Feche a Porta se faz favor
Ele não lançará fora
Que a porta é estreita.
Sim, busquemos verdadeiramente.
Ninguém fora é lançado.
Jesus acima, a frente, do nosso lado.
Nos recebem alegremente.
O coração que se alarga.
Como portões de um alto castelo forte.
De Leste a Oeste, de Sul a Norte.
A vida, a graça, se abundam com cheiro forte.
Creio, que cheguemos a ele.
Rendemos ao verdadeiro.
Sejamos merecedores.
A quem venceu pranto, sangue e dores.
Merecedores somos, de toda sorte.
Rasgou o véu.
É em Jesus que devemos plantar nosso coração.
Mazelas, prantos e ingratidão.
Dores, dissabores e perseguição.
Tudo vivido, registrado.
O cordeiro vivo maltratado, humilhado.
Jesus submeteu, sofreu pra estar ao nosso lado.
Repito, a geração, a lei que fere.
Arranque, nova lei que adere.
Creiamos, rasgado, véu manchado.
O próximo, a benevolente misericórdia.
Confessamos nossas discórdias.
Corações, limpos, leves e arados.
Sejamos terrenos a serem plantados.
Ainda que tentam semear o joio.
Confie, é vida, Jesus, suporte e apoio.
É pai, irmão, verdadeiro amigo.
No teu coração, vai suplantar o trigo.
Giovane Silva Santos
Ei você, homem nu, casa sem porta, coroa de pena.
Sabes que não querem seu bem, que o que te detém vem de um esquema?
Pois bem, já faz um tempinho, te empurram no ninho, que te fazem de escudo.
Aproveitam sua pouca instrução, dizem o que serão, te ensinando ser mudo.
Assim como os brancos chegaram, mostraram espelhos e roubaram-te tudo.
Agora, passas na TV, a atração é manter, os seus glúteos desnudos.
Você poderia ser rico, criar o seu filho e porque não seu nico.
Mas algo longe da floresta, destrói a sua festa desde o dia do fico.
Talvez sua vida pacata ai dentro da mata, te impeça o acesso.
Ao mundo em um outro sistema, internet e antena, educação e progresso.
Escuta honorável cacique, inerte não fique, nesse pau a pique.
Respeito seu posto, sua crença, sua experiência, sua meta, me explique.
Para que tanta mata e lama, sem sustento para tribo e para quem tu amas.
Essas terras, oh minha nobreza, de tanta beleza, pode ser Bahamas.
Procure se misturar com a gente, ser independente, venha prosperar.
Não seja mais alvo de ongs como ping pong de quem quer te explorar.
Não se deixe ser uma atração para outra nação, a floresta é o aquário.
Que guarda animais com flechas, em tem po de rifles, o povo Hilário.
Essa mania de cercear expressão, cultura de anão conto do vigário.
É a garantia da grana, de gente que mama, lucra com documentário.
Venha nos ensinar sua cura, que nós te ensinamos cultivar o café.
Embora não falamos a sua língua, queremos seus segredos e te ensinar nossa fé.
Também você, musculo de ferro, resistente ao sol, olhos de candura.
Já percebestes que insistem em inocular, em ti a insegurança por sua pele ser escura?
Pois bem, esse tema nefasto não pode ser lastro, nem escolher-te cadeira.
Não deixem que assim que te vejam, só falem de tranças e de capoeira.
Não que o assunto seja vergonha ou que o tema seja sempre pauta pejorativa.
É que a pele bronzeada é da peaozada e também da executiva.
O marinheiro que te deu duro trabalho, jogava baralho de cartas marcadas.
Porém o momento é outro, a dor se foi no esgoto, é a retomada.
Da força oriunda de uma terra, do vale, da serra, da força oculta.
Do seio que amamentou, sem saber se a criança se tornaria adulta.
Da falta do leite materno, calor do inferno, malária a matar.
Superou tanta dificuldade, chegou na cidade, atravessou o mar.
Porque deixar que os centavos te façam escravos e traga agonia?
Potencia, beleza e ironia, a dádiva da África chegou na Bahia.
E você branco maneiro, que no sol fica vermelho igual ao camarão.
Você, olho de Europeu, junta ele, tu e eu e sejamos irmãos.
Está na hora de se unir sem pinima, menino e menina e os indecisos também.
Que seja igreja católica, espírita ou retórica apenas do amém.
Quem constrói alguma coisa sozinho, sem falar com o vizinho, sem orientação?
