Ferro
A CARGA TÁ PESADA
Não é fácil nadar contra a correnteza, bater em ferro frio e andar descalço no pedregulho. Ao contrário, é muito difícil. Nas mãos surgem os calos, nos pés surgem as feridas, mas elas se transformam em forças. O coração cansado dá lugar à fé. A mente e o intelecto se unem em busca de soluções, ao mesmo tempo em que aumentam a força, tornam menos rígidos os caminhos. No deserto, belos oásis, no pântano, lindos lírios. Deus dá a carga conforme a resistência do carregador. Esperamos um ANO NOVO FELIZ, com novas ideias, novos sabores e novas cores...
Élcio José Martins
Tenhamos cautela em
nossas ações e reações,
pois se levarmos tudo
a ferro e fogo, sairemos
"ferrados" ou queimados.
"Alguns têm suas memórias
em ferro fundido
Outros as têm
Em ferro batido
Não falta quem as tenha
Em ferro velho
Minhas memórias estão
A ferro em brasa"
A cortina é de ferro, é pesada.
Muitos se juntam perto dela e poucos são os que se juntam para a levantar, exige força, resiliência, determinação, esforço até á exaustão, mas é apenas uma cortina de ferro, intimidante, velha, presa á terra, imóvel, cujo papel é nos manter presos na nossa mente, como uma guilhotina imaginária pendente sobre as nossas cabeças, o medo.
Assim não levantamos a cortina!
No dia em que se perca o medo não há guerra.
O dia em que se perca o medo a cortina de ferro não é um obstáculo mas um símbolo de vitória, porque se vencerá.
Não faz mal sonhar alto.
Na verdade, nem faz mal sonhar.
Mas na realidade, sonhar tornou-se um luxo.
Sou um pássaro que não voa.
As pessoas agem como se fôssemos de ferro
Nunca estão satisfeitas dos maus feitos
Estão querendo sempre mais
Magoar mais, machucar mais, ferir mais, cutucar mais
Eles sentem alegria em te ver sangrar
Essas pessoas que falam te amar, realmente não amam você, tampouco se amam
Porque como dizia Cristo...
Amar a si próprio é necessário para amar aos demais
Como pode alguém amar o seu semelhante se não pratica autoamor, autoconhecimento?
Realmente o ser humano não é de ferro. Já comprovei isso. Essas situações que ocorrem na nossa vida desmorona até o mais forte dos homens e a mais forte das mulheres. É foda. Mas o que fazer com essa situação?
A primeira coisa é chorar. A segunda é desabafar. A terceira é enxergar quem você é e onde quer chegar. A quarta é refletir o que tem feito para mudar a vida e as coisas que acontecem contigo. A quinta é traçar uma meta e buscar tornar isso possível. A sexta é chorar novamente mas não desistir pois nessa fase vem mais porrada e isso é para te deixar mais forte. A sétima é inspirar-se nas pessoas incríveis que estão à sua volta e aprender com elas; obs: erros também são ensinamentos. A Oitava é dedicar-se a amar cada vez mais a você própria. A nona é começar a viajar na maionese com as pessoas que você escolheu para seu convívio. E a décima, mas não a última, é ter a certeza de que não existe ninguém mais incrível e sensasional do que você pois é uma pessoa ímpar, única. Tenha a certeza que sua auto estima, força e sensibilidade, a fazem uma pessoa sensacional capaz de transformar o local em que se encontra. Abrace a si mesma e viva.
