Frases sobre Fechar Portas
CAPÍTULO I
APRENDER A FECHAR AS PORTAS DA ALMA.
Filtrar os acontecimentos não é negar o mundo. É restabelecer hierarquia interior. O que tudo invade é porque tudo recebeu o mesmo peso. A alma, quando não seleciona, adoece por excesso de realidade.
O primeiro filtro é o discernimento do que merece permanência. Nem tudo que acontece fora exige hospedagem interior. Há fatos que devem ser reconhecidos e depois deixados seguir. A tradição sempre ensinou que a sabedoria começa quando se aprende a distinguir o essencial do ruidoso.
O segundo filtro é o ritmo. A vida moderna impõe simultaneidade. Antigamente, as dores vinham uma a uma. Hoje chegam em bloco. Recuperar o ritmo humano é reduzir a exposição. Escolher quando ouvir. Quando ler. Quando silenciar. O excesso de informação desorganiza a sensibilidade e dissolve as defesas naturais do espírito.
O terceiro filtro é o recolhimento consciente. Não se trata de fugir do mundo, mas de retornar a si. Momentos de solidão escolhida restauram limites internos. A interioridade sempre foi o lugar onde o ser humano reorganiza o sentido antes de voltar ao convívio.
O quarto filtro é a linguagem interior. Aquilo que não se consegue nomear tende a invadir de forma difusa. Dar nome ao que afeta é conter. Pensar é organizar. Escrever é delimitar. O que ganha forma perde poder invasivo.
Por fim, há o filtro ético. Nem toda dor alheia é incumbência pessoal. A compaixão verdadeira não se confunde com absorção. Ajudar não é carregar. É sustentar sem se perder.
Filtrar os acontecimentos é um exercício antigo. Sempre foi assim. O mundo nunca foi leve. Leve precisa ser o olhar que aprende a escolher o que entra. Porque quem não fecha as portas da alma acaba transformando a própria sensibilidade em campo de batalha.
Eis exemplos claros, ancorados na experiência humana tradicional, sem romantização do excesso moderno.
ANTIGAMENTE, AS DORES VINHAM UMA A UMA. HOJE CHEGAM EM BLOCO.
Antigamente, a dor tinha rosto e tempo. Um luto era vivido até o fim antes que outro começasse. A escassez de notícias fazia com que o sofrimento fosse localizado. Morria alguém da aldeia. Havia o velório. O silêncio. O luto compartilhado. Depois, a vida retomava seu compasso. A dor era profunda, mas circunscrita.
Hoje, em um único dia, o indivíduo é exposto a uma tragédia distante pela manhã, a uma violência simbólica ao meio dia, a um conflito social à tarde, a uma crise econômica à noite e a uma dor íntima antes de dormir. Nada se encerra. Tudo permanece aberto. O espírito não encontra fechamento.
Antes, o sofrimento vinha pela experiência direta. Hoje vem pela exposição contínua. Não é vivido. É absorvido.
RECUPERAR O RITMO HUMANO É REDUZIR A EXPOSIÇÃO.
Escolher quando ouvir. Antigamente, escutava se quando alguém batia à porta ou quando a comunidade se reunia. Hoje, escuta se o tempo todo, mesmo sem consentimento. Recuperar o ritmo é desligar o fluxo. Não atender a todas as vozes. Não se sentir moralmente obrigado a reagir a tudo.
Escolher quando ler. A leitura era um ato deliberado. Um livro. Um texto. Um tempo reservado. Hoje, lê se fragmentos incessantes. Manchetes. Opiniões. Julgamentos. Reduzir a exposição é resgatar a leitura lenta e profunda e recusar o consumo contínuo de conteúdo que apenas excita a angústia.
Escolher quando silenciar. O silêncio era parte da vida cotidiana. Caminhadas. Noites sem estímulo. Trabalho manual. Hoje, o silêncio causa desconforto porque revela o cansaço oculto. Recuperar o ritmo humano é reaprender a ficar sem ruído, sem resposta imediata, sem explicação.