Saiamos juntos agora, na nova aurora, todos pela Nação.
Que a divisão das capitanias, se findou já fazem dias, as tordesilhas se sucumbiu.
Agora somos pátria admirada, conhecida e invejada, somos nós o Brasil.
As escolhas batem a nossa porta donas de uma insistência interminável ao ponto de nos obrigar mesmo que não as percebamos em faze-las, pois ainda quando pensamos tê-las postergado já teremos o ônus desde caminho de indecisões..
O ranger da porta há muito tempo parceiro do velho relógio do corredor, sempre com luz acesa à vista da matriarca, não deixa passarem contradições.
E quem ousaria tirá-lo?
O DIA ERA 12 DE OUTUBRO DE 1974
minha irmã sentada na porta esperava meu pai chegar
Ela não entendia muito, mas sabia que naquela época, mulheres saiam distribuindo senhas, para que crianças carentes pegassem brinquedos na repartição,
Mas as mulheres nunca lhe davam uma senha, então ela foi reclamar com o nosso pai.
Papai, eu sou criança ou não sou?
-claro filhinha..
E então por que você não me da brinquedos no dia das crianças.
-Porque, não sobra dinheiro, para o papai comprar.
-Mas, eu vejo o senhor sair para trabalhar todos os dias!
É que o dinheiro que eu ganho... Não é suficiente.
-Como assim?
-É que quando o papai recebe, ele compra tudo em comida, em caderno, e até querosene para dona lamparina, brincou, para que ela de a luz e você não fique no escuro.
-Mas papai eu queria brinquedo.
-Minha filha eu não posso comprar!
-Porque, papai?
-Minha irmã pensou, fez silencio, é depois disse
Nós somos pobres?
-Sim minha filha,
e Minha irmãzinha continuava perguntando.
-Então, porque aquela mulher que distribui presentes,
Não me da à senha, para eu ganhar uma boneca?
-O pai, foi ficando furioso, meio que triste, mas furioso. Puxou o fôlego, respirou fundo, e disse
-Assim não e possível, você faz muitas perguntas, porque não vai ajudar sua mãe á lavar roupa?
Minha irmã fechou o semblante e falou
-Mas papai, eu só tenho sete anos. Eu quero brincar, eu sou criança.
-Então, use a imaginação invente algum brinquedo.
Minha irmã insistiu. -Não papai, eu quero uma boneca bem bonita.
-Papai quem é pobre, não é criança?
-Oh! Minha filha não e assim, vem aqui com o papai, que eu lhe explico. Pegou ela no colo e falou
-Acontece que você não deixa de ser criança por isso, pobre ou rica, preta ou vermelha, não tem distinção, só que por herança, moramos na rua principal da cidade
.-Mas pai, esta tal distinção que o senhor falou e a tal rua principal?
-Não minha filha, e que as pessoas pensam que quem mora aqui, é cheio da bufunfa.
-O que e bufunfa? Ele sorriu e disse
-É dinheiro minha filha, e é por isso que as mulheres vão direto para os bairros mais pobres.
Meu pai levantou-se e foi trabalhar. Minha irmã ficou furiosa. Foi na fornalha pegou carvão, foi no quintal pegou urucum, pegou ainda um papelão, pediu o vizinho para escrever algo para ela, e depois, foi direto para a maçonaria, pois era lá a repartição de presentes.
Chegando lá ficou pasmada.
Havia uma fila enorme e toda a criança tinha um papelzinho na mão.
Então ela chegou do outro lado da grade e ficou esperando, sozinha.
Mas, como naquele tempo, a cidade era bem pequena, e só havia um médico que conhecia todo mundo e que neste dia distribuía os presentes, reconhecendo minha irmã, e entendendo o que se
Passava, saiu do meio da multidão, e levou uma boneca para ela.
Quando, meu pai viu a boneca, foi saber de onde veio.
Foi então que soube,
Que todo ano, o Doutor André Ala lhe dava um brinquedo fora da fila.
Mas naquele ano, ela tinha pintado as pernas de preto, com carvão, e os braços de vermelho
com urucum.
Por isso ela estava vermelha e preta
e tinham um papelão escrito:
´´Sou de toda cor e moro em qualquer lugar, mas ainda sou criança sem destinção``
Emanuela Morais
Há ambição é a porta aberta para obsessão, possessão, inveja, ganância , além de quebrar as pernas da ética e da moral.