“O nitrogênio em nosso DNA, o cálcio em nossos dentes, o ferro em nosso sangue, o carbono em nossas tortas de maçã... Foram feitos no interior de estrelas em colapso, agora mortas há muito tempo. Nós somos poeira das estrelas”(Carl Sagan)
Creio que este trecho de Carl Sagan tem algo de sagrado em sua mensagem implícita, pois nos lembra que não somos uma realidade apartada e distinta do Universo, mas sim que somos o próprio Universo, e guardamos em nós toda a grandeza universal e o brilho de lucidez que é inerente a essa grandeza, ainda que a maioria de nós prefira recolher- se à segurança e insignificância do “humano”, chafurdando no erro e no engano. Explico-me: se mais da metade de nossos corpos é composta por água, e sendo a formula da agua H2O, dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, significa que a maior parte de nosso corpo é formada por hidrogênio, a mesma substância que compõe o Sol e as demais estrelas. De certa forma, somos todos pequenos sóis, somos todos feitos de matéria solar, somos todos luz. Extrapolando esse entendimento, somos feitos das mesmas substâncias que compõe as estrelas, os planetas, os cometas e os asteroides, cada um de nós é uma pequena porção de Universo estruturada em carne, ossos e sangue, ao longo de milhões de anos de evolução; na nossa finitude carnal, somos todos herdeiros efêmeros do Infinito e da Eternidade; somos todos acordes momentâneos da sinfonia universal, sem começo e sem final. Apenas esse simples raciocínio é suficiente para que todo humano considere a si mesmo como um eleito único, responsável e intendente de uma parte da criação infinita onde residem, momentaneamente, nossa consciência e individualidade; cada um de nós recebeu governança sobre uma fração minúscula do Universo para exercer sobre essa fração os dons da Criação, para dar continuidade ao movimento universal que impele fluxos de energia e matéria em contínuos processos de combinação, diversidade e unidade. Em nossos universos pessoais, somos responsáveis pelos movimentos de nossos sentimentos, pensamentos e emoções sobre os outros e sobre nós mesmos. Observando a dinâmica universal, percebemos que há ordem, movimento e equilíbrio no movimento dos astros, que se organizam em uma sincronia perfeita de orbitas, rotações e trajetórias, mas poucas vezes se vê essa dinâmica se reproduzindo nos universos individuais que somos todos nós que, quase sempre, são preenchidos com dúvida, suspeitas e incertezas sobre nós mesmos e sobre os outros. Preferimos quase sempre nos definir como “humanos”, que seriam seres contraditórios por natureza, com corações e mentes feitos de amor e de sombras, crentes que somos os escolhidos para reinar sobre o planeta, consumindo-o até o limite da Natureza e guerreando uns contra os outros por ideologias, crenças e filosofias de vida que deveriam nos elevar acima da condição de homens-fera. Longe de exercer os dons da criação, muitos “humanos” sofrem com medo, ganância, egoísmo e vaidade, desenvolvendo apetites antinaturais para amenizar a dor existencial em que estão imersos, pouco importando se para isso irão privar o próximo de sua dignidade, autoestima, moradia ou alimento. Os assim intitulados “humanos” seriam criaturas infelizes, destinados a serem vítimas dessa natureza contraditória, calcinados em um holocausto nuclear, não sem antes massas famintas e enfermiças disputarem as últimas migalhas de pão e as últimas gotas de água sobre um planeta nu, dilapidado e moribundo. Chegado é o tempo em que o “humano”, assim definido, deve ser substituído pelo “universal” pois, a partir do momento em que cada homem se reconhecer como uma fração do universo infinito e eterno, não sentirá medo, pois saberá que ele mesmo é um ciclo sem começo e sem final; não sentirá ganância, pois saberá que nunca haverá ausência ou excesso do seu sustento; não sentirá egoísmo, pois reconhecerá no próximo a continuidade de seu universo pessoal e do Grande Todo; e não sentirá vaidade, pois será parte de toda a imponência e perfeição universais, tendo o brilho da criação em cada gesto e palavra. Que possamos na medida de nosso limitado entendimento apreender essa lição e, no tempo de nossa evolução, reconhecer que todos somos luz, e que essa luz ilumine cada canto obscuro do “humano”, extinguindo todos os nossos tédios, ódios, angústias e culpas.
Ninguém vai conseguir forjar o aço, sem que o ferro tenha ficado incandescente…
A mesma coisa serve para as dificuldades em nossa vida!!!
Se até o ferro quando rompe pode ser emendado, quanto mais o amor quando acaba pode ser restaurado, desde que seja um desejo mútuo.
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