Fanatismo
A religião transforma os leigos em sábios funcionais...
E impõe a massa que os segue, que ela veja que os intelectuais são os verdadeiros leigos.
Algumas vezes, é bom desconfiar da própria intuição para evitar o autoengano. Confiar cegamente na própria intuição é um largo passo para tornar-se um fanático.
A diplomacia excessiva vira hipocrisia.
A prudência excessiva vira covardia.
A fidelidade excessiva vira cegueira.
O idealismo cego vira fanatismo.
Fanatismo se traduz por burrice e violência covarde.
Toda virtude em excesso torna-se um vicio que vira a virtude pelo avesso.
Não sou Charlie, Sou Flores
Porque a minha poesia promove a paz, não o ódio entre as pessoas;
Porque a minha arte não é contraponto de extremismo ideológico;
Porque sou a favor da liberdade de expressão,
Mas abomino o desrespeito e o exorbitismo da hipocrisia.
Porque sou mais sensível ao anonimato de uma guerra fria em Baga, silenciosa e silenciada pela grande mídia do que uma consequência provocativa, NÃO JUSTIFICADA, de alguns TRAÇOS ideológico igualitário...
Porque posso até ser Charlie, mas antes, sou Nigéria e os milhares de mortes causadas pelo Boko Haram e que são muito mais frequentes e catastróficas;
Porque sou África, sou Oriente Médio, sou os Jornalistas executados pelos loucos fanáticos
De uma guerra provocada e financiada pelos mesmos que se dizem hoje combatentes do mal...
Sou os cristãos, os muçulmanos, os indígenas, os homossexuais, o epilético, confundido com feiticeiro, os amaldiçoados, os apedrejados, os queimados vivos numa fogueira de ignorância e preconceito...
Sou os Albinos da Tanzânia, procurados e massacrados em rituais e costumes mórbidos como se ainda vivêssemos na idade média ou da pedra lascada;
Sou os Norte Coreanos, encurralados, escondidos, trancafiados dentro de um mundo sem noção, para não falar campo de concentração...
Sou as mulheres da Somália, de genitálias mutiladas em nome de uma cultura religiosa estúpida e perversa;
Sou brasileiro, vítima de criminosos protegidos pelo Estado;
Sou homem, Sou mulher, Sou favelado, Sou do Nordeste, Sou artista sem incentivo, Sou tudo isso e mais um pouco!
Mas acima de tudo, sou poesia, sou poeta. Prazer, sou Flores.
As pessoas exigem respeito para suas crendices, mas não respeitam a liberdade alheia de não crer no mesmo.
Crença é pessoal e intransferível, você pode falar da sua, mas com bom senso e somente para quem deseja ouvir.
Eu tenho as minhas duvidas a respeito de tudo que nos cerca, estudo o que me interessa, mas evito conversar com quem pensa diferente e vive cheio de certezas. Além de educação e bom senso sei que é perda de tempo, afinal o universo de cada um é do tamanho do seu conhecimento.
A certeza é mãe da ignorância, pense nisso antes de me amolar por favor.
Divergência de crenças nunca será debatível, pois se nenhum dos lados está suscetível à mudanças, o fanatismo sobrepõe o ceticismo.
Não precisa ser vulgar pra despertar desejo.
Não precisa ser grosseiro pra impor respeito.
Não precisa ser fanático pra ter fé.
Não precisa ser ingênuo pra ser bondoso.
Não precisa ser arrogante pra ser sincero.
Não precisa ser falso pra ser aceito.
Não precisa ser babaca pra ser engraçado.
Não precisa de nada disso, gente. Nada disso.
Judeus seguiam leis religiosas, e mataram Jesus. E você, só porque segue regras de sua igreja e canta hinos acha que será salvo?
A escola não é digna de bons mestres, basta um aluno ir contra um deles, alimentando seus caprichos e fanatismo, ela o discrimina. Sobram os que se adaptam, em nome do "ganha pão".
Medo e Fantasia, Uma Perigosa combinação
O medo faz das pessoas, presa fácil de manipuladores.
O medo faz com que acreditem em fantasias sem sentido.
O medo se torna ódio e violência.
O medo é uma arma poderosa.
O medo é uma das melhores ferramentas, que boçais utilizam para alienar a população.
O medo é uma forma de controle.
Fica esperto, ou você será o próximo a ser enganado!
