Faz de Conta Qu eu Acredito
'Enquanto o tempo não Decide"
Eu te esperarei,
não como quem conta as horas
ou implora ao tempo que não vá.
Esperarei como a noite espera a aurora,
sabendo que a luz, cedo ou tarde, chegará.
Não guardarei teu nome entre promessas,
nem farei do passado um altar.
Há amores que sobrevivem às pressas,
mas morrem quando alguém deixa de lutar.
Eu te esperarei onde ninguém me alcança,
onde o silêncio aprende a dizer.
Sem transformar saudade em esperança,
sem esquecer de mim para esperar você.
E se um dia teus passos encontrarem os meus,
não perguntarei por que demorou.
Talvez certos encontros sejam escritos por Deus,
depois que o mundo inteiro nos desencontrou.
Mas se não vieres, eu também partirei.
Não por falta de amor, nem por esquecer.
É que até quem espera precisa viver,
e há portas que o coração precisa fechar para sobreviver.
Ainda assim, se a vida te trouxer de volta,
se o acaso resolver nos aproximar,
encontrarás minha alma já sem revolta,
mas com espaço suficiente para te abraçar.
Eu te esperarei.
Não parada.
Não perdida.
Apenas vivendo a minha vida,
até que o destino decida
se você era chegada
ou apenas despedida.
Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo
Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.
Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.
Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.
Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.
Fiquei parado. Não consegui seguir andando.
Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?
Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.
Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.
Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.
A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.
E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.
Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?
Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.
E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?
Ysrael Soler
há dias em que eu me convenço de que existe uma conta aberta em meu nome. uma dívida antiga que eu nunca lembro de ter feito, mas que a vida faz questão de cobrar todos os dias.
talvez eu mereça. talvez cada ruína tenha sido construída pelas minhas próprias mãos. eu sempre encontro um jeito de tocar no que amo com tanta força que, sem perceber, também encontro um jeito de quebrar. construo casas para depois assistir ao teto desabar sobre mim. e o pior é que, mesmo conhecendo o roteiro, eu continuo acreditando que dessa vez será diferente.
já tentei me absolver. sentei diante dos meus erros como quem visita um velho amigo, esperando ouvir que tudo ficou para trás. mas eles nunca respondem. apenas me olham em silêncio, como espelhos que insistem em refletir a pior versão de mim.
o que mais me machuca não é perder. é nunca entender a lição. se toda dor existe para ensinar alguma coisa, então por que eu continuo repetindo o mesmo capítulo? quantas tempestades ainda faltam para que o mar finalmente aceite que eu já aprendi a afundar?
carrego um oceano de raiva que nunca encontra a praia. e uma tristeza tão antiga que às vezes parece ter nascido antes de mim. ambas dividem o mesmo peito, disputando espaço com um coração que ainda insiste em acreditar nas pessoas, mesmo depois de colecionar ausências.
eu não queria milagres. nunca quis promessas impossíveis. só queria experimentar, por um instante, a estranha sensação de receber na mesma intensidade em que entrego. descobrir como é estender a mão e encontrar outra vindo na direção contrária, em vez de mais um adeus.
mas existe uma crueldade silenciosa em continuar remando quando a maré parece ter escolhido o lado oposto. você se esforça, sangra as mãos nos remos, perde o fôlego, e ainda assim termina exatamente onde começou. às vezes até mais distante da margem.
e talvez seja isso que mais destrói o gabrieu: não o peso das derrotas, mas a dúvida de não saber se está lutando contra o mundo… ou contra si mesmo.
O mundo pode esperar um pouco, porque eu não preciso dar conta de tudo hoje.
Um passo pequeno ainda é um passo.
Vou andando....( ˘ ³˘)♥
Achei que o tempo tinha acabado. Deus, porém, me lembrou: 'Você conta as horas; Eu cumpro propósitos.'
Talvez você esteja lendo isso enquanto conta aos seus amigos, entre risos, como eu implorei para você ficar. Talvez você esteja usando essa honestidade que você jura ter, mas que nós dois sabemos ser apenas mais uma camada da sua mentira.
Eu escrevo apenas para dizer: continue sonhando.
É fascinante como é fácil para você viver nessa sua fantasia onde eu não existo e onde nada do que aconteceu te machuca. Você se esconde atrás desse sorriso, se engana achando que está tudo bem, enquanto eu sigo aqui, literalmente partido em dois. É difícil reconhecer a verdade quando o sonho é mais confortável, não é?
Você pode rir do meu choro e transformar minha dor em história de mesa de bar. Você pode tentar convencer o mundo — e a si mesma — de que jogou tudo fora por motivos nobres. Mas, no fundo, entre um sonho e outro, resta um fato que você nunca vai conseguir apagar: você nunca terá a dimensão real do quanto eu precisei de você.
Siga sua vida. Construa esse castelo de cartas onde você é a heroína da própria história. Eu ficarei aqui com a realidade, lidando com o que você fez comigo, enquanto você continua flutuando, fingindo que não sente o peso do que deixou para trás.
Durma bem. O despertar, se um dia vier, vai ser bem mais frio do que o seu sonho.
Com a amargura de quem ainda se lembra,
(Aquele que você deixou para trás)
Ei, você mulher, deixa eu te contar um segredo, mas não conta pra ninguém... Aquele teu pior dia, aquele que quase te quebrou por inteira? Ele só serviu pra recalibrar a tua bússola. Você achando que estava perdida, e o universo só estava limpando a pista pra você passar voando. Engole esse choro, arruma essa postura e vai lá fora mostrar pra essa gente que o teu brilho não depende de holofote, ele vem direto do teu caos organizado. Você é fantástica, só esqueceu de olhar no espelho hoje com os olhos certos.
