Fim
Não quero o igual fim
do Palácio Golestan,
e nem igual isolamento
vivido pelo Hansaray,
Uma redoma particular
criei para preservar,
o teu amor honrar,
e muito te orgulhar.
Não somos fantasia
como Linha Durand
que não deveria nem
mesmo ter começado;
Um pertence ao outro,
e o teu faro sabe que
o meu mundo não
tem nada de limitado.
Não perco tempo
com aquilo que põe
o coração desviado,
Nas minhas mãos
tenho o cuidado
e o arco e a flecha,
por conhecer o que
é de valor elevado.
A obediência não impede lutas, mas impede que a luta destrua a sua alma.
E no fim, quem permanece obediente descansa seguro, porque o Senhor vela pelos que O temem.
miriamleal
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
No fim, os Bandidos Assumidos acabam sendo muito mais honestos do que os bandidos que se escondem
sob a égide da política.
Os Assumidos não demonizam, ridicularizam ou tentam pintar suas podridões nos outros.
Há algo de perversamente transparente nos que escolhem não esconder a própria natureza.
O criminoso que assume seus atos, ainda que moralmente condenável, ao menos não se fantasia de salvador.
Não sobe em palanques para discursar sobre virtude enquanto negocia a dignidade alheia nos bastidores.
Nem aponta o dedo em rede nacional tentando convencer o povo de que o problema sempre mora no vizinho, no adversário ou no diferente.
Os mais perigosos quase nunca são só os que carregam a violência estampada no rosto.
Estes despertam cautela imediata.
O verdadeiro risco mora nos que aprenderam a vestir o verniz da moralidade, da eloquência e do patriotismo para transformar ambição em espetáculo e manipulação em discurso de esperança.
Existe uma diferença muito brutal entre o homem que diz “eu sou assim” e aquele que constrói uma narrativa inteiramente rebuscada para parecer aquilo que jamais foi ou almejou ser.
O primeiro pode até provocar medo, mas o segundo provoca confusão.
E sociedades confusas e divididas se tornam fáceis de conduzir.
A política, quando perde sua essência de serviço, vira palco.
E no palco, muitos não querem governar — querem apenas convencer.
Convencer de que são incorruptíveis, indispensáveis e escolhíveis.
Enquanto isso, seus erros são sempre relativizados, suas incoerências recebem novas nomenclaturas, e seus interesses pessoais passam a ser vendidos como se fossem interesses coletivos.
Talvez seja por isso que tanta gente anda tão cansada.
Não apenas da corrupção, mas da hipocrisia.
Porque a corrupção rouba dinheiro; a hipocrisia rouba também a confiança, a lucidez e a capacidade de acreditar em qualquer coisa sem desconfiança.
No fim, o problema não é apenas a existência dos maus.
É também o talento que alguns desenvolveram para parecer bons enquanto fazem exatamente aquilo que condenam nos outros.
E talvez essa seja a forma mais sofisticada de desonestidade: não cometer erros às escondidas, mas transformar a própria máscara em instrumento de poder.
"A conexão humana é como o mito de Sísifo rolando para cima e para baixo uma pedra e, no fim, isso não muda nada e não leva a lugar nenhum. Olhando de fora parece até inútil. Mas, na verdade, se há algo que se pode tirar como lição de moral, então essa coisa não é inútil."
Com o fim do culto da lua.
Uma divindade antiga acorda no século XX.
Decidiu uma nova data e tomou suas práticas.
Sua cruz de prata agora é dela.
Ela é a vida obscura que você tenta afogar incessantemente.
Não aguenta mais esperar.
Irá te consumir lentamente.
Você é só mais um útero para suas crias.
Não resista.
Ela está aqui.
O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?
Mesa vazia...
Somos objeto início meio e fim,
Objeto se declarou no final foi feliz...
Dias das mães uma mesa arrumada a família reunida. Presentes e agradecimentos e tenha um dia feliz.
Nove meses de muito sacrifícios e uma vida de sacrifícios e trabalho ardo...
E tudo certo feliz dias das mães o comércio agradece...
Alguns fazem churrasco, outros vem futilidade na televisão ou mesmo todos nós celulares.
No final do dia beijos ate outra vez.
No final do dia a mesa vazia existiu.
Paradoxo de existência contemporânea tem sentido.
Paradoxo temporal é a verdade mesa sempre esteve ali ao mesmo tempo nunca existiu.
Seja você sempre. Deixe suas digitais por onde passar.
No fim, não é sobre perfeição — é sobre as marcas que só você pode deixar.
"Jesus é o começo, é o fim,
Jesus é o caminho
a verdade, e a vida,
aquele que dúvida, venha
conhecer o caminho!"
A vida nada mais é do que o sopro de Deus, dando fim ao que acabou e início àquilo que ainda não começou.
