Filhotes
O que parece mais cruel do que um Pai que lança Seus filhotes à própria sorte, despreparados e sem pré-aviso à morte, do cume dos altos montes ao desespero? A consciência de quem Ele realmente é, o conhecimento de Sua velocidade em ampará-los e o desejo de que aprendam a voar logo, faz da aparente crueldade o mais puro gesto de amor e libertação. O amor da águia não está no amparo presente, mas sim no lançamento às incertezas, tornando suas quedas em excelentes voos.
Temos a paternidade da vida, de todas as crianças, de todos os filhotes, de todas as sementes e de todas ínfimas aglutinações moleculares de carbono.
Amar todos os filhotes, todas as crianças e todas as sementes como se fossem seus. Está é a suprema lei da natureza da vida sobre a criação.
Estes filhotes de animais na rede que, dizem que foram adotados por terem sidos “rejeitados pela Mãe”, pode significar que, o humano rejeitou suas Mães para levarem os filhotes ou os levaram enquanto a Mãe precisou sair.
A fase em que o filhote já pode andar, não espera a Mãe chegar e sai atrás justamente por ainda precisar, onde a Mãe pode rejeitar seu filhote mas é raro.
Vida é tudo que sei!
Imagina a dor que é para uma mãe perder três de seus filhotes, num segundo estavam todos ali e num minuto depois sua ninhada já não era mais a mesma! Ela grita, cacareja, esbraveja, mas nada de som, saio para tentar espantar seu algoz um gavião grande que pousou na grande árvore, ele voa, talvez não tenha conseguido também o alimento para os seus filhotes, a galinha continua gritando, muito! Faço uma patrulha, procuro por penas, e até mesmo um pintinho perdido, mas não encontro. Vou até a grande árvore e nada! Volto triste, não posso dizer que isto não mexe comigo, poxa são vidas! Queria que eles se alimentasse de frutas, mas não é assim! Porém, observando a galinha ao longe ... conto e reconto, falta três, hoje mesmo pela manhã havia seis! Paro , decidi fazer um rapé, mentalizo ajuda para ela, rogo a São Francisco que amo tanto para ajudar na sua dor. Do nada ela sai correndo do seu esconderijo e os filhotes vivos vão atrás, e para minha surpresa, mas não para a Dona Galinha, vem um pintinho da grande árvore em direção a ela. Ela o recebe e os cacarejos cessam, ela não estava chorando sua dor, ela cacarejava para que o filhotinho soubesse que era para ficar calmo, e ele ficou tão quietinho que mesmo na minha patrulha eu não o encontrei! Ufa! Que bom, ao menos um voltou vivo para casa! Quanto ao Gavião... ah este eu não sei! Honro todos os seres! Ahooow
NOSSOS FILHOS EMPRESTADOS:
Eles são o mais doces frutos da árvore da vida e a nossa melhor parte. São as nossas mais desvairadas alegrias e o lado mais bonito do nosso sorriso como também, o nosso lado mais frágil e inquietante. Todos nós somos filhos, mesmos sendo pais, também somos filhos e eternamente assim seremos. Os nossos filhos, nada mais são do que a nossa continuidade, que contem o nosso sangue, que foram doutrinados segundo a nossa educação e nosso amor, nossa dedicação e nossos temores. nossa ira maior e nossas mais certas incertezas. Como destino em via de mão única, temos que estarmos prontos mesmo sem estarmos prontos, porque uma dia, a porta por onde eles entraram, sera a mesma que eles usaram para sair; não porque eles não mais gostem ou nos amem, mas porque a vida é a vocação e a legitima dona e fiel herdeira dos seus dias, que por sua vez, deu à ti, à mim e à nós, a difícil missão de prepará-los tão somente a título de empréstimo. Segundo a vida e por ela mesmo, a nossa incumbência ou papel, é de dar-lhes o melhor de nós, mesmo que não tenhamos sido os melhores, de educá-los quando muitas vezes nos faltaram modos, para o mundo que eles pertencem, de aconselhar e mostrar os caminhos e que como você em todas as conjugações dos verbos em todas as pessoas, herdarão do amanhã as suas mesmas angústias, seus mesmos medos e suas mesmas preocupações em um tempo emprestado que já foi seu. Ricardo Fischer.
Eu fui um animal solitário
Numa outra vida
Ensinei os meus filhos a andar, beber água e caçar
Antes de tudo por si mesmos
Depois, liberei-os para o mundo.
Todo ser que vive emocionalmente tem a mesma responsabilidade pela lei da vida, da evolução e da preservação. Diante disto deve se proteger sempre todas as sementes, todos os filhotes e todas as crianças que jamais podem ser vistos como pertencentes a qualquer cultura isoladamente e sim como patrimônio prospero comum da vida e promessa livre e perfeita da fraterna igual universalidade.
Existe desde sempre uma só Lei da Vida, de forma imutável. Antes de pensar em gerar uma criança, cada qual deveria criar uma planta. Caso a planta, se atrofiasse, abatesse, debilitasse, definhasse, deprimisse, seria muito bom que cada qual seguisse sozinho e amassem os filhos do mundo.
O homem e a mulher amáveis predestinados a paternidade e a maternidade tem por obrigação natural manter saudáveis, livres, acolhidos e diferentes todos os filhotes, todas as sementes e todas as crianças do universo. Mesmo que não tenham a oportunidade genética de te los.
Sou fruto e flor de um universo criativo e generoso. Um lugar quase hipotético mas que existe, nos que tem fé e são mansos de coração. Vivo na preocupação diuturna com as crianças, com os filhotes e todas as sementes, por que sei que delas dependerei no meu futuro. A vida segue e só o amor vence.
Feliz dia dos Pais, para todos aqueles que viveram a mais, do que ser parceiro de prazer na feitura do Ser...Aqueles que acompanham e acompanharam o florescer de uma boa, digna e nova vida, frutificante e vacilante por duvidas, soluços e virtudes. Feliz dias dos pais para todas as Mães, mulheres fortes que assumiram por convicção e zelo toda a paternidade ausente. Feliz dia dos país para todos aqueles que não tiveram filhos mas assumem a paternidade pela vida de tantas coisas, tantas idéias, sementes, tantos filhotes e de tantas pessoas inseguras todos os dias, por qualquer instante ou caminho órfão que passam.
A luta de uma mãe por seus filhos é tão legitima e feroz como a luz do sol, que ilumina e queima nos revelando a vida selvagem e pura a cada novo alvorecer.
