Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O medo de levar o não, me fazia querer apenas viver com a fantasia sobre a pessoa, pois isso não me magoava e ao mesmo tempo me fazia feliz.
Então,morrer o não morrer,
Não fazia nenhuma diferença,
Não tem o que mais temer,
Não tem o porquê ter mais uma crença.
Não tem o porquê acreditar em algo impossível,
Se fazer de si, tão pouco,
E de falar que isso é incrível,
Para o mundo, você será apenas um louco.
Certo dia de verão não sabia o que fazia ao inclinar meu pescoço ver chorar quem mais queria, não sabia o que fazer senti minha covardia, de não poder consolar a mulher que mais queria, para aumentar minha aflição, o motivo do teu pranto. Pôs desta minha inercia, o desespero a afligia, de ver o mundo desabar ao lado de minha querida. Queria muito enxugar as lágrimas que vertia. Desafoga-la desta terrível agonia, queria muito abraçar-te, não tive está ousadia, até hoje me espanto com tremenda covardia.
Sabe aquilo que não fazia sentido? Parei de me importar quando começou a fazer.
A saudade que antes sentia, parei de ter quando fui esquecido.
Os momentos de lucidez acabaram quando me importava com a chuva.
Ela me lembrava você, engraçado, sempre achei que fosse meu sol.
Ele é o caos, a tempestade.
Te conheci por acaso
Uma pessoa que não fazia sentido
Tinha um descaso,
Que por inteiro me conquistou
No meio de um receio tudo veio.
Fomos amigos desde então,
Saímos juntos conversamos
Abrimos o coração,
nada mais além disso,
e eu sempre almejando seu abrigo
Me levando ao céu o paraíso.
No instante que te vi
Confesso não senti nada ali
O que foi um dia, passou a ser rotina
Era minha sina te encontrar, pedia as horas para te ver chegar.
Mas em ti eu via um segredo
Aquele receio de se entregar,
Talvez porque no seu passado
O seu coração estava calejado
E tivesse medo tentar.
Sei sobre você, mas minto que não
me afasto desde então..
eu sei, tem razão,
Prometemos não passar dos limites
Apenas reviver o que nos permite.
Espero o seus sinais
No meio do cais uma mensagem qualquer.
mas desejar é demais e acabo
Me submetendo no tormento
te procurando apenas por um momento.
O cara que conheci estava por mim
Tem seus defeitos mas com seus direitos.
É um ser fatal,
nunca sabe o que dele se espera mas sinto que quando estou perto tudo regenera.
Você é um segredo a ser desvendado
Faço possível para estar no mesmo espaço.
Mas em fim, tudo aquilo que é contraditório, me desfaço e refaço
A todo um compasso.
te disse dos meus sentimentos
É recíproco, é pouco a minha fraqueza, porque em ti me perco, me encontro,
a um prazer que nunca se desfaz me mostrando a certeza do que é capaz.
Ele é o caos, a tempestade, mas de repente se torna a melhor parte.
Te estudo todos os dias, em pensamento te peço para me tirar da rotina e me levar pra ti a busca do querer que só a gente sabe fazer..
Renatta Martins de Faria.
03:00 am
10/04/19
Li e Tentei entender
Só que não fazia parte de mim
Tentar Esquecer
O que parecia fazer parte de mim
... Pois estava lá, preso em mim
Refletido em mim...
Mesmo quando em não queria
Estava Lá junto de mim
Grudado, Impregnado,
Relutante ..."Não" Tinha como
Desistir... Apagar ... E Fingir que Esqueci ''l
Naquela noite ela não passou correndo pela passarela como sempre fazia, ao invés disso parou e pousou as mãos no guarda-corpo e olhou os carros que passavam por baixo e em alta velocidade enquanto o vento gelado chicoteava sua face.
Pela primeira vez ela entendeu o porquê não gostava de alturas. Não era medo de cair, era vontade. O tremor que sempre percorria seu corpo e as mãos suando frio, eram na verdade o resultado da briga interna de pular ou não.
Um “E se…” ecoava dentro de sua cabeça. Já era tarde e não havia quase ninguém por ali, não haveria quem tentasse fazer algo. Uma leve inclinada para frente, apenas para olhar melhor a distância que lhe separava do chão.
