Fábulas

Cerca de 117 frases e pensamentos: Fábulas

HAROBED: UM SENTIDO

Entre a fábula e o real
Existe um sentido.
Tu que não és víbora,
És púrpura, pura mágica,
É pérola, é pássaro!
Logo tu que nunca foste víbora,
És psíquica, és récita,
És sápida e tântrica!
Tu mesmo inexata víbora,
Minha mácula, minha régia
Tu és única de fato
Tu és, falsa víbora, o meu sentido!

Inserida por fmprobo

Fábula Antiga

No princípio do mundo o Amor não era cego;
Via mesmo através da escuridão cerrada
Com pupilas de Lince em olhos de Morcego.

Mas um dia, brincando, a Demência, irritada,
Num ímpeto de fúria os seus olhos vazou;
Foi a Demência logo às feras condenada,

Mas Júpiter, sorrindo, a pena comutou.
A Demência ficou apenas obrigada
A acompanhar o Amor, visto que ela o cegou,

Como um pobre que leva um cego pela estrada.
Unidos desde então por invisíveis laços
Quando a Amor empreende a mais simples jornada,
Vai a Demência adiante a conduzir-lhe os passos

Inserida por julimaer

1-TIMÓTEO--7-- Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade.
8 Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser.
9 Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação.

Inserida por zezinhocoimbra

Conversa (des)afinada, por Alexandru Solomon

Uma fábula moderna

Determinado cidadão incomodado com o visual do Lula, nutre o projeto de raspar-lhe a barba. Daí, sabedores dessa vontade secreta, um barbeiro e um ajudante (de barbeiro, obviamente) marcam uma reunião com o sonhador. Na reunião o barbeiro louva seu talento em raspar barbas e oferece-se para ajudar. No meio da reunião que decorre em ambiente cordial, discussões sobre qualidades de navalhas rolam soltas, meu personagem ouve uma batida na porta. Entra o tio... dele que pede desculpas pela invasão, mas como conhece o barbeiro cumprimenta polidamente e sai.

Terminada a reunião, o barbeiro liga para um amigo dele que não pode comparecer ao meeting (com o perdão pelo horrível neologismo) e comenta o que foi discutido. “O tio está acompanhando”, diz ele. Por acaso, a ligação é interceptada por autoridades (com autorização judicial, naturalmente) e a frase pinçada – “a barba do Lula poderá ser cortada e o tio participou da reunião” faz alçar sobrancelhas preocupadas nas mais altas esferas. Pergunta-se. O meu personagem deve ser preso por intenção de agressão ao melhor presidente que o Brasil já teve, na apreciação algo imodesta do próprio? O tio que entrou e cumprimentou deve ser processado também por participação na trama sórdida?

O maior defeito de fábulas desse gênero é induzir os leitores a procurar algum vínculo com situações reais, o que seguramente não é a intenção do autor (da fábula)
Como dizia Baltasar Gracián, uns séculos atrás: ´´Alguns fazem caso daquilo que pouco importa e deixam de lado o que tem muita importância´´. Mas isso valia no século XVII, não é mesmo?

Inserida por celsocolunista

"Morrer não é tão doloroso ou ruim como muitos pensam,entre livros,histórias,fábulas não há um se quer que tenha vivido tais acontecimentos como eu vivi...
E ainda vivo em outro lugar ou talvez no mesmo plano...
Em outra dimensão de espaço e tempo...
É um mundo que esta diante de você atrás de cada parede atrás
do som audivel em uma outra dimensão"

Inserida por autordacriacao

As fabulas de areia o meu grito aqui suou
Na mais pura alegria assim ficou vem comigo
A buscar com certeza no caminhar de que
Logo vou alcançar.

Busco nas minhas calmarias o poder para
Meditar nas palavras que não se ver no
Falar que não as ouso vem logo pra
Fraquejá no compasso de meu caminhar.

Vim buscar o que perdi no dia que aqui
Cai pois agora quero encontrar logo o meu
Caminho na alegria de te ouvir te dou logo

Esperança de falar e de ouvir as fabula da
Vida grita o meu sofre não escuto o teu cantar
Vem pra mim falar sei que meu grito é caminhar.

Inserida por fatimaaraujo

São Paulo adverte-nos em uma de suas epístolas sobre o tempo das fábulas; tempo onde a verdade seria proclamada do alto dos telhados e, mesmo assim, não seria ouvida pelos homens.

Séculos mais tarde, o escritor inglês G. K. Chesterton, rediz o que fora apontado pelo Apóstolo dos gentios, porém, com o seu característico jeitão jocoso. Disse ele, mais ou menos assim: que, cedo ou tarde, viveríamos um tempo em que dizer que a grama é verde seria considerado um absurdo, um insulto à inteligência.

