Fila
Sempre pego a fila mais lenta no supermercado, sou barrado na porta giratória do banco, vivo parado por freios de carros. Sou a confusão em pessoa. Não tenho sorte no jogo e muito menos no amor, mas de alguma forma te conheci.
Vai ver essa parada de sofrer por amor é igual estar numa fila de banco...
Pode até demorar pra ser a sua vez, mas a sua hora vai chegar.
As vezes saímos de casa e levamos uma fila de problemas, e na primeira oportunidade descartamos alguns. Quando podemos, devemos descartar sim, mas nunca em quem não tem nada haver com eles. Seja livre, se possivel use as dificuldades como um proposito diário. Liberte-se dos problemas, mas seja maduro suficiente, que eles sao seus e ninguém e seu alvo para fazer sua lixeira.
Na fila dupla ali, aflito a rir
Dou ré, repenso o rumo, reinvento o vir
Se errar, ferrou! Correr? morrer? Fugir?
O carro, o roubo, o risco do existir
Sempre que duvidar de sua sabedoria. Olhe para a sua frente e veja que tem uma fila de pessoas mais sabias que você. E ao mesmo tempo olhe para trás e verá que a fila esta muito maior.
Tanto ouro disponível na terra, e muitos esperando a sorte na fila de uma lotérica!
BN1996
19/08/2020
Meu reino por uma fila quilométrica de pais se acotovelando na disputa das últimas senhas para reconhecimento da paternidade dos seus filhos.
Meu amigo
Tem um gosto
Nada peculiar
Sem que o dono soubesse
Namora seu fila (1.1/2ano)
Ele assovia e a magia
E a comunicação acontece
Seu latido de trovão
Se abate pelo chão
Com a mão por entres as grades
Novamente vai ao chão
Gira rodopia de emoção
Hoje seu dono viu e gritou
O Zé é perigoso , faz isso não
Se preocupa não
Eu já lhe chamo de Zezão
Meu amigo é quase um curupira
Em Santarém alimentava peixe boi
Na mamadeira
No rio mais lindo do mundo Tapajós
Seu quintal uma floresta
Capivara, tucanos e araras
Hoje chorou de saudades
Enquanto dezenas de alpinistas fazem fila para alcançar o cume do Evereste, eu ultrapasso corajosamente as mais altas e perigosas montanhas de mim.
2019, José Paulo Santos
*Poeta e Autor de Aldeias em Mim
Ele anda solto por aí, na rua da sua casa, numa fila de xerox da biblioteca, num ônibus qualquer sentado ao seu lado, até na parada de ônibus. Ele frequenta a academia, participa das reuniões do trabalho, ele as vezes até estuda com você, ele te acompanha em um dia difícil e também te leva até em casa, as vezes mora com você.
Ele te ajuda a levantar quando você cai na rua, a atravessar um sinal ou fazer sinal para você conseguir pegar o ônibus, ele puxa assunto e te dá informações quando você não sabe o endereço ao qual está indo. Ele tá aí no meio da multidão, não é sempre que esbarramos com ele porque ele é um no meio de um monte diferente dele, que é o oposto dele e por isso as pessoas estão desacreditadas na vida, nos sonhos e no amor.
Afeto, você já deve tê-lo encontrado em algumas dessas situações corriqueirras, em alguém próximo ou até em um desconhecido, já deve ter oferecido a alguém, é tão bom né da até um ânimo para continuar aquele dia que tava meia boca.
Estando eu pela praça da matriz em Senador Canedo, entro, meio indeciso, na fila para comprar o almoço de três reais do restaurante popular. Depois de dez minutos, cheguei à boca do caixa. Com o dinheiro na mão, fui impossibilitado de comprar o Marmitex, porque estava sem máscara na cara. Então, saí sem fazer questão alguma e um pouco feliz até, pois a moça me ajudou na decisão de manter meu regime. Minha "gratidão" foi tamanha que nem tive tempo de observar se a moça atendente usava ou não o tal instrumento repressor. Sua atitude foi me suficiente para eu construir alguns conceitos. Já pensaram se eu dependesse unicamente desse restaurante para viver? Ontem almocei em um restaurante chic em Goiânia, entramos usando máscara, e depois todos deixamos de ser incoerentes, tiramos as máscaras para comer e sentir o cheiro da alimentação. As máscaras sempre caem no final. Os assuntos menos importantes, perdem para os mais importantes. Ou será se a máscara é o sinal da besta do apocalipse? CiFA
Há pessoas ensinando como que se faz o que nunca fez. O que assusta é a fila de candidatos a alunos.
Se a vida fosse uma empresa,
Na fila dos que querem ser poetas,
Eu estaria.
Não sirvo pra mais nada
Nem faço outra coisa, senão poesia.
Este é o meu compromisso!
Ao chegar no RH, logo diria:
Não que eu faça muito bem,
Mas tudo que faço é isso.
Se não procurarmos as melhores palavras para nos relacionar, as ruins furam a fila e caem no papel.
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