Falta de Amor
Ja viu uma criança falar de amor?
É puro, nao há maldade.
Ela cria sua propria verdade.
Hoje me sinto assim, amando como uma criança, sem saber aonde vou chegar, sem saber aonde tudo isso que estou vivendo vai me levar.
Sem pensar, sem rancor.
Tudo que passa, passou.
Tudo que errei, voce perdoou.
Tudo que fez no passado, eu esqueci.
Tudo que não nos deixava sorrir, foi embora.
Olha só a hora!
Mas sou criança, nao me preocupo com o tempo, só com o vento que bate forte na minha janela.
E diz pra correr pra ela, me puxa em sua direção.
Não preciso olhar o relógio para saber a hora em que devo ir embora.
O mundo conspira ao meu encontro.
Deixo-me levar até ver-te e enriquecer-me com sua visão.
Ganhando assim, tempo sem fim para te amar.
Meu texto é um leve esboço de uma carta sua que guardei no bolso.
Li, reli e vi.
Você também é uma criança que ama de forma pura, mas... seu amor nao é imaturo. Me deixa totalmente seguro.
Porque quando estou perto de você, o mundo pode acabar em volta, que eu nao vou ver.
Minha visão estará focada em você.
Meu sorriso ganha o mundo sem querer.
Sinto que posso voar sem asas, quem dera se pudesse, estaria sempre a te olhar lá de cima. Pois toda criança é um anjo.
Não vai existir amor maior no mundo do que o meu por mim mesma.
Não há sol e nem anoitecer com lua cheia que seja mais importante do que o meu amor por mim.
"Amor é quando duas pessoas sentem a mesma coisa, mais descrevem de forma diferente. Não há descrição exata para o Amor."
A fé o amor e a esperança,são as bases da felicidade de quem as possui; sem elas, não há razão de viver.
Mas no amor não há lógica. O amor não se explica, não é previsível, não é fácil, nem transparente, não se conhece. Surpreende, é reescrito todos os dias, tem atalhos e abismos, vem com o medo, com ternura, com receio e tonturas.
Como direito fundamental absoluto, não há como ponderar o amor. Aqui não se pondera, porque não há razão, mas apenas paixão (...)
O amor e o ódio,
pra onde vai a seta?
A seta do teu querer?
Escudos não há na tua jornada,
tampouco esquivarás as balas cruzadas.
Os teus pés seguirão pra que banda?
Por acaso alguma herança?
Até que cansa e desmancha o teu sonhar.
