Fim

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Eu comi o frio para aquecer a memória,
E rasguei o fim para recomeçar a história.
Não faz sentido? Pois é, nada faz,
No jardim do avesso, o grito traz paz.


DeBrunoParaCarla

Não preciso vencer guerra nenhuma se eu tiver o seu carinho para me acolher no fim do dia.
​Mesmo que tudo ao redor pareça difícil, o meu desejo de te amar é o que me dá forças para continuar.


DeBrunoParaCarla

Eu sempre digo que desisto…falo como se fosse o fim, como se não tivesse mais volta.Mas quando paro e realmente olho, ainda estou aqui,no mesmo lugar, sentindo as mesmas coisas.Então talvez nunca tenha sido desistência de verdade…só uma falta de consciência de que, no fundo,eu nunca soube ir embora.


DeBrunoParaCarla

... nossa
viagem não tem fim;
tampouco observarão qualquer
fim nós, viajantes do tempo. Embora
existem os que temem voar: uns
porque ainda não sabem;
outros porque se
negam!

Ó verme de sangue frio…


O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar


Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar


Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti


Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me


E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir


Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me


Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta


Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…


Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir


Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar
Ó verme de sangue frio…


O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar


Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar


Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti


Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me


E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir


Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me


Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta


Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…


Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir


Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar

Estendi-te a mão e perdi o coração. Acreditei na tua razão, e no fim fiquei a chorar em casa no chão. Foste mais que um abraço, um regaço e fizeste-me ver que apesar de perto, ⁠não estavámos no mesmo passo. Espero que as nossas memórias estejam no teu coração como era de esperar se tudo não tivesse sido em vão.

Hoje acordei meio assim…
Desejando tudo e convicta de um impossível sem fim.
Aí Deus entra no meu pensamento e faz o mundo do meu filho autista ser possível para mim.

O PRIVILÉGIO DO TEMPO
(Onde o fim se curva para encontrar o início)

Nunca diga que a velhice é uma envergadura de sua alma. Lembre-se de que, quando nasceste, estavas em posição fetal, e isso por si só já é umprivilégio, pois estás voltando ao estado de origem e conseguindo cumprir tua missão. Seja grato pela vida!

Lu Lena / 2026

Almas afins se encontram para finalizar um desencontro que parecia nunca ter fim.

A Eliot
O poeta ressurge das cinzas das horas
do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
no fim da aurora.
Canoa virada, naufrágio profundo
do centro do abismo,
sem forma ou lirismo, anuncia o futuro.
Se pensa desiste, monólogo tão triste
enfado e desânimo.
Descansa do verso,
é um santo professo na prosa frugal
recita Homero, arrisca um refrão
desprezo fatal.
Não bebe mais vinho, não é abstêmio
sempre foi boêmio na noite discreta
amou sua musa, na lua minguante
não foi bom amante,
mas foi bom poeta.

Filosofia: pensar é um ato perigoso


Pensar até o fim sempre flerta com a loucura. Friedrich Nietzsche foi chamado de insano não por ter perdido a razão, mas por tê-la levado longe demais — a um ponto onde as convenções morais desmoronam. O pensamento radical assusta porque dissolve as narrativas que sustentam o poder, a religião, a moral de rebanho.


O mundo prefere a razão morna, funcional, administrável. A lucidez verdadeira é incômoda: ela revela o vazio por trás dos discursos, a fragilidade das verdades oficiais, a teatralidade das instituições.

Geralmente, o último gole de vinho não é meu.
Ele pertence aos que suportaram pensar até o fim.


A Oscar Wilde, pela inteligência como arma contra a hipocrisia.
A Hemingway, pela ética seca diante do absurdo.
A Rimbaud, pela violência precoce do gênio e pelo abandono.
A Flaubert, pela disciplina quase cruel da forma.
A Voltaire, pela lucidez ferina,
por ter combatido a estupidez com ironia
quando a coragem ainda era possível.


E o último dos últimos,
quando o vinho já não promete nada,
vai para Baudelaire.
Porque ele soube que a beleza não nasce da pureza,
mas do atrito entre o tédio e o abismo.


Depois disso,
o copo vazio.
O silêncio.
E a noite continua,
como sempre.

A fé é uma luz no fim do túnel que nos permite enxergar a esperança.

A cruz não foi o fim de uma vida, foi o preço de muitas.

O pior luto é aquele de alguém que ainda está vivo.
Porque não existe enterro, despedida ou fim definitivo.
Só o silêncio ocupando o lugar das conversas,
a ausência disfarçada de presença,
e a dor de ver alguém existir no mundo…
mas não mais na sua vida.

Tem amores que não morrem.
Só deixam de voltar.
E isso destrói devagar.

Se ficas inerte perante uma injustiça a qual podes dar fim, nada mais é do que um injusto também.

"Não desista, não pare de crer...
coloque Deus na frente,
siga seus sonhos, vá até o fim
que todos eles, você vai vender."

—By Coelhinha

Há um instante em que o olhar se recolhe e as cortinas se fecham, não como fim, mas como pausa — a lente descansa do excesso, aprende a não capturar a dor que insiste, e no silêncio desse apagar de luz, nasce a coragem de escolher: ou se acende de novo por dentro, ou se aceita, com dignidade, que até desistir também pode ser um gesto de lucidez.

No fim, a publicidade não vende coisas, ela vende relevância temporária com aparência de eternidade.

No fim, bancos não lidam com dinheiro, mas com a forma como as pessoas acreditam nele.