Faz de Conta Qu eu Acredito
Qual a diferença entre otimismo e teimosia? O teimoso tenta esvaziar o oceano com um conta-gotas, iludindo-se de que, com mais conta-gotas, um dia vai dar certo. Já o otimista percebe a vastidão do mar, aprende a nadar e aproveita a imensidão. Viva a vida!
Independente de pessoas ou coisas, não extrapole seus limites emocionais. Depois a conta chega e o preço a ser pago pode ser muito alto. Pense nisso!
Insta: @elidajeronimo
Ao contrário de Cazuza, "restos e raspas" não me interessam; amor a conta-gotas não me satisfaz; desejo morno, assim como o café dá-me náuseas. Apenas o excesso, interessa-me. Se não for pra me transbordar, por favor, não me enche.
Por conta e risco
Uns sonetos importunam, esganiçados
A sisudez da poética com descortesia
Ou por inquietas ufanias são poetados
Em poeirenta sensação, vã, seca e fria
É a arte que provoca, toca, uma poesia
Dando voz, hora e vez aos alucinados
Passados, na paleia que disseca e cria
Acutilando os sentimentos apunhalados
Não é agrado, nem alívio, mas suspiro
Que faz sangrar cada palavra, rabisco
Em cítricos versos em um acertado tiro
Cada feito é vida, por tal, não se doma
Cada um dos traços é apenas um risco
Quando quer no doce versar, o aroma!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 setembro, 2023, 10’45” – Araguari, MG
FAZE DE CONTA ...
Faze de conta que hoje sou um bardo
Que soneta para te expressar o amor
Faze de conta que, nada é tão tardo
Neste puro sentimento, o puro valor
Quero te frechar, serei um felizardo
Se com este arremesso, o êxito for
O caminho, sem que seja um fardo
E, pra nos dois um significado maior
Você está impregnado no meu olhar
Em cada verso que eu possa te dar
É paixão que no coração desponta
Embora saiba que sou arrebatado
Por ti. E sempre estarei enamorado
Para este bardo, não faze de conta! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/02/2021, 17’21” – Triângulo Mineiro
A meta é gerar ROI no menor tempo possível, aumentando o lucro, enxugando os custos e finalmente fazer a conta fechar!
Meu corpo negro, a minha massa celebral cinzenta, meu sangui vermelho, meus cabelos curtos e com os meus olhos castanhos-escuro, consigo ver a vingança da pobreza na minha urbe
