Falecimento

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Pra que pressa, se o futuro é a morte.

Normalidade significa morte.

O sono é primo da morte

A morte é, de tudo na vida, a única coisa absolutamente insubornável.

O esquecimento é maior que a morte,
porque termina o que a morte começou.

Falamos do que não sabemos,
porque a morte nos espanta
e dói a mortalidade.

O que é ser imortal?

O arranco da morte

Pesa-me a vida já. Força de bronze
Os desmaiados braços me pendura.
Ah! já não pode o espírito cansado
Sustentar a matéria.

Eu morro, eu morro. A matutina brisa
Já não me arranca um riso. A rósea tarde
Já não me doura as descoradas faces
Que gélidas se encovam.

O noturno crepúsculo caindo
Só não me lembra o escurecido bosque,
Onde me espera, a meditar prazeres,
A bela que eu amava.

A meia-noite já não traz-me em sonhos
As formas dela - desejosa e lânguida -
Ao pé do leito, recostada em cheio
Sobre meus braços ávidos.

A cada instante o coração vencido
Diminui um palpite; o sangue, o sangue,
Que nas artérias férvido corria,
Arroxa-se e congela.

Ah! é chegada a minha hora extrema!
Vai meu corpo dissolver-se em cinza;
Já não podia sustentar mais tempo
O espírito tão puro.

É uma cena inteiramente nova.
Como será? - Como um prazer tão belo,
Estranho e peregrino, e raro e doce,
Vem assaltar-me todo!

E pelos imos ossos me refoge
Não sei que fio elétrico. Eis! sou livre!
O corpo que foi meu! que lodo impuro!
Caiu, uniu-se à terra.

⁠Que bons ventos levem quem não presta! // Livro: A dança da morte

A Vida e a Morte

Me sinto tão viva que estou morta.
A morte é vivida, sentida, doida.
A diferença é que a morte nos faz querer viver,
Já a vida, nos faz querer morrer.
Mas e quando você está vivo e morto ao mesmo tempo?
Quando todos os dias acorda de manhã com o singelo canto dos pássaros;
As nuvens ainda em seu pranto por se despedirem da doce lua;
O céu ainda escuro por esperar a chegada dos raios solares;
As flores esperando a brisa quente, as abelhas em seu pouso para retirar seu néctar;
Quando as manhãs são iguais,
Sempre ao som das buzinas de trânsito;
Dos gritos humanos;
Dos cafés derramados na roupa enquanto seu chefe o explica oque deve fazer nessa manhã;
Ou a chamada de seu nome em voz alta na sala de aula enquanto todos gritam desesperadamente.
As manhãs sempre estressantes.
Sentir o arco-íris solar em sua despedida,
Ver as múltiplas cores que o cercam.
A brisa da tarde, algo encantador.
A chegada da noite nos alivia.
Estamos com nós mesmos, em nossos pensamentos, em nossas brisas.
A chegada da noite nos traz para quem realmente somos, por dentro, alguém que queria algo que não pode ter,
A felicidade vivida.
A tristeza nos consome,
A vida se torna a morte.
Por que viver morto?
Sentir a falta de quem ama, sabendo que em muito tempo não poderá olhar no fundo de seus olhos e abraçá-lo forte,e então, só ai, se sentir vivo.
Mas, como diz o ditado:
"Querer não é poder";
Então o ciclo se repete em inúmeras vezes e você percebe que seus esforços são somente para alimentar a morte, com suas conquistas e derrotas.
Com seus bens materiais, perfumes caros, o carro que sempre desejou ter;
Mas, enquanto a vida, ela nunca será vivida?
Sua felicidade nunca chegará à tona,
Seus ombros sempre estarão contraídos sem aquele carinho, afeto da vida?
Sem o amor?
Sem aquela pessoa amada?
Sem ninguém que ama a sua volta?
Sem o fazer sentir vivo.

As vítimas de violência doméstica costumam morrer muito antes da morte física. A agressão psicológica mata, sem que ninguém perceba.

Só te esquecerei
Quando o véu da morte cobrir meus olhos,
E de minha sepultura nascerá um cravo branco
Escrito em letras de sangue ...
Ainda TE AMO !

És tristeza.
És solidão.
És dor.
És fraqueza.
És amargura.
És rancor.
És a Morte.
És o Fim.

A progressão social repousa essencialmente sobre a morte. Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos.

(Incidente em Antares)

A depressão mata mais do que a morte;
porque quando a morte chega,
em muitos dos casos,
ela já tem matado antes.

Deprimida é a pessoa cheia de vida com pensamentos cheios de morte.

⁠A morte se espalha tanto, ocupa tanto lugar, que não sei mais onde morrer.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠O medo não impede a morte. Impede a vida.

Brindemos a morte com Moët&Chandon! Porque na vida tudo é Cidra... Ou chuvas de prata!

A espada do destino tem dois gumes... Um deles é você. E o outro é a morte.

(A espada do destino)

O oposto da vida não é a morte,é a indiferença.