Finjo
Mecanismo de defesa pontiagudo.
Eu finjo não me importar quando, de fato, algo ou alguém é realmente importante na minha vida. O medo da pieguice é muito maior que a minha hipocrisia.
Esta é a minha, a sua, nossa hipocrisia!
É difícil ter paciência,Ela é uma virtude.Finjo ter paciência com a maldade do mundo,Eu preciso ter paciência,Espero que tudo isso seja uma fase ruim,Mesmo assim a vida não para,Eu espero do mundo, o mundo espera de mim.As pessoas esperam o seu máximo,Em menos tempo.Eu finjo ter paciência com essa loucura,Esfrego as mãos.Pensando o que será de mim,Com toda essa paciência e tudo me sufocando.
Eu sinto a tua falta, mesmo quando digo que não, quando finjo que não, fugindo do assunto, enquanto escrevo... já to sentindo de novo.
As vezes finjo que não me importo,não me preocupo,finjo ser forte...só para não me ver sofrer.Eu me amo sabe ? tenho que cuidar de mim também.
PERDA
quero ser inteiro
mas me divido
entre o que finjo
que sou
e o que sou
de verdade.
para quem estender
a mão
se não consigo?
em que ano perdi
a minha idade?
Finjo ser alguém de respeito
Para arrumar uma vaga no seu peito
Sendo apenas um poeta sacana
E querendo te levar pra cama
" Demonstro ter esquecido...mas ainda lembro
Ignoro... Mas ainda dou muita importância
Finjo não ver... Mas vejo mais do que quero
Tento não sentir.... Mas ainda dói... Muito
Se a vida fosse fácil
Escolheria te esquecer"
Eu finjo que não preciso do amor e fingi estar bem sem ele, até me ver morrendo lentamente com meus fones de ouvido, esta música que toca repetida me faz perceber que agora nada vai mudar, quando a música acabar tudo vai se repetir, a cada 2min e 56s tudo volta ao 00:00, a única matéria que não segue o ritmo sou eu, nada vai zerar em mim, somente a vontade de te esquecer. Dói tentar guardar os problemas em mim, doeu tanto que agora quero soltá-los do meu corpo, já cheguei ao ponto de tentar tirar a dor com remédios sem ao menos estar doente; A melhor maneira seria eliminar, “seria” se eu fosse capaz de fazê-lo, sei que não vou evadir dessa ilusão, do mesmo jeito sei que também não posso mais dançar a mesma música.
Confesso sou dono de um humor variável. Não trago aquele sorriso caricato, nem finjo aquele riso. Vivo de dramas e não escondo minha tempestiva ansiedade. Um tanto indeciso e sonhador. Um idealizador nato. Perfeccionista? Não, simplista até demais. Orgulhoso? Nem tanto. Não ostento tesouros. O simples me encanta. Vivo com o pouco que tenho. Sou dono de um egoísmo exageradamente minúsculo por luxurias. Um tanto complicado e difícil de entender. Vivo entre o amor e o ódio, mas no fundo, bem no fundo desse ódio, talvez habite um big amor reprimido. Não esbanjo simpatia. Reservo-me a ser empático sob medida. Nem mais, nem menos. Por vezes, só quero criar muros ao meu redor e viver o meu doce silêncio. Em outras, busco algo; um olhar, um riso, um passo, um abraço. Talvez, uma palavra que me resgate de minhas insanas fantasias. Alguém que segure firme minha mão e me diga: “Eu estou aqui. Não tenha medo. Tudo vai passar. Tudo passa. Eu passei! Você também vai passar”!
E nessa hora finjo um riso, viro comédia, palhaço, penso em coisas doces e leves, qualquer coisa que afaste de mim essa tal nostalgia. Porque sei que é coisa que passa e trespassa. Como dizem por aí: Nada dura para sempre, nem amores e nem dores.
SER POETA
Sou poeta, finjo,
Não se iluda por mim.
Ser poeta é mesmo assim:
Fala o que não existe,
Feliz, se faz de triste
sempre só para encantar!
Um poeta finge amar
deveras o desconhecido
Achado, se faz perdido
Perdido não quer se achar.
Um poeta faz tudo isso
sempre só pra encantar!
O amor começa a ser sentido, eu finjo que é sono e tento dormir. Mas amor é dos insones. Começo a sentir uma saudade enorme por vinte minutos de ausência e finjo que é fome. Mas saudade é para toques, corpo a corpo. Sinto uma vontade danada de dizer exageros gritantes sobre o quanto um pouquinho de você já me faz um bem maravilhoso, e depois tento disfarçar que é só animação e me arrumo para uma festa. Mas cada coisa que eu não digo aparece nas músicas que tocam lá fora e preciso voltar correndo para o silêncio da casa. Acontece que já gosto um tanto de você e isso me segue até que eu possa te encontrar e fingir que é só mais uma coisa banal. Mas o amor já pede espaço e tenta entrar na nossa conversa também. Daqui a pouco digo tudo, te assusto, tento acalmar, paro de fingir e espero que você fique.
As vezes finjo que você está aqui,
e quando a saudade aperta invento
que você me abraça, me beija, invento
que Você me ama.
Finjo não ver a maldade estampada no rosto das pessoas, procuro enxergar apenas o lado bonito delas, então uso minha sensibilidade e olho pra dentro do peito de cada um. Garanto, todo mundo tem seu lado bom.
Claro que existem raras exceções, mas, se percebo que dali nenhuma doçura brota, vou tirando o time de campo, um dia a vida ensina e respiro aliviada por isso.
Sigo propagando luminosidade e amor por onde passo, assim vou ganhando da vida um milhão de forças para combater as energias negativas e a rebeldia de almas.
Sou tão pequena diante do mundo, mas com Deus me reerguendo todas as manhãs, sinto que posso combater os gigantes que exalam má fé. São poucos, ainda acredito que a maioria é gente do bem.
