Fingir
Pra quê fingir ser o que não é, se a emoção se perdeu com uma forma na falta de gosto;
Pra quê intensões falsas se só eu que posso desvendar segredos não entendidos;
Tentar se falar por entre os dentes usando a educação ou interesses mal sucedidos;
Dentro de seu coração gelado meus inimigos se mantiveram para desarrumar o que se fazia importante;
Pra quê fingir, dizer que não houve amor, usando as terceiras intenções e cercando respostas que viviam como segredos trancados em um sentimento surdo de amor calado;
Sentimento breve, ninguém perdoa sem um olhar carente que se transforma em vida perigosa;
Corre todos os perigos transpondo a imensidão de um coração que não permite viver da ilusão;
Nem sempre o melhor que eu faça na vida seja o suficiente para o próximo, portanto fingir para que o próximo possa te enxergar talvez seja o ideal;
Mas como Minhas verdades são maiores que as mentiras que me rodeiam, prefiro não ter tanta proximidade;
Pois se eu for tão importante eu faça falta, se não terei mais um ex-amigo na estatística;
A vantagem de ter certas experiências é que muita das vezes posso demasiadamente fingir que nada sei, no entanto quem se julga altamente esperto se atrapalha em suas próprias decisões;
Me ensinaram a fingir sem saber como me declarar pelos meus sentimentos que me queima o coração;
Me esqueço das escritas que estão na minha embalagem desnecessariamente esperando quem não se importa comigo;
Esforço-me para que me entendam e não mais me vejam como um brinquedo quebrado, jogado ou que não tenha mais valor;
Para deixar o meu corpo calmo, acalentando os meus instintos me silencio para fingir que tudo está bem;
Eu procuro andar sem destino pedindo o seu abraço que ainda não posso ter como criança perdida em uma vasta progressão de uma doce esperança;
Vem comigo fingir um esconderijo mais delicioso que o vinho, destilando a dor no caminho;
És a forma perfeita que enlouquece o meu coração, ó mulher formosa, ó rainha do meu coração;
Amo-te pelo que és e não pelo que tens, pois as minhas certezas excedem as dúvidas alheias;
Sabendo que o dia de meus sonhos chegará cedo ou tarde sem fingir o que tanto quero;
Tantas pistas encontro no perdido que ameaça a minha confusão de não mais ter a esperança ao meu lado;
Façamos o que prometemos, pois fingir nada tem haver com mentir... Veremos quando cuspirmos as suas leis!
Você pode fingir que tudo está bem, mas até que você enfrente sua escuridão, você nunca vai conhecer verdadeiramente a luz.
Faça por você, pra não fingir
Desculpa, sem culpa
É um adeus, não posso mais
Desculpa, sem culpa
Se terminou, não era pra ser
Sem culpa, nunca
Sigo meus instintos, não me procure mais
Chega de estratégias, comigo não dá
Não quero ser um capricho a mais
O certo é que não deve esperar
Porque a vida em um segundo se vai
Não posso te mudar, nem te fazer amadurecer
Mas você não precisava me tirar da sua vida
Fingir que nada aconteceu e que não éramos nada
Estamos aqui por tão pouco tempo.
Pra que fingir?
Fingir em ser gente!
Precisamos ser. Sem fingir.
Não temos tempo a perder. Temos que ser verdadeiros. Esse é o compromisso. Assumir o que somos, mesmo que seja doído. Isso tem que ser urgente.
Certas perguntas são tão medíocres e idiotas que o mais sábio é fingir que não escutamos, porque se respondermos seremos tão imbecis quanto o idiota que perguntou.
