Faz de Conta Qu eu Acredito
As vezes ficar sozinho é bom,faz você pensar em coisas boas ou ruins talvez até faça lembrar de coisas importantes.
Hoje não coloquei os pés na rua
Não senti a luz do sol
Agora vou apreciar a lua
Como faz o caracol...
mel- ((*_*))
O TEMPO
“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo.
(ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)
A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não meditana harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Quem não me der atenção
Não merece a minha afeição.
Quem não me faz companhia
Não é digno da minha.
Quem esnoba meu amor
Dele não é merecedor.
Quem se mantém ausente
Não tem mérito que eu me faça presente.
Dê valor a quem nos dá valor.
Isso é o que realmente importa!
Em todos os lugares,
Entre todos!
E só você faz meu coração forte pulsar.
Em todos os lugares,
Entre todos os olhares,
E só o teu olhar desejo encontrar.
Em todos os lugares,
Entre tantos outros
E só com você quero estar.
Pensamento sem voz, é só pensamento. De que vale tanta intenção se você nunca faz nada na direção daquilo que diz querer? Só a sua vontade não é capaz de realizar sem a sua ousadia.
Tem dias que boa noite te afasta,
e bom dia te ilumina;
boa tarde te faz ver.
Tem dias que boa noite ilumina,
e bom dia, chuva fina;
boa tarde, se esconder.
Tem dias que boa noite me fascina,
e bom dia, pra menina;
boa tarde, meu querer.
Tem dias, doces dias, coloridos,
e dias frios de arrepios;
belas noites estreladas,
cantarolando assobios!
(Dias - Denis Santana - 2016)
O Amor faz com que o desejo da pessoa amada seja priorizado a tal ponto, que um simples suspiro dela já é uma ordem.
Êmese
O que mais faz mal a gastrite não é a má alimentação que entra pela boca, e sim a alimentação que entra pelos ouvidos, consumimos e não podemos pôr para fora.
Se realmente existe o pecado, o que mais nos faz trazê-lo pra perto, além da conveniência e do oportunismo?
Saudades.... o que me faz suportar o peso de minha saudades é a certeza em saber que estão bem, e sua envergadura... a grandiosidade de minha fé.
Quando Deus faz uma aliança conosco ele retira ou acrescenta algo em nossas vidas. A Abrão acrescentou o A, a Sarai retirou o I.
OS FILHOS ESQUECERÃO
O tempo é um animal estranho. Se parece com um gato, faz o que lhe dá vontade, te mira com olhar astuto e indiferente, vai embora quando você suplica, para que ele fique e fica imóvel quando você pede por favor, para que se vá. As vezes te morde enquanto recebe carinho ou te arranha enquanto te lambe (beija).
O tempo, pouco a pouco, me liberará da extenuante fadiga de ter filhos pequenos, das noites sem dormir e dos dias sem repouso.
Das mãos gordinhas que não param de me agarrar, que me escalam pelas costas, que me pegam, que me buscam sem cuidados, nem vacilos.
Do peso que enche meus braços e curva minhas costas.
Das vezes que me chamam e não permitem atrasos, esperas, nem vacilos.
O tempo me devolverá a folga aos domingos e as chamadas sem interrupções, o privilégio e o medo da solidão.
Acelerará, talvez, o peso da responsabilidade que ás vezes me aperta o diafragma.
O tempo, certamente e inexoravelmente esfriará outra vez a minha cama, que agora está aquecida de corpos pequenos e respirações rápidas.
Esvaziará os olhos de meus filhos, que agora transbordam de um amor poderoso e incontrolável.
Tirará de seus lábios meu nome gritado e cantado, chorado e pronunciado cem mil vezes ao dia. Cancelará, pouco a pouco ou de repente, a familiaridade de sua pele com a minha, a confiança absoluta que nos faz um corpo único, com o mesmo cheiro, acostumados a mesclar nossos estados de ânimo, o espaço, o ar que respiramos.
Chegarão a nos separar para sempre o pudor, a vergonha e o preconceito, a consciência adulta de nossas diferenças.
Como um rio que escava seu leito, o tempo perigará a confiança que seus olhos têm em mim, como ser onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o mar, concertar o inconcertável e curar o incurável.
Deixarão de me pedir ajuda, porque já não acreditam mais que em algum caso eu possa salvá-los.
Pararão de me imitar, porque não desejarão parecer-se muito a mim.
Deixarão de preferir minha companhia em comparação com aos demais (e vejo, isto tem que acontecer!)
Se esfumaçarão as paixões, as birras e os ciúmes, o amor e o medo.
Se apagarão os ecos das risadas e das canções, as sonecas e os "era uma vez... acabarão de repercutir na escuridão.
Com o passar do tempo, meus filhos descobrirão que tenho muitos defeitos e se eu tiver sorte, me perdoarão por alguns deles.
Sábio e cínico, o tempo trará consigo o obvio.
Eles esquecerão, mas ainda assim eu não esquecerei. As cosquinhas e os "corre-corre", os beijos nos olhos e os choros que de repente param com um abraço, as viagens e as brincadeiras, as caminhadas e a febre alta, as festas, as papinhas, as carícias enquanto adormecíamos lentamente.
Meus filhos esquecerão que os amamentei, que os balancei durante horas, que os levei nos braços e ás vezes pelas mãos.
Que dei de comer e consolei, que os levantei depois de cem caídas.
Esquecerão que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um dia que me necessitaram tanto, como o ar que respiram.
Esquecerão, porque é isso que fazem os filhos, porque isto é o que o tempo escolhe.
E eu, eu terei que aprender a lembrar de tudo para eles, com ternura e sem arrependimentos, incondicionalmente.
E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com esta mãe que não quer esquecer.