Toda a vez que a escuridão noturna do desalento bater à sua porta, pense nas infinitas possibilidades de aprender coisas novas a cada amanhecer... Portanto, durma, sonhe e amanheça! Cultivar a sede de conhecimento faz da vida uma experiência mais interessante.
Sonhei com uma porta.
Aquela porta de sempre, sem nada de especial. Da mesma forma, tinha uma parte com vidro fosco, eu vi uma correria por trás da porta através do vidro.
Latidos de cachorro, uma contusão.
Quando a porta abriu, vi aquele sorriso que me chamava e parecia me querer. Quando tentei te abraçar, acordei.
Pelo visto, o jeito no qual abriu aquela porta nunca sairá das minhas melhores lembranças
-plr
Se ao menos a morte tivesse revistas...
Ela morria tantas vezes
em tiroteios à porta de casa
que já não sabia morrer para sempre
assim
de uma vez só.
Se ao menos se marcasse um dia
para a morte, uma hora certa
como no dentista
que apesar de tudo
nos faz esperar
onde apesar de tudo
não sabemos quando será a nossa vez.
Se ao menos a morte tivesse revistas
e gente na sala de espera
não estaríamos tão sós
tão vivos nessa ideia final
nesse desconforto.
Poríamos o nome na lista
quando estivéssemos prontos
sabendo que seria fácil desmarcar
marcar para outro dia
ou simplesmente
não comparecer.
Depois, ficaríamos com a dor,
com o terror
de passar sequer naquela rua
como ela à porta de casa.
Ela que morria tantas vezes
porque morria de medo de morrer.
Quando der seu coração a alguém deixe sempre a porta aberta..é triste demais a vida do passarinho preso numa gaiola...
Aprenda a fechar a porta..aprenda dar um ponto final quando precisa ..aprenda ser seletiva ..ser forte , ser dura ..aprende ..porque a vida ensina de uma maneira mais dura ..nua e crua..a verdade não é doce ... ela judia ...
“Uma vez a felicidade bateu em minha porta e eu não estava em casa. Quando cheguei, notei rastros dela e me senti arrasada e abatida... Pensei que ela nunca mais voltaria. Mas, ela resolveu voltar e eu me pergunto: será que ela sentiu pena de uma jovem triste que só queria ter chegado há tempo e ser feliz novamente? Quando ela voltou, eu estava dormindo e acordei, acordei em um pulo e corri até a porta olhei pelo olho mágico e nada! Estava parecendo crianças custosas que batiam e saiam correndo. Um dia a felicidade bateu em minha porta, mas dessa vez bateu tão forte que eu pensei que ela iria quebrar aquela porta e entrar de uma vez só! Sem limpar os pés no tapetinho, ela entrou, fazendo a maior bagunça. Eu gritei com ela, como uma mãe irritada quando os filhos aprontam, mas eu gritei implorando para ela não ir... E ela se foi.”
Políticos não tem coração !
Logo eles estarão de volta,
batendo em tua porta e te
apertando a mão.
Beijando os teus filhos e
te chamando de irmão.
Cuidado !
Políticos não tem coração,
lembrem-se : O futuro desse país,
está na ponta do seu dedo.
Eu sou do tipo que bate a porta com força só pra te ver voltando bravo ..enquanto vc me xinga das artes que eu faço eu te desmanchou em sorrisos ..e assim o que era um xau , bom trabalho .. vira beijos, abraços, carinhos , caricias e ops..deixa eu correr que eu já tô atrasado .. quem nunca???
AINDA
Espero que o amor seja poesia ainda
que a inspiração venha a minha porta
numa leveza que o fascínio transporta
e se for intenção que seja bem vinda!
Então, versos dum mimo que conforta
aqueles afagos numa sensação infinda
deixando n’alma aquela ternura linda
e na prosa o que a emoção comporta
Ah! assim, pois, ter um exalto ensejo
o agrado e satisfação do pleno desejo
Num versar em que a sorte proclame
Ó poética, me dê, o tal encantamento
com a rima tão repleta de sentimento
olhar e, que ainda tenha quem me ame...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23/01/2022, 20’17” – Araguari, MG
Me arrumei, coloquei aquele perfume e ao abrir a porta, lembrei que você não vai estar lá, assim preferi dormir e com você sonhar.
"Nada mais me importa
Pois quando abro a porta
E você vem
O meu mundo pára
Meu coração dispara
Me faço seu refém."
O amor chega tão inesperado, que nem dá tempo de abrir a porta do coração. Quando percebemos já tomou todos os espaços. Só gratidão!
