Falo a Verdade
O falo...
No falo da Rosa
Vislumbro tua primorosa beleza
Cada detalhe
Toda característica própria
Torna-o inteiramente único
Toda a liberdade e ternura (dileção)
Que exploro quando encontro-me em teus braços
Deixando-me jubiloso
Faz com que
Eu o queiras
Com um fervor
Superiormente desejado
Conjeturar tua ausência
Coloca-me em uma esfera de sentimentalidsdes dolorosas
Então, apareces
Olha-me...
E dilacera meu pensar
Mostrando o quão recíproco é nosso anseio...
Todo fim de dia. Quando as luzes se apagam e a noite nos envolve. Eu falo para mim mesmo: "Isso é apenas um pesadelo. Logo irei acordar." Eu nunca acordo. Mas quando deito na minha cama. Durmo. Me afogo no meu melhor sonho. Eu ganho um pouco de esperança. Tudo acaba parecendo mais fácil de suportar.
Busco sempre pelo melhor...
Não falo do luxo das coisas materiais;
falo em buscar em mim a melhor atitude,
falo em buscar no outro
o que houver, nele, de mais bonito.
Falo em acreditar no bom e no bem
existente em cada ser e, buscá-los...
Cika Parolin
Quando você me fala sobre alguém....eu conheço muito mais sobre você, do que do alguém que você falou!
Gosto do silêncio...
Vivo me esgueirando por entre multidões
Falo pouco, ouço intensamente.
Sinto demais!
Qualquer movimento brusco me afasta.
Caminho suavemente, sem fazer barulho.
Amo as madrugadas longas e silenciosas...
O silencio me leva a lugares escondidos da alma...
Lá, onde te encontro.
A perfeita imperfeição humana; sempre quando digo que não sou perfeito falo da perfeita imperfeição, não a ninguém que possa falar eu sou perfeito, quem falar isso é mentiroso. É mais fácil eu falar; sou perfeito na imperfeição que eu conseguir enxergar em mim. Por isso, do mesmo modo quando eu falo que eu sou perfeito eu me torno imperfeito pois a imperfeição vive em mim e eu vivo nela. Mais isso não quer dizer que eu não possa ser perfeito, pois o máximo que nós seres humanos podemos ser perfeitos é na nossa própria imperfeição.
Falo hoje!
Choro hoje!
Vivo hoje!
Amo hoje!
Se tiver que reclamar!
Que seja hoje!
O amanhã?
Será hoje!
As vezes eu falo que sou o melhor aluno da sala, não é que eu me ache, é que eu acredito em mim, e se você acreditar, sonhar, lutar, pode conquistar o mundo...
A dor
Tudo que penso dói...
Tudo que falo dói...
Tudo que falas me dói...
Meu coração dói...
A minha vida está,
Cheia de dor...
Dói porque dói, o que sinto dói,
O que magoa dói,
A dor é enorme em um coração que dói...
Gosto dessa sensação de liberdade!
Falo dessa liberdade que se pode sentir quando descobrimos que viver é exclusivamente um direito nosso, que somos capazes e responsáveis por conduzir nossas vidas da melhor maneira alcançada e que não há ninguém que tenha poder maior que nós de conduzir nossas vidas.
Essa liberdade se traduz em entender o que só se pode sentir vivendo, vivendo nossos sonhos, nossos projetos nossos desejos e anseios.
São nossos. Alcançá-los só depende de nós assim como não alcançá-los também.
Não importa o que há pelo caminho, o que importa é a intensidade do nosso querer.
Quem quer avança... Quem quer alcança!
Compartilho meu sonho para 2015. Em vez de chamar sua mente discursiva, falo de coração com a vida misteriosa que agora encara essa tela. Desejo que voltemos das férias muito cansados. Não renovados, não dispostos: exaustos!
Cansados de carregar o dia inteiro para dentro de cada noite, de trazer nosso passado por trás dos olhos, ano após ano, encardidos de certezas sobre a vida, acumulando experiências, incapazes de soltar e dizer para a pessoa que acabamos de encontrar: “Oi, prazer, acabei de chegar…”
Cansados de compartilhar frases de sabedorias que não sabemos praticar. Cansados de falar mal dos outros, sem reconhecer que vemos fora o que temos dentro. Cansados de tentar o caminho do controle, como uma mosca batendo no vidro, de novo e de novo, sem desconfiar que talvez não seja uma boa ideia condicionar o brilho de nosso olho ao movimento de outros olhos. Cansados de ser tão repetitivos, monotemáticos, tão nós mesmos.
Cansados de nos ocupar, como se relaxar fosse errado. Cansados de buscar o sucesso e temer o fracasso, não importa o quão refinado seja o nosso jogo. Cansados de ceder ao ciúme do outro, de fazer cafuné em seus hábitos negativos, de negociar com cada aflição que nos tiraniza. Cansados de aceitar migalhas de alegria.
Cansados de desejar tanta mediocridade para nós mesmos, como se fossem aspirações elevadas (“Que eu passe no concurso! Que eu me case! Que eu viaje bastante!”), quando poderíamos mirar no céu: “Que minha simples presença possa beneficiar mais e mais pessoas!”
Cansados de confundir nossa bolha com a realidade, sem perceber que os seres não caminham pelo nosso mundo: cada um deles está no centro de um outro mundo. Cansados de reagir e reagir e reagir e reagir, sem nunca estalar os dedos. Cansados de se cansar tão facilmente.
O problema é que a gente não se esgota o suficiente — só 50% não leva à transformação. As coisas só tem o poder de nos cansar porque nós ainda não nos cansamos delas. Lembro de um retiro com o professor Alan Wallace listando as causas desse desgaste sem saída até culminar com força, como se falasse em caixa alta, seco, preciso, cortante: “BASTA!”
É um gesto radical que rompe o loop de sofrimento, parecido com o de Chögyam Trungpa, que virou até caligrafia na entrada de sua casa: deveríamos aprender a proclamar um gigantesco e definitivo “Não” para nossa confusão autocentrada.
Que possamos interromper nosso falatório incessante. Que possamos enfim parar. Começando agora!
No grande cansaço, nessa completa desistência, bem quietos, deitamos. Daqui a pouco um ser brincante, desses completamente livres, vai nos levantar pelo braço: “Venha! Há muito trabalho para quem não mais se cansa.”