Pois é, hoje em dia há pouquíssima margem para dúvidas quanto ao fato de estarmos imersos nessa época, no tempo das fábulas, onde a insanidade politicamente correta considera o anuncio duma obviedade patente um insulto sem precedentes que deveria ser amoldado e reduzido ao nível da mais rasa demência diplomada para que a verdade não mais seja ouvida e compreendida.

Inserida por areopagita

Há aquela velha e boa fábula que conta a história do menino que sempre alarmava um falso ataque do lobo às brancas indefesas ovelhas. O Pastor, prestativo e atento, sempre acreditava nos falsos avisos do garoto. Quase sempre, um dia o Pastor se cansou. Justamente no dia em que o ataque era verdadeiro. O menino desesperado gritava pela ajuda do Pastor enquanto as ovelhas eram mortas.
Outra versão da fábula, mas com o mesmo efeito moralizante, é a do beija-flor que sempre dava enganosos alertas de incêndio na floresta. A inconsequente ave divertia-se ao ver toda a fauna mobilizar-se a fim apagar o que nunca existiu. Até que um certo dia... todos sabemos o que aconteceu.


Transpondo a fábula à realidade, apesar de não ser o garoto ou o beija-flor, por muito tempo emiti falsos sinais. Distribuí indícios e promessas de algo grandioso. Expressei, amiúde, (com uma dissimulação de fazer inveja a Capitu) sentimentos de bem-querer. Manifestei e fiz transparecer um amor sem começo nem fim.

Tal como o beija-flor ou o garoto, talvez tenha agido com o intuito de suprimir a pungente pequenez a que estava fadado. Fomos, eu e meus personagens, por muito tempo o centro das atenções. Nos divertíamos às custas da credulidade alheia. Crédulos que, por inocência ou ignorância, sempre guardavam na memória lembranças daquilo que, de fato, nunca existiu. Exceto em sonhos.


Hoje, por ironia do destino, minha história vai terminando como a de meus caros companheiros, o garoto e o beija-flor. Somos iguais em descrédito e desgraça. Hodiernamente, por mais sinceras e eloquentes sejam nossas palavras, ninguém mais dá ouvidos a elas. Eu não matei nenhuma ovelha. Quero, assim como o Pastor, cuidar do meu rebanho de um só exemplar. O que, no entanto e infelizmente, é impossível. Transformei-me no Lobo da história.

Eu tampouco quero apagar essa chama que sempre fantasiei ter, mas que só agora a conheço verdadeiramente. [Almejos sem meios. (Sonhos vãos). Não voltam.] O beija-flor que sempre fui, apesar de ter experimentado tantas rosas, apaixonou-se por uma flor intocável. Delicada demais para um lobo; grande demais para um pequeno e dissimulado beija-flor.


E o final dessa história... eu quero mudá-lo.


Nem todas as flores têm a mesma sorte: umas nascem para enfeitar a vida; outras, a morte.

Inserida por FernandoArataque

FÁBULA

Ao levantar abro a janela
e presencio o nascer do sol
uma paisagem tão bela!

Os passarinhos logo vêm a cantar
agradecer a mãe natureza
que faz um espetáculo de arrasar

As cigarras começam a chiar
os sapos ficam pulando
e as formigas trabalhando

E durante alguns minutos o galo fica cantando
o cachorro começa a latir
e o gato fica miando

Forma - se um coral divino
uma energia que fortalece a alma

E ao fechar a janela
vejo os galhos das árvores gesticulando em sinal de tchau
e antes de ir trabalhar, reflito:
“que pena que tudo isto está se acabando”.

Inserida por linconcruz


Pra sempre plebeu
.
O meu conto de fada
É uma fábula do amor
Que a vida negou a mim...
.
Árdua batalha é essa
Travada no campo do amor
Capaz de fender o coração do valente.
.
Ela vem de cavalo branco
Com outro príncipe que agora é seu rei,
E meu coração é pra sempre vassalo seu.
.
E a liberdade que outrora eu tinha
Me prendeu no amor que de nós se perdeu...
Sem ela o cavaleiro é pra sempre um plebeu.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠Os três porquinhos. Uma fábula infantil, recheada de ensinamentos , práticos que fariam toda a diferença, quando aplicado no nosso cotidiano.

Quem tem medo do lobo mau?! Ele é um cara legal! O lobo ficava cada vez mais furioso e gritou: – Abram a porta, já!!! Todos os dias bate a nossa porta o lobo mau da maledicência, inveja, ódio, mágoas, rancor, desânimo, perseguições, brigas, fome, miséria, frustrações, etc. São tantos lobos que nos rodeiam! A minha casa, a minha família, a minha vida, não pode estar protegida por palhas ou palitos. O lobo mau a derrubaria apenas com um sopro. A minha busca incansável pela proteção dos meus tesouros, não pode estar alicerçadas apenas no meu esforço. O segredo da casa construída na rocha, está nos alicerces. Alicerces é a base da nossa Vitória, contra todos os sopros que lobo mau tentar contra a casa edificada na rocha. A prudência garante tranquilidade e segurança. A tolice garante morte e destruição.