Tão súbito quanto havia sido sua parada, ela se foi. Soltou as mãos do guarda-corpo e retomou o caminho que a levaria até o ônibus que precisa tomar para casa. Cair era realmente tentador, mas não dessa vez
O pai, durante o shabat, fazia pequenos triângulos de papel e os colocava sobre o móvel, para não manchá-lo quando a cera das velas, acesas nos candelabros, derretesse. literatura é sobre isso. e não sobre dizer que o pai era cuidadoso, obsessivo ou sobre o amor que um filho sente ao lembrar desse gesto.
A moça e diabo velho
A moça que não se amava.
Fazia da sua vida. O seu jeito.
Se não fora tão grande
para agradar seu pai.
Se revoltaria com o mundo,
para dizer como é que faz.
E aguerrida, feito brasa,
vai a luta para provar.
Já não outro amor.
Só disputa e conquistar.
Encontrou um diabo velho,
que vinha em seu caminho.
Se desbulhou feito mocinha,
em troca de um carinho.
Não tinha tanta força assim.
De do engano, fez seu gosto.
De construir um mundo,
de se encaixar sua paixão.
Se deixou ser levada.
Pelo próprio diabo,
que não tinha consideração.
O diabo já não tinha nada a
entregar. Mas a moça.
Um pouco que tinha.
O colocou em seu lugar.
Já não possuía nada.
Nem a própria compaixão.
Nem jogar, nem mais jogava.
Era só alienação.
Pobre diabo. Pobre mocinha.
Nunca quiseram puxar a linha.
Suas próprias vidas, era só mimos.
E o outro enganador.
Bateram palmas para loucos dançarem.
Numa dança de horror.
Ela só queria agradar o seu pai.
E o diabo mais uma vida para sugar.
marcos fereS
Deitei-me hoje no banco da praça
Fazia tempos que não enxergava
O mundo de baixo pra cima
A copa das arvores e os pássaros
A serenidade em movimento
Ao som de uma música composta
Num tempo antes de nós
Na primavera de milhões de anos atrás
Vladimir Wingler.
Ela não precisava de você, na verdade nunca precisou. Às vezes ela se fazia de frágil para você vê-la como sua pequena, como se ela precisasse da sua proteção, mas não precisava. Ela sempre se virou muito bem sozinha, e não foi diferente enquanto estava com você. É uma pena que esteja enxergando toda a verdade apenas agora, quando já é tarde demais. Mas você sabe, você pisou na bola. Quantas e quantas vezes ela tentou te alertar que você estava afastando-a, e que se ela se afastasse não teria mais volta. Mas você não se importou, achou que ela dependia de você, que não viveria sem você, mas agora você sabe da pior maneira o quanto estava enganado. Você precisou perdê-la para se lembrar do quanto amava seu sorriso, do quanto gostava de escutar o som da sua risada e de como era bom a sensação dela encostando a cabeça em seus ombros. Você precisou perdê-la ara se dar conta quantas vezes ela precisou de você, e você não estava lá por ela. Você precisou perdê-la para perceber todas as vezes que ela suportou tudo sozinha, superou sozinha, e o mais triste: você percebeu todas as vezes em que ela amou sozinha. Ela amou sozinha, ela aguentou as dores sozinha. Você não ligava, não dava importância. Você era egoísta. Desde que estivesse bom para você, você não ligava para como ela se sentia. Você pensou que ela estaria sempre ao seu lado, e ela queria estar, mas você não deu motivos para ela permanecer. Você pensou que ela não se cansaria, não se afastaria, não iria embora, realmente ela não queria, mas ela ão tinha mais motivos para ficar. Seu erro foi achar que a vida dela girava em torno de você, por um bom tempo girou, mas a felicidade dela não dependia de você. Você era apenas uma pessoa que ela pensou que seria capaz de caminhar lado a lado, de compartilhar a vida, de ser felizes juntos. Mas depois de tantas chances perdidas, tantas palavras jogadas, tanto sentimento desperdiçado, ela percebeu que você não seria capaz de valorizá-la como ela merecia e muito menos de amá-la como deveria. Ela não precisava de você, na verdade nunca precisou. Ela só queria sua companhia, seu amor. Mas você não percebeu isso enquanto ela estava do seu lado e lutando para dar certo, e agora que ela se foi, já é tarde demais. Sinto muito.
Coração Bobo
Fui brincar com quem não podia...
O menino de uniforme azul,
Que fazia meus pensamentos de menina voar...
O garoto que dançava como ninguém,
Que me deixava estática no meio de tanta gente.
