Fanatismo
Tão contraditório isso, mas existem pessoas que se consideram os verdadeiros herdeiros do paraíso. Passam a vida esperando a morte porque acham que só depois dela alcançam o céu. Enquanto esperam o dia de serem arrebatas ocupam todo o tempo que têm fazendo da vida dos outros um inferno.
Afirma-se, algumas vezes, que a intolerância religiosa é fruto da convicção. Se alguém está absolutamente convicto de que a sua fé é a verdadeira e a dos outros, errada, parece criminoso permitir o erro e perdição de seu semelhante. Entretanto, eu estou inclinado a pensar que o fanatismo é frequentemente o resultado não da convicção, mas antes da dúvida e da insegurança.
Ontem, um conhecido tem a mania de pedir as coisas emprestadas para emprestar para os outros, para ficar bonito nas costas dos outros. Tenho uma premissa de que, se eu te emprestei algo, deve devolver e não emprestar para sair como o bonzão.
E a arrogância minha e dele me fez falar umas verdades.
Para finalizar, foi pegar o que emprestou já sendo emprestado. Disse para ele deixar lá; quando parasse de usar, eu ia doar para uma pessoa com deficiência na Secretaria de Deficientes. Mas não — ele foi pegar, e com certeza deve ter falado alguma lambança.
Quando vi que trouxe, mandei umas mensagens irritado pela atitude que teve em buscar. Deve ter falado alguma bobagem para sair de bonzinho, e eu de péssima pessoa — achismo meu.
Ele disse, em sua resposta, já falando mal da pessoa para se defender, não da integridade, mas dizendo que ela não empresta nada e etc.
Agora ele está tentando se justificar para a minha mãe, tentando sair como o santo da história.
Na sua pseudo-visão de cristão fanático, diz que, ao ir buscar o que emprestou, foi o “demônio” tentando desestabilizá-lo. A desculpa? Foi cobrado de uma dívida que tem com a pessoa, e isso — segundo ele — seria uma prova de que o “capeta” quer tirar sua santidade.
Político é para ser cobrado, não idolatrado.
Quando você faz isso, perde o senso crítico, e por consequência, o bom senso.
O trouxa acredita em tudo que o ídolo politico fala é faz, ao ponto de duvidar se o que esta vendo é real ou não, se aquilo não se adapta a vontade do ídolo politico se torna falso para que se continue vivendo da idolatria politica.
Se é errado, errado é!
Se é absurdo, absurdo é!
Se cruel, cruel é!
Não é porque foi ação de seu ídolo que deixou de ser maléfica, tampouco ações ruins de adversários políticos justificam práticas perniciosas de seu amado líder. Entendeu, caro idólatra?
Se um aluno estuda e o outro ora para um exame, quem colherá êxito? Deus nos concedeu inteligência para distinguir quando é impróprio orar. Trata-se da mesma inteligência que adverte porque não se deve ir à igreja na pandemia. No primeiro caso, quem opta pela oração poderá tirar zero na prova, já no segundo poderá morrer. Cuidado com a fé cega!
“Foi discriminado para ser encontrado, de acordo com o que é justo”. Se os resíduos forem refinados, seu brilho será revelado, desde que o mantenha no mesmo lugar.💎
📍Tudo o que é bom dura o tempo necessário,todo excesso se torna banal.
A exaltação cega de figuras públicas expõe uma sociedade doente, que perdeu a ética e a justiça, arriscando o futuro de suas próximas gerações."
Geralmente qual é o objetivo de criticar a ideia de um mito ser autêntico em sentido histórico? Buscar fazer com que alguém deixe de ver assim. No entanto, alguém pode levantar críticas à ideia de um mito ser verdade nessa perspectiva histórica mais por entretenimento, por estilo literário, etc. Sendo aquele seu objetivo, qual a melhor forma de alcançá-lo de modo ético: apresentar uma interpretação conforme a psicologia analítica ou criticar daquele modo? Depende do caso? (…) Embora os contextos suíço e alemão possam ter influenciado Jung naquele sentido, ele conhecia muitos contextos. Era um cidadão do mundo. Um psiquiatra sagaz. E lá na Suíça e Alemanha também há tipos do que se chama de fanatismo.
É importante curtirmos as paixões, porém para não termos dissabores no futuro elas tem de ser vividas sobre a ótica da fé raciocinada e da razão, senão está propensa ao fanatismo e as desilusões amorosas que geram muitas dores e sofrimentos.
...E o fanático acordou para a realidade, após ter sido abduzido pela mentira e atropelado pela verdade.
A moralidade autêntica nasce da compreensão do bem, não da coerção religiosa. Obedecer sob a ameaça do inferno ou a promessa do céu não é virtude, é condicionamento.
Não existem diferenças entre um fã e um religioso fanático. Ambos se dispõe a idolatrar seus ídolos, e ambos nunca conheceram verdadeiramente seus ídolos.
Pensar por si mesmo é doloroso, exige coragem, mas é o único caminho para se libertar da ilusão de pertencimento a grupos que moldam sua mente sem que você perceba.
Se uma pessoa não admite a possibilidade de estar errada, seus argumentos têm a sutileza de um fanático.