O TERCEIRO FILTRO. O RECOLHIMENTO CONSCIENTE.
Antigamente, o recolhimento era natural. A noite encerrava o dia. O inverno recolhia a vida. A velhice diminuía o ritmo. Hoje, recolher se é visto como fraqueza ou improdutividade.
O recolhimento consciente é escolher sair de circulação por um tempo. Não responder imediatamente. Não opinar sobre tudo. Não se expor quando o interior pede abrigo. É a pausa deliberada que impede o colapso silencioso.
Exemplo concreto. A pessoa que sente o mundo invadir não precisa explicar se. Ela precisa se recolher. Caminhar sem destino. Escrever sem publicar. Pensar sem compartilhar. Orar sem espetáculo. Esse recolhimento não é fuga. É higiene da alma.
Porque o espírito humano nunca foi feito para carregar o mundo inteiro ao mesmo tempo. Ele precisa de intervalo. De fronteira. De retorno ao seu ritmo ancestral. E quando esse ritmo é respeitado, as defesas naturais voltam a existir.
Às vezes, a vida parece um teste: portas se fecham, tudo perde o sentido. Mas até os heróis da fé enfrentaram provações. Em meio à dor, é essencial persistir, pois a tempestade não dura para sempre, e o sol sempre volta a brilhar. Alimente a esperança, confie no amanhã e invista na eternidade, pois a vida é passageira. Como diz Romanos 8:18: “As aflições deste tempo presente não se comparam com a glória que em nós será revelada.
Tudo nesta vida de hoje precisa de dindim, faltou dindim as portas todas se fecham, e a gente não sai do lugar, não é mesmo? Mas às vezes também, quando mais precisamos e nenhuma porta se abre para nos acolher, pode ser apenas Deus indicando a direção em que devemos seguir. E só descobrimos isso mais tarde, depois que conseguimos atingir aquilo que queremos ou necessitamos. E até isso acontecer, dói, demais, viu?! (E haaaja humildade, paciência e persistência!) Porque muitas vezes, quem a gente mais ama é quem bate a porta bem na nossa cara, sem dó nem piedade, ou nem mesmo abre a porta. É Deus agindo a nosso favor. É Deus escrevendo "certo por linhas tortas", é isso, nada mais!
"O melhor que se faz é encerrar ciclos, fechar portas e abrir janelas na alma.
Chega de perder tempo com algo ou alguém que não lhe está destinado.
Existem momentos que precisam ser vividos, esses sim,são toda a bagagem que se leva para a eternidade! "
Haredita Angel
15.06.13
Quando você erra com quem te ajudou, você está fechando portas que no dia de luta precisará abertas.
As portas estavam fechadas,
o medo fazia morada.
O silêncio era espesso,
a esperança, quase dispersa no ar do avesso.
Quando seu coração fechado estiver.
As portas jamais se abrirão.
Mantenha seu coração aberto, para as belezas do amor te encontrar.
por todo lado
POESIA
no céu
na casa
portas fechadas
no dia ensolarado
na noite estrelada
e no teu sorriso.
De portas fechadas
O nome apagado
Em muitas tentativas,
Os erros são incontáveis
Em cada passo
E ainda busco abrir o coração
E entregar ao amor.
Hora de Fechar, abra todas as portas, e se permita cair no mundo. Acenda as luzes, sobre todo garoto e toda garota, última chamada para o álcool. Então termine seu whisky ou cerveja, você não tem que ir pra casa. Mas você não pode ficar aqui. Eu sei quem eu quero que me leve para casa. Tempo para você ir emborapara os lugares de onde você veio. Este quarto não será aberto até que seus irmãos ou irmãs venham. Então pegue sua jaqueta e se mova para a saída, eu espero que você tenha achado um amigo.
Todo novo começo, vem do fim de algum outro começo.
Abra as janelas e portas de teu coração fechado, para que a tua alma fique livre pra voar e acoplar novamente num corpo mais leve, só assim ela se livra da densidade de tudo que ficou dentro de ti empoeirado.