Um dia apareceu e foi embora como se nunca tivesse existido,
Não deixou rastros nem boas lembranças.
Anos se passaram a juventude ficou distante e em uma brincadeira ...
Destino ...
Você diante dos meus olhos.
Boneca de cera como me chama,
E não é atoa que no meio de tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio.
Tentei te conhecer,
Tentei te descobrir...
Meu lobo mau, criatura obscura da noite como acha que o vejo...Puro engano.
Menino mimado
Que brinca comigo
E me solta no sonho vazio.
Sempre querendo ser gente grande...
Se perdeu.
Sua força é olhar da janela a vida com correntes e uma bola de ferro amarrada no pé.
Seu sonho? Ser aceito.
Seu engano? Achar que precisa ser perfeito para que isso aconteça.
Culpa? Todas e nenhuma! Porque a solidão é seu maior castigo,
Sua luta interna e eterna o faz se perder no tempo, esquecendo que a felicidade é o momento.
E se afoga em um copo, se agarra em um corpo que te traz segurança e a suposta paz.
E a menina que vira boneca?
Aprendeu de longe a amar a vida impenetrável do garoto de uniforme azul.
Guarda em seus textos, sonhos, fantasias que sempre se resumiram em breves momentos.
Aprendeu que o menino que dança se tranca,
Porque hoje tem medo de pólvora...
E usa seu medo ou falta de amor,
Belas palavras pra te dizer:
Nunca foi...
...Menina!
Ela tão linda e ele imperfeito, nem ao menos reparava em seu jeito, não via tudo que ele fazia para que ela o observasse, só queria uma oportunidade de dizer o tanto que ele gostaria de ser para ela, pois ele tinha a consciência do valor que ela teria para ele, mas a vida não é como em conto de fadas, a bela não se apaixona pela fera, o plebeu não consegue o amor da perfeita princesa, mas uma coisa que a vida se assemelha a esses contos, é quanto ele deve lutar por isso, que desistir não existe e que ele deve fazer de tudo, e assim ele segue cheio de esperança...
Em um parque de diversões
O lugar está vazio
Aquilo que me fazia rir
Agora me dá medo
Não consigo te achar
Me ajude, não posso gritar
Só continuar a chorar
Como em uma montanha-russa
Estou ansiosa mas com medo
Eu subi, mas vou agora estou a cair
Estou prestes a gritar, estou caindo
É tão confuso o que sinto
É uma mistura se sentimentos
Como em um Roda Gigante
Estou girando no mesmo lugar
As vezes consigo ver e entender tudo
Outras vezes não há nada
Apenas um sentimento cobrindo minha visão
Isto é tão confuso.
Como no carrinho de bate-bate
Tento desviar de pensamentos
Que me levem até você
Mas eles sempre se chocam contra mim
O que aconteceu comigo?
Estou sendo empurrada para baixo
Como em um Carrosel
Tudo é alegre, bonito, fofo
Estou montada em um pensamento bom
Mas quando eu fico demais
Por alguma motivo que me leva a você
Me enjôo, me sinto zonza, me sinto mal
Não sei ficar longe de você por muito tempo
Em um parque de diversões
Ele está sujo, abandonado
Mas eu estou aqui, apenas
Tentando me divertir em
Brinquedos que trazem tristeza
Este parque precisa de um concerto
Ou eu quem precise de um
Já não estou tão inteira
Pra subir esta ladeira
Que antes toda faceira
Fazia isto na brincadeira...
Hoje o entardecer é bucólico
O nhambu chora melancólico
Às margens do rio que já foi histórico
De pescador todo eufórico...
Este corredor de chão batido
Anda tão duro e ressequido
Chora baixinho e sentido
Por falta de chuva acometido...
mel - ((*_*))
Tenho fome.
Da dor desse teu louco amor.
Do sangue que já não escorre.
Do medo que me fazia gritar.
Dos gritos que dava sem falar.
Das palavras que agora me inundam.
Da água que me lavava por dentro.
Tenho fome.
De ti amor.
Da dor.
Do sabor.
Da bebida sem cor.
De sentir calor.
E ainda mais desse mundo de cor.
Que me abraçava e me rendia.
Agora vivo presa na fome da cobardia.
Naquele momento, não existia mais nada, só um e o outro. Nada mais fazia sentido, como se o mundo fosse apenas aquilo.
Ele. Ela.