-Sheila Tinfel
Aquele colega, torcedor doente do sport, literalmente, que já teve uma ocasião, lembro bem, como a coisa é séria, do time perder e ele ser acometido de um mal estar geral, um abatimento, desolação, febre, vômitos, incontinência intestinal, perda de peso, apetite, etc. Ficar sem se alimentar direito, só no mingau de cachorro, ou mingau de alho, como prefiro chamar, pra se recuperar só por causa disso, ma,s pra ele, uma tragédia. De nem assistir os jogos, principalmente contra o time do Santa Cruz, pois dizia que sofria do coração tomava remédio e ia dormir com medo que o relógio não aguentasse e tivesse um piripaque devido a forte emoção, ansiedade, só sabia de manhã. Que, por questões éticas, vou ocultar o nome dele. Só sei que um dia cismou, ao ver um outdoor na rua, convocando para novos sócios, cismou que queria, porque queria um daquele, pois tinha o escudo do time enorme que ocupava metade do referido veiculo de propaganda. Aperreou tanto que o chefe da sala que trabalhávamos, também rubro negro, procurou saber qual era a empresa encarregada, responsável, pela campanha publicitária e, descobrindo, telefonou dizendo que desejava, se possível, um daqueles outdoors a empresa respondeu dizendo que só com a permissão do clube, que, talvez, não prometia nada, no final do mês, se sobrasse e o Sport permitisse... Né que no final do mês, pra felicidade geral, da nação rubro-negra ligaram dizendo que ele podia pegar um. Foi uma alegria só, do colega que ficou na torcida o mês todinho e comprou bolo e guaraná pra comemorar com a gente, já que não podia tomar champagne na hora do expediente, se pudesse, certamente iria comprar nem que fosse Cedra Cerezer, no Stillus, um mercadinho próximo. No outro dia tratou logo de pôr em pratica a empreitada, realizar o megalomaníaco sonho, encomendou ao marceneiro da empresa a façanha de construir uma moldura gigante. Reza a lenda que ele até tinha um mastro na frente de casa, que toda vez que o sport ganhava ele hasteava a bandeira pra toda vizinhança ver como bem convém a um torcedor, de verdade, chato. Tinha não, que eu vi, "in loco", na hora que o marceneiro ia pra casa dele tirar as medidas, eu tão curioso que tava, entrei também no táxi, e ele nem me convidou, "foi mal cara", disse, ele respondeu: "já tá ai, fica". O pessoal fala demais, aumenta, também só faltava isso. Mas, por outro lado, o que ele ganhava de presente, que fosse, que tivesse a imagem Sport, ele pregava na parede da sala: chaveiro do Sport, sandália havaiana do Sport, diabo a quadro, fosse do Sport... A turma já o presenteava por anarquia, acredito. E que paciência da santa da mulher dele, torcedora do Santa, coitada. Os interruptores da casa eram pintados, inclusive, pra vocês ver, a paixão desse homem de vermelho e preto, a porta do Banheiro de vermelho e preto, a ducha Lorenzeti de vermelho e preto, uns conhecidíssimos acessórios de enfeitar esses espaços íntimos, bem comuns, populares, de plástico, que eu não sei o nome, na tampa do vaso sanitário, no piso, com motivos leoninos. Sem falar, ia me esquecendo, um quadro, esse do tamanho normal na parede do terraço com seus dias contados, agora, onde se divisava o escudo do Sport com o leão no meio rodeado de luzes pisca-pisca vermelhas e amarelas que a noite deveria ficar uma coisa, parecendo as dessa da época de natal. Ai ele aproveitou, pra dar uma provocadinha básica no marceneiro religioso, torcedor gosta de provocar, chamou para ver um famoso quadro no quarto, em cima da cabeceira da cama, uns feito artesanalmente com linha e prego vendidos em feita livre, e disse, em tom zombeteiro, que todo mundo lia errado e queria que ele lê-se agora, onde se via na seguinte ordem, em letras garrafais: primeiro, o nome de Deus, depois o da esposa, tricolor, e por ultimo, o dele. Ai o marceneiro comemorou, com um certo alivio, - Ai!!! Pelo menos isso, já que já que você já vem pecando a tempo, idolatria é crime, o nome de Deus em primeiro lugar pelo menos! Ele disse de lá: - Tá vendo o leão não, do lado? (Né que do lado esquerdo de quem olha tinha o escudo do Sport com o obsessivo leão no meio) O leão primeiro. Minha nossa! Espantou-se o marceneiro. Deus não gosta de mim, por sua vez,sentenciou ele, o colega debochado, chato a qualquer hora, eu bebo.
Silêncio total. Místico. Silêncio anterior à Aurora, apesar dos galos, apesar das sombras, apesar de nós. É o que eu desejo para as próximas noites do resto de nossas Vidas.
Concordar que sua vida profissional faça parte do resto das demais áreas de sua convivência é aceitar, num grau patológico, o excesso. É ser fanático, e fanatismo é doença.