Você nao se desgastou
você se esgotou,
e tem dito a si mesmo..
eu já passei da conta
eu já passei..!.
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Eu fiz minha conta bancária conjunta, conjunta com o que posso gastar e de forma consciente, então faça você também um gasto consciente do seu dinheiro e não gaste mais do que tem.
Venci no Silencio
No escuro eu aprendi A sorrir sem me vender O mundo fez de conta, eu fiz foi sobreviver me chamaram de fraco, eu deixei falar enquanto riam da queda, eu voltava a andar tanta porta fechada me ensinando o chão, mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu comprei, foi pão. Me deram tapete, eu preferi o porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Quis da dor meu mapa e do medo cansaço E se queriam ver eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza eu aprendi a cantar No meio do vendaval ninguém me viu quebrar eu fui juntando os cacos pra depois mostrar vem-se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu ri por dentro quando disseram acabou. Eu estava só guardando o trovão que ficou. Venci no silêncio. Meu nome não caiu. Meu nome se ergueu. Teve noite sem teto e dia sem chão. Teve amigo virado solto na mão. Teve língua de praga e olhar de doutor Dizendo com pena que eu já me perdi, senhor Mas eu sou do tipo que a maré na folga Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa Foi calo, foi passo, foi fé na dureza No meu rosto ironia, fez casa e morada Eu dizia tá bom com a alada Enquanto eles falavam, eu fazia raiz Quem cava o mundo também ia ser feliz Se queriam Eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza Eu aprendi a cantar Não me viu quebrar Eu fui juntando os cacos Pra depois mostrar Vem-se no silêncio Eu nasci do apê Mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro Agora vê meu nó Quando disseram acabou, eu tava só guardando o trovão que ficou em sino silêncio Meu nome não caiu, meu nome se ergueu Você falou que eu não ia, eu ouvi e deixei rolar. Teu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no fio da navalha sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto que sorriso nem sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A minha veio suja, veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplauso pra ver quem eu sou. Quem vence em silêncio quando o par venceu. Olha de perto o que ficou de pé. Não é pose nem milagre, é cicatriz e fé. O que me deram como fim virou começo na minha mão. E a risada de deboche virou poeira no vão. Venci no... Eu nasci... o mundo fez de conta eu fiz foi sobreviver me chamaram de frago, eu deixei falar. Enquanto riam da queda, eu voltava a andar. Tanta porta fechada, me ensinando o chão. Mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu cumpri, foi pão. Me deram tapete, eu prefiro porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Fiz da dor meu mar. Vem se no silêncio, vem se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte vem se no silêncio quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu fui por dentro quando disseram acabou. Eu tô aguardando o trovão que ficou. No silêncio meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Teve noite sem teto, dia sem chão, teve amigo virado, solto na mão. Teve língua de paga e olhar de doutor dizendo com pena que eu... Já me perdi, senhor. Mas eu sou do tipo que a maré na folga. Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra. Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa. Foi calo, foi passo, foi pé na dureza. No meu rosto a ironia, pescado e moral. Deus dizia, tá bom com a alma. Uma blindada, enquanto eles falavam, eu fazia a raiz. Quem cava no fundo também aprende a ser feliz. E se queriam ver, eu pedi. Me viram, fui levantar. Com a boca cheia de cinza, eu aprendi a cantar. No meio do vendaval, ninguém me viu quebrar. Eu fui juntando os cacos pra ter mais foco. O trovão... Meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Você falou que eu não ia ouvir, deixei rolar. Seu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no pio da navalha, sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto de sorriso, o mim sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A meu veio cru, já veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplaca, já vem... Era de perto que ficou de pé. Nem pose, nem milagre, cicatriz e fé. O que me deram como fim, virou começo na minha mão. E a risada de deboche, virou poeira no vão. Vem se... Eu nasci mais forte. Vem se...
"Eu não estou dando conta das pessoas que me querem presente em suas vidas. Mas, fico feliz em saber que estou dando conta direitinho daquelas que não me querem..."
☆Haredita Angel
Eu cansei de ver você se desculpar por não dar conta de tudo enquanto carrega no colo quem nunca te perguntou se você estava bem. Solta esse choro que está arranhando a sua garganta faz meses, porque o teu valor não diminui só porque hoje você precisa de colo para não sumir no escuro.
Na minha idade, eu posso não dar conta de mexer o caldo, mas lamber a colher! Isso eu tiro de letra...(Patife)
Eu escuto o amor chegando bem de mansinho...
Pronto para tomar conta da minh´alma e levarme para onde esse "conto" nunca acabará!
...JESUS!
"Conta a Lenda que meu sono chega rápido e que eu durmo sereno e lindo feito anjo! Lenda é a governanta que todas as noites conta histórias para eu dormir."
Frase Minha 0424, Criada no Ano 2010
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0424 "Meu sono chega rápido e eu sempre durmo sereno e lindo, feito anjo! É o que conta a Lenda... Lenda é a governanta que todas as noites conta histórias para eu dormir."
2053 📜 "Só tenho uma Conta aqui no Pensador e curto tudo o que publico. Mesmo que eu tivesse outras Contas eu não as usaria para curtir Meus Textos, pois isso aumentaria falsamente as Estatísticas. Cada um é cada um e eu sou assim!"
2091 📜 "Continuo com 'apenas' uma conta aqui nesta Rede Social. Por que eu precisaria ter outra(s) conta(s)? HeuHein!"
