Fiz de Mim o que Nao Soube

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Eu fiz café, deixei o bolo em cima da mesa, mesmo sabendo que não toma café e nem gosta de bolo, mas sabe, eu queria mesmo é que soubesse que nada mudou, que a casa sempre foi a mesma. Não tirei nada de onde estava, até a sua caderneta ao lado do telefone do jeito que deixou está lá, no mesmo lugar, esperando você busca-la. Na verdade, tudo ainda tem seu cheiro, em tudo ainda há partículas de suas células vagando nas coisas; no controle remoto, na escova de cabelo, nos interruptores, na taça de vinho que você gostava de tomar suco mas preferia Coca Cola, Até sua escova de dentes ainda te espera, seca, limpa, nem o gosto da sua boca ficou nas hastes. Seu vestido de festa eu pus no sol pra tirar o cheiro de mofo, encontrei um fio castanho de seu cabelo grudado nas costas, o pus contra a luz, e pude ver que as pessoas se desfazem, se desmontam aos poucos, mas que o vazio que fica por dentro quando fazem falta é muito maior do que a perda de partes do corpo. Só queria mesmo que entrasse devagar, em silêncio, não dissesse nada, mas antes de ir, que me olhasse nos olhos e soubesse o quanto ainda se cabe dentro deles.
Ricardo F.

Inserida por ricardo_ferraz_1

Eu fui criada em meio a amigos imaginários, conversas que eu nunca tive, amigos que não fiz e decepção.

Inserida por gessiele_pinheiro

Fiz um acordo com o espelho:
eu não o espio, ele não me dá conselhos.

Inserida por joao_andrade_2

Me desculpe

Me desculpe se não fiz o bastante
É que em amor correspondido, eu era debutante
Me desculpe se não fiz o suficiente para não te deixar partir
E se você novamente vir,
Não te deixarei da minha vida sair.

Inserida por AROP2000

Hoje pela manhã me fiz a seguinte pergunta; Como vai ser se eu não acordar amanhã? Pergunto-me se fará alguma diferença pra você, como você irá se sentir ao me procurar e souber que nunca mais me encontrará você já parou para pensar nisso? A vida é passageira, e nunca saberemos a hora de dizer adeus, eu gostaria de congelar o tempo por um pequeno momento. Não exatamente deixar de viver, mas mudar a rotina e sair das regras eu gostaria de alguém ao meu lado eu prefiro que as palavras saiam da boca e não de um livro sussurrando na minha mente. Faço do meu presente, um caminho bem reluzente para o futuro que se desenrola e do qual não tenho noção do que me espera. Vivo um dia após o outro, Porque não se muda o ontem, mas o hoje pode mudar o amanhã. E o amanhã pode ser tarde ate para dizermos "adeus". Boa noite.

Inserida por Gilbertofdeoliveira0

Toda vez que recebo um elogio verifico o que fiz pra ver se não esta medíocre!

Inserida por mello_myth

Nao sou canto,ator, nei arquiteto
Nao fiz fama furtuna e nei susesso
Nao fiz Faculdade não tenho teologia
Tudo que eu sei apredo no diá dia
Eu sou mais um talvez no anonimato
Minha ideologia você nao intede é fato
Fato, fardo, chato mais um quebrado
Ou melhor dissendo só mais um favelado
Julgado que não foi alfabetiza
Como voce, que quando criança foi insentivado
Na favela e diferente, não tem male não
Se você não tem estudo, vai trabalhar seu vacilão
Diferente de você que nasceu em berço de ouro
Eu carrego minha família no peito, porque, pra mim e meu mair tizouro
Porque assim eu vivo sempre namoral
Mato um leão por dia na arena cimento e cau .

Inserida por Michaeljordancosta

Se tudo que fiz pelos outros foi em vão, então vou continuar á fazer, afinal, não temos um propósito nessa vida.

Inserida por Hadouken

Fiz uma escolha e escolhi ser eu para nao ser outro. Portanto sê você mesmo.

Inserida por Adeltofidelino

O que eles fizeram pra merecerem? E o que eu não fiz pra merecer?