Inserida por Celiaa

⁠"A FÁBULA DA RAPOSA E DAS UVAS --- ela trás uma reflexão para às pessoas ambiciosas demais; que às vezes desejam coisas que não estão ao seu alcance, mesmo assim, sofrem tentando alcança-las:
A RAPOSA , passando embaixo de uma parreira de UVAS, olhou para cima e avistou diversos cachos de UVAS ao ponto de degusta-las: olhou para cima e deu um pulo para pegá-las, o 2°, 3°, ... no 8° já exausta, refletiu e disse: NÃO VALE A PENA ESTÃO VERDES, frustrada pelo seu insucesso; muitas vezes ocorre o mesmo conosco, é melhor abandonar do que continuar sofrendo"

Inserida por Ademarborba46

⁠A FÁBULA DO GUANDU E O PÉ DE BOLDO

Até uma certa altura eles cresceram próximos, bem juntos e mantiveram o mesmo tamanho, o Guandu e o pé de Boldo, mas como as espécies possuem naturezas diferentes, o Guandu precisava crescer e se tornar árvore, mas veio o impasse, se a planta crescesse na mesma posição vertical a qual se encontrava, naturalmente que seu largo caule engoliria e mataria o pé de Boldo pois os mesmos estavam muito próximos, portanto a partir de uma certa altura equidistantes o Guandu despediu-se do pé de Boldo, inclinou-se cuidadosamente num ângulo próximo de 45° tomando o cuidado de não tombar e ao mesmo tempo poupar e salvar seu amigo pé de Boldo e o Guandu tornou-se uma árvore explendorosa com suas maravilhas de flores, mas em sua memória seu amigo pé de Boldo jamais será esquecido.

Inserida por jose_nilton_de_faria

⁠As fábulas pagãs

Ao contrário, os que ensinam os mitos inventados pelos poetas não podem oferecer nenhuma prova aos jovens que os aprendem de cor. E nós demonstramos que foram ditos por obra dos
demônios perversos, para enganar e extraviar o gênero humano.
Com efeito, ouvindo os profetas
anunciarem que Cristo viria e que os homens ímpios seriam castigados através do fogo, colocaram na
frente muitos que se disseram filhos de Zeus, crendo que assim conseguiriam que os homens
considerassem as coisas a respeito de Cristo como um conto de fada, semelhante aos contados pelos
poetas.
Tudo se propagou principalmente entre os gregos e outras nações, onde mais os demônios
tinham ouvido, pelo anúncio dos profetas, que se deveria crer em Cristo.
Nós colocaremos às claras
que, embora ouvindo o que dizem os profetas, não o entenderam exatamente, mas parodiaram como
charlatães aquilo que se refere a Cristo.
Como já dissemos, o profeta Moisés é mais antigo do que
todos os escritores e por ele, como já indicamos, foi feita esta profecia: “Não faltará príncipe de
Judá, nem chefe de seus músculos, até que venha aquele a quem está reservado, e ele será a
esperança das nações, amarrando seu jumentinho na sua videira e lavando sua roupa no sangue da
uva” (Gn 49,10-11).
Ouvindo essas palavras proféticas, os demônios disseram que Dioniso tinha sido filho de
Zeus, ensinaram que ele tinha inventado a vinha, introduziram o asno em seus mistérios e propagaram
que ele, depois de ter sido esquartejado, subiu ao céu.
Acontece, porém, que na profecia de Moisés
não aparecia com clareza se aquele que devia nascer seria Filho de Deus, nem se aquele que deveria
montar o jumentinho permaneceria na terra ou subiria ao céu. Por outro lado, o nome de jumentinho,
originariamente pode tanto significar a cria do asno como do cavalo. Assim, não sabendo se a
profecia deveria ser tomada como símbolo de sua vinda montado num jumentinho de asno ou num
potro de cavalo, nem se seria filho de Deus, como dis-semos, ou de homem, os demônios inventaram
que, Belerofonte, homem nascido de homens, subiu ao céu montado no cavalo Pégaso.
Como também
ouviram por outro profeta, Isaías, que haveria de nascer de uma virgem e que por sua própria virtude
subiria ao céu, adiantaram-se com a lenda de Perseu.
Pela mesma razão, conhecendo o que fora dito
dele nas profecias anteriormente citadas: “Forte como um gigante para percorrer seu caminho”,
inventaram um Hércules forte, que andava peregrinando por toda a terra.
Por fim, ao inteirarem-se
que estava profetizado que ele curaria todas as enfermidades e ressuscitaria mortos, nos trouxeram a
fábula de Asclépio.

