bicho grande, só alguns pequeninos, assim, mesmo, por necessidade, como formiga, lagarta e nem os fiz sofrer.
Por que eu?
Por que tenho que pagar pelo que não fiz?
Por que tenho que carregar e pagar dívidas de tempos que eu nem existia?
Por que eu?
Nunca portei nenhuma bandeira em nome de uma causa. Nunca invadi nenhum lugar. Nunca empunhei uma arma para tirar alguma vida.
Minto!
Empunhei, sim, faca para fazer algum alimento; empunhei enxada para arrancar algum tubérculo da terra. Cortei cordão umbilical de frutas que se ligavam ao corpo de suas mães. Joguei água quente em esqueleto de animais, mas não os matei, já estavam mortos. Tudo pela sobrevivência que aprendi. Mas nunca matei por dinheiro, por vingança ou maldade ou ambição. Nunca!
Por que eu, se nem de briga eu gosto?
Por que tenho que pagar por coisas que nem tenho?
Por que tenho que pagar terras para índios e assentados se nem eu tenho terra?
Por que tenho que pagar casa para sem teto, se nem tenho uma?
Por que tenho que pagar ou tratar de 'anistiados', se foram eles a empunhar suas armas contra gente que eu nem sabia quem era?
Por que eu tenho que tratar de presos e bandidos que nunca vi na vida - graças a Deus - nunca coloquei armas nas suas mãos e nunca disse:
-Tire a vida daquela pessoa, ali?
Por que eu tenho que tratar de ladrão, se eu me mato de trabalhar e lutar para colocar comida em minha mesa e até de outras mesas ou bocas?
Por que eu?
Por que tenho que aturar calada os assaltos e roubalheiras de diversas formas, inclusive políticas, se vou debaixo de chuva/ debaixo de sol para buscar o meu pão, minhas conquistas?
Por que eu?
Se já derramei tanto suor nessa terra que, sendo ela tão abençoada e fértil por Deus, às vezes se torna ácida pelo sal que desce de meu corpo.
Por que eu?
Se a Holanda, e demais companheiros de exploração, estão nessas terras desde seu descobrimento, explorando as suas riquezas a não pagar nada e ainda a se achar no direito de mandar em território alheio?
Por que eu?
Eu não estava disposta a me forçar a nada. Mas tudo que fiz dentro daquele quarto durante dias, foi olhar o mundo pela aquela janela e escrever. Fiz o que mais costumava fazer durante minhas crises, imaginar uma vida ideal. Tentando salvar minha sanidade de se afogar naquelas águas turvas. E por isso que as vezes fico desligada por alguns minutos ou segundos. Pelo motivo de que nos últimos anos, desenvolvi a mania de ficar criando vidas alternativas em minha cabeça. Como se eu pudesse voltar no tempo em determinados momentos da minha vida, e tivesse o poder de alterar minhas decisões.
Eu viajo entre essas possibilidades, crio diálogos e acontecimentos que nunca existiram ou existirão. Tudo isso para me manter aliviada, sobre o fato de não ter controle sobre a minha vida. Eu volto, avanço e imagino todos esses universos alternativos, quase como se minha vida fosse se tornar algum deles em determinado momento. Mas esses cenários são outras realidades paralelas. Eu sou a “Jolene” na vida que não deu certo. Vivendo muito mais a sua imaginação do que a sua própria vida.
Não me arrependo de nenhum bem que fiz,
Me arrependo do bem que não fiz,
Gostaria de ter feito mais,
Gostaria de ter feito melhor,
Mas, impossível voltar no tempo para consertar outros momentos,
Então escolho seguir em frente,
Escolho não olhar pra trás,
No plantio da vida, escolho plantar a boa semente, a que gera bons frutos,
Essa semente não é como a do João do pé de feijão,
Não é imediata,
A boa semente é como a semente da Tamareira,
Ela demora à aparecer, não tem pressa, mas, sua raiz é tão forte, quase impossível derrubar,
Eu escolho o certo, ainda que o mundo inteiro escolha o errado,
Eu tropecei, falhei, caí, levantei, é uma guerra e eu sou uma soldado, hora ferida sim! Mas, nunca vencida, pois, luto no exercito do meu Rei.
Não importa quantas pessoas eu desagrade ao escolher a justiça, a palavra, o caráter, o Amor e a verdade vencem tudo,
E no final ao meu redor, pela verdade aplicada em minha vida,
só os verdadeiros ficarão.
Obrigada meu Deus! Sei que o Senhor tem o melhor pra mim,
ajude-me à manter os olhos fitos em Ti, para que eu não desvie o caminho, tropeçando em pedra alguma.
Espero ter lhe ajudado
Desculpe se não foi o bastante
Mas tentei ajudar
Desculpe se o que fiz
Foi enfim falhar
Na gruta fiz um pedido
Para que possas realizar
Sonhe bem alto amigo
Não faça economia
Volte a sonhar
Uma pergunta ?
Me fiz uma pergunta ?
Porque estou triste ?
e eu respondi : Porque não tenho alguém para amar.
Me fiz outra pergunta ?
Porque você não tem alguém para amar ?
e eu respondi: Porque não tenho alguém que me ame de verdade !
Então me perguntei ?
Porque não tenho alguém para amar ou alguém que me ame ?
Conclusão :
Quando não exercemos o amor a vida fica vazia e sem respostas.
Quando não somos amados, nos sentimos uma planta que precisa de alguém para arar,adubar,irrigar e cuidar...
Quando não amamos alguém somos como as plantas, que sem alguém para cuidar morremos ,secas e esquecidas.
Assim muitas vezes é a vida ,
amar e ser amado(a) cuidar e ser cuidado,
e assim finalmente darmos frutos e sermos sombra para alguém ser feliz !
Não nego que fui pirata nesses mares
Que como viking fiz muitos males
Não nego que como templário defendi tesouro
Que como astronauta garimpei ouro
Não nego que como ladrão
eu roubei seu coração.
Que como poeta escrevi essa canção
Apegado te observando
Em banho-maria fui levando
Achando que o tempo chegaria
Que o amor retornaria
Que sua presença preencheria
Aquilo até ontem não existia
Num sentimento profundo
Viajo para outro mundo
Me desprendo do era
Me preparando pra uma nova era
Percebendo cada vez mais
Vou viajar até mais....
Você não sabe, mas quando fiz as estrelas
Eu imaginei você sentado na areia olhando pro céu
Eu pus meus braços nela pra você me enxergar
Você não sabe, mas eu fiz os passarinhos
Pra cantar em sua janela bem cedinho uma canção
Que fala que eu cuido de tudo
E sou teu Deus, teu pai.