Inserida por CamillaCantuario

E impressionante

Minhas pernas estão doendo
de tanto andar
sendo que hoje
não fiz nada que vou guardar
não conta quando for contar

tirando essa frase que hoje escrevo
nada no dia de hoje vai me fazer lembrar

Inserida por DanielAssuncao

Toda minha vida, eu fiz o que os homens mandavam. Agora, não posso mais aceitar isso.

Inserida por pensador

Desaprendi a ouvir o som da tua boca, eterno
Quis segurar no que eu fiz
Me revirei no passado
Não sei cantar, vem me ensinar agora
Não sei calar, deixa eu te ouvir agora
Desaprendi a encarar a solitude da alma
No abandono o pavor, a insustentável fraqueza
Não sei ficar, ficar sozinho agora
Eu tenho você, mas o meu medo estraga
Estraga
O medo estraga
O medo e mais nada
O medo se vai
Quando ouço a voz do alto me dizer:
Sê valente, sê valente!
Posso ouvir o som
Ouço a voz do alto a me dizer:
Sê valente, sê valente!
Sê valente, sê valente!
Posso ouvir o som
Ouço a voz do alto a me dizer:
Sê valente, sê valente!
(Sê valente)

Inserida por JohnDevocionais

Se não mereço posso só parar ?
O que foi que eu fiz assim tão mal ?
Tou cansada ,mas ninguém acredita
Porque é que nunca elogiam mas se falho criticam
Só quero ir embora
Só estou cansada
Afinal sou um monstro
Não mereço nada

Inserida por Dani1307

Eu fiz as minhas malas e decidi viajar.
Não pra fora, mas para dentro do meu coração
Lá eu vou te reencontrar feliz ao redor de uma fogueira
Numa simples noite de verão.

Inserida por victor_dantas

O poema que ainda não fiz é perto, é longe, é dentro, é fora. É aquilo de oiro do sol, aquilo de sonâmbulo luar. É pertencimento de regaço a conflitar suas águias de alados. O poema que ainda não fiz esbarra em sombras para rasgar fulgências. É ilha e deserto a dizer desse jeito assim visceral e fatal sobre aprender e sentir VIVER.
Na pretensão de fazer-se verbo, o poema que ainda não fiz, convulsiona verdades doutros para fazê -las, por fim e por começo, minhas. Quiçá, possa eu tê-las, quiçá assim possa eu, sê- las. O poema que ainda não fiz, desarruma certezas, desajeita quietudes, desassossega silêncios, realinha olhares. Maldição consentida que conversa comigo num diálogo estranho, descalço, portanto, íntimo. Desses estranhos que salgueiam, que braseiam, ternuram, adoçam os tudos e os nada em nós. O único acontecer capaz de fazer conhecida, fazer liberta uma mesma alma para muitas vidas. O poema que ainda não fiz, é tecitura das vontades e dos quereres pagãos. É confluir sagrado e profano no inalienável e incorruptível dever SER. Vê como monge em clausura o já tido, sente como entranha cigana o ainda não sido. A licença é para partir. Partir sob ânsia selvagem, alheia ao morno, alheia ao raso, alheia ao atalho, alheia à metades. O poema que ainda não fiz rabisca versões outras de mim, a mãos leves ou carrascas que sejam, sem interrogar porquês, sem censurar soturnos, sem pretender conclusões, sem avultar finitudes. O poema que ainda não fiz, arrasta madrugadas para amanhecer encontros a baloiçar inícios. E quão híbrido de sentires é esse encontro. O poema que ainda não fiz, gargalha gostoso pedaços sonetos da vida. Descansa no papel todos os êxtases de sentir. O poema que ainda não fiz, confia ao mar um girassol de tarde outonal forjado entre sede e fonte como lenda e feitiço de amar a pretender fazer daquele mar, habitar querente de seus tão íntimos e imortais badulaques de amor. No poema que ainda não fiz, existo e subsisto num alto e largo apelo por SER. Tudo o que fascina e por algum descuido acumina, habita teus verbos. Por crença, por rendição por confessa paixão, dou- te em poesia telúrica, vida. Vida já desde o útero, prometida ao divino e inexorável impudor do INTENSO.

Inserida por luverlymenezes

eu não tenho arrependimentos, eu fiz o que precisava ser feito.