Justino de Roma (Mártir) - I Ap. 54, 1- 10

Inserida por samuel_roberto_1

⁠"Contos e fábulas"
A lagarta
Historia infantil

Essa é uma historia doce e encantadora de uma lagarta chamada Margarida. Margarida morava em uma casinha debaixo do solo, ela usava raízes e folhinhas coloridas para enfeitar a sua casinha sempre que saia para passear.
A largarta Margarida gostava muito de descobrir terras fofas e explorar túneis.
Certo dia Margarida estava cavando o chão achou uma pedrinha de brilhante, ela resolveu adornar sua casinha, deixando-a mais bonita.
Margarida cresceu e sua casa se modificou tambem com muitos delicados detalhes. Margarida era muito exigente e inteligente, ela construiu uma biblioteca para conhecer culturas e histórias do mundo de fora. A lagarta passava a noite lendo aventuras de outras lagartas e assim ela pensava o que ela iria fazer quando se tornar uma linda e bela borboleta.

Um dia uma enchente inundou toda a casinha dela mas não demorou muito para a lagarta pensar em uma solução,ela pegou uma folhinha para fazer uma ponte pequena que ajudou a escorrer toda a agua para fora ... e horas depois sua casinha ficou seca.

Margarida ja estava cansada de ver sonhos se realizarem nos livros, colocou em pratica o plano de uma vida fora de sua casinha. A lagarta Margarida com muito entusiasmo cavou uma entrada mais espaçosa e cada vez mais ela sentia o calor do sol no solo, até que ela sentiu um vento e avistou um lindo e florido jardim.

Margarida se enrolou em uma folha e dormiu ,sonhou com o seu futuro feliz e grandes asas coloridas que voavam pelo céu . Quando ela acordou se viu em um casulo , e as poucos ela ia se desprendendo do casulo até que formou asas e ela finalmente se transformou em uma borboleta .

Margarida estava livre e voando no céu e do alto ela podia ver todos os insetos e assim Borboleta se tornou um simbolo de coragem para todos os outros insetos .

Autor: Fatima Gomes Cardoso De Andrade

Inserida por Artfati

⁠⁠Ninguém foi feito para ser uma fábula vazia e sem significado no cosmo. Algo parecido para ser apenas uma promessa, tampouco para ver a vida passar num recanto triste do seu coração.
Ninguém foi feito para a mentira e perambular em dias sem propósitos.
E tudo porque cada pessoa é um exemplar raro, tão singular que nunca é substituído.
Assim, tudo está permitido, se for para escolher, para definir-se na morada das virtudes.

Inserida por Paulocannizzaro

⁠Primeiros Batimentos
de um Corpo sem Vida

a fábula do sonâmbulo
desperto, pode significar
o que você quiser.

mas há uma questão,
que nunca é relativa:

existem sempre
duas versões
da história.

a primeira
é aquela que
o opressor conta

e a segunda
é a que ele oculta.

10/10/23

Inserida por michelfm

⁠"A GRANDE FÁBULA: A RAPOSA E A UVA", que se aplica ao nosso cotidiano e diz respeito ao nosso sofrimento em querer uma coisa que não está ao nosso alcance --- A RAPOSA, bicho esperto, passando embaixo de uma parreira de uva, olhou para cima e avistou muitos cachos ao ponto de DEGUSTA-LOS, deu o 1°, 2°,3°,4°....no 9° pulo, já exausta, olhou pra cima e disse; NÃO VALE A PENA, ESTÃO VERDES.
Quantas vezes insistimos com uma coisa que não é para nós. A melhor solução é DESISTIR E DIZER,-- NÃO VALE A PENA.

Inserida por Ademarborba46

⁠༺༻
Falam a vida em geral
Ser como uma fábula
Depois falam e falam
Até ao ponto final
Em que da sua própria
Muito tem a dizer
Tanto que vira história
No entanto a realidade
Tantas vezes é
Exactamente o que
Ninguém gosta de ter
Representado a sua
Vida própria sem a ter
Assim sendo protagonista
De uma saga da vida
☘︎
Vida que é saga
Ninguém a quer ter
Por tão triste ser
Até a coragem chegar
Agitando a emoção
Acordando o sentimento
Fazendo o mundo ver
Que quando a vida nos diz
Para o livro largar
Fechar e selar
A realidade existe então
Em outro formato chega
A vida que é real
Nela cabe o sorriso
O riso e gargalhada
E a lágrima também
☘︎
Classificar a vida
Será necessário assim
Com tanta garra
É tanto não saber
Que acabