Fim de tudo
No fim disso tudo eu vou dizer: ame. Porque mesmo que doa, você vai poder dizer que amou alguém e não tem nada mais bonito que isso. Mesmo que no futuro ninguém mais reconheça, que nenhuma mulher que você goste queira ficar com você, ainda assim você fez o certo, o que deveria ser feito. O errado são eles, não deixem eles fazerem você acreditar que é o contrário.
O Fim ...
Dizem que existe um fim
Para tudo e para todos
Mas, eu pergunto a mim
Será que é realmente assim ?
O fim, poderia ser...
O término de alguma condição
Que Dá início a outra ação
Na qual podemos resplandecer
Fim... uma palavra só
Com um sentido bem maior
Onde podemos, ou não, nos sentir melhor
Mas, na verdade,
O fim, é o inicio de algo novo
E o remate da incapacidade.
E no fim de tudo, quando nada mais existir apenas o amor será a chave para a vida, numa morte eterna.
Nem tudo que eu ouço é voz, nem tudo que esqueço é fim. Nem tudo que eu vejo é nós, nem tudo que eu quero é sim. Nem tudo que acabou é foz, seu beijo não foi de festim. Seu verbo me foi um algoz, destruindo o então e o assim.
E no fim de tudo, quando fechava as portas do seu escuro e gelado quarto, somente as palavras lhe faziam companhia e a solidão se alegrava de tudo isso.
Como podem confirmar aqui é o fim de tudo, quando não sabermos onde foi o começo de tudo é o que acontece do lado de lá.
Nem pensa que é bom o bastante a ponto de proclamar uma divindade, no fim quando tudo estiver acabado a tua glória será igual a do teu irmão.
No fim de tudo, nossos momentos, nossas dores, nossos amores e nossos sonhos... são apenas lembranças esperando a sua vez para cair no esquecimento. Assim como nossos seres
E no fim de tudo o que ganhei e que perdi
Foi muito mais do que precisei pra ser feliz
A morte é o fim de tudo, ou o começo de nada?
Não há resposta, só silêncio, e o vazio que nos devora.
O vazio é a essência da vida, ou a negação do ser? Não há sentido, só angústia, e o vazio que nos consome
O vazio é o destino final, ou o eterno retorno?
Não há saída, só abismo, e o vazio que nos espera.O existir é um erro?
Não há sentido na vida, por que teria esperança na morte?
Somos apenas sombras errantes em um mundo sem luz, buscando um alívio ilusório em um abismo sem fundo.
Nada nos salva da angústia; nem a fé, nem a razão, nem o amor. Somos condenados ao sofrimento e à insignificância do ser. Alguns contentam-se com verdades que não são mais que sombras, afogando-se na superficialidade de explicações tolas. No fundo, a busca por respostas vazias é uma fuga desesperada da angústia que nos consome. Eles são os cegos da luz e os surdos da paixão. Não conhecem a si mesmos, nem o mundo em que vivem. Eles não sofrem, nem gozam, eles apenas sobrevivem.
A única saída é o silêncio. O silêncio da alma e da mente. O silêncio que precede a morte, e que sucede o vazio.
" Já não consigo definir
o começo e o fim,
parece tudo misturado
jogado à própria sorte
já não existe o medo
daquelas luas da infância
dos lobos que vigiavam as esquinas
acho que foram todos mortos
já não há desejos intensos
apenas o caminhar lento
procurando tua mão
que em vão o coração
ainda tenta encontrar...
UMA BRISA
Parece-me, que no fim de tudo,
o que de fato buscamos é aumentar o prazer
sempre mais prazer.
Queremos o prato feito, perfeito
com mais gordura, mais azeite e vinho.
Queremos o ponto final na obra-prima
o fim do capítulo, resolver o conflito
do nosso mal fadado enrendo.
Queremos o epílogo, um posfácio honroso
como uma lápide escrita em ouro.
Contudo, ao contemplar tudo isso
o que temos é apenas um prefácio
da obra que almejamos escrever.
Queremos o fim da temporada
a plateia animada, em êxtase
com o fim da comédia
ou da tragédia que engendramos.
Ensaiamos tantos atos,
e nunca conseguimos chegar ao fim do espetáculo
à última cena, ao aplauso derradeiro.
Somos só estreia, iniciantes,
aprendizes desse viver comum
sem honra ou gloria imortal.
As cortinas se abrem
e nós nos apresentamos
como digníssimos palhaços
doutores, advogados,
escritores, poetas, artistas,
pintores, cantores, alfaiates,
políticos, prostitutas,
pai ou mãe de família abnegados,
alcoólatras inveterados.
Mas em um belo dia, num fatídico dia
as cortinas se fecham, antes que a temporada se acabe
então nos encontramos com o nosso verdadeiro eu,
é quando tudo termina, e a existência se finda
e a nossa personagem se despe do natural disfarce
assim, o homem não conclui seu último ato
não põe o ponto final na obra-prima,
não resolve o conflito, não escreve o posfácio.
Em vez de eternidade, fatalidade,
estrela cadente,
uma brisa,
sutil e distraída.
Evan do Carmo 30/12/2018