Inserida por VirtueOfc

Eu vi e nada fiz
Eu olhei de novo
... é quase chorei
Mas percebi


Eu não posso ser

Inserida por CastelhanoWolf

Por que eu?

Por que tenho que pagar conta que não fiz? Eu não escravizei ninguém; não invadi nenhuma terra; não matei; não roubei; nunca me interessou a opção sexual de alguém, a não ser de quem seja do meu interesse amoroso.
Por que eu?
Eu não invadi essa terra, hoje, Brasil. Não matei índios. Não fui buscar escravos e nem os comprei para trabalhar de graça onde quer que fosse. Nunca tive escravos. Nunca escravizei.
Por que eu?
Nunca matei um bicho grande, só alguns pequeninos, assim, mesmo, por necessidade, como formiga, lagarta e nem os fiz sofrer.
Por que eu?
Por que tenho que pagar pelo que não fiz?
Por que tenho que carregar e pagar dívidas de tempos que eu nem existia?
Por que eu?
Nunca portei nenhuma bandeira em nome de uma causa. Nunca invadi nenhum lugar. Nunca empunhei uma arma para tirar alguma vida.
Minto!
Empunhei, sim, faca para fazer algum alimento; empunhei enxada para arrancar algum tubérculo da terra. Cortei cordão umbilical de frutas que se ligavam ao corpo de suas mães. Joguei água quente em esqueleto de animais, mas não os matei, já estavam mortos. Tudo pela sobrevivência que aprendi. Mas nunca matei por dinheiro, por vingança ou maldade ou ambição. Nunca!
Por que eu, se nem de briga eu gosto?
Por que tenho que pagar por coisas que nem tenho?
Por que tenho que pagar terras para índios e assentados se nem eu tenho terra?
Por que tenho que pagar casa para sem teto, se nem tenho uma?
Por que tenho que pagar ou tratar de 'anistiados', se foram eles a empunhar suas armas contra gente que eu nem sabia quem era?
Por que eu tenho que tratar de presos e bandidos que nunca vi na vida - graças a Deus - nunca coloquei armas nas suas mãos e nunca disse:
-Tire a vida daquela pessoa, ali?
Por que eu tenho que tratar de ladrão, se eu me mato de trabalhar e lutar para colocar comida em minha mesa e até de outras mesas ou bocas?
Por que eu?
Por que tenho que aturar calada os assaltos e roubalheiras de diversas formas, inclusive políticas, se vou debaixo de chuva/ debaixo de sol para buscar o meu pão, minhas conquistas?
Por que eu?
Se já derramei tanto suor nessa terra que, sendo ela tão abençoada e fértil por Deus, às vezes se torna ácida pelo sal que desce de meu corpo.
Por que eu?
Se a Holanda, e demais companheiros de exploração, estão nessas terras desde seu descobrimento, explorando as suas riquezas a não pagar nada e ainda a se achar no direito de mandar em território alheio?
Por que eu?

Inserida por lunadiprimo

Eu não estava disposta a me forçar a nada. Mas tudo que fiz dentro daquele quarto durante dias, foi olhar o mundo pela aquela janela e escrever. Fiz o que mais costumava fazer durante minhas crises, imaginar uma vida ideal. Tentando salvar minha sanidade de se afogar naquelas águas turvas. E por isso que as vezes fico desligada por alguns minutos ou segundos. Pelo motivo de que nos últimos anos, desenvolvi a mania de ficar criando vidas alternativas em minha cabeça. Como se eu pudesse voltar no tempo em determinados momentos da minha vida, e tivesse o poder de alterar minhas decisões.
Eu viajo entre essas possibilidades, crio diálogos e acontecimentos que nunca existiram ou existirão. Tudo isso para me manter aliviada, sobre o fato de não ter controle sobre a minha vida. Eu volto, avanço e imagino todos esses universos alternativos, quase como se minha vida fosse se tornar algum deles em determinado momento. Mas esses cenários são outras realidades paralelas. Eu sou a “Jolene” na vida que não deu certo. Vivendo muito mais a sua imaginação do que a sua própria vida.

Inserida por Erico_Lima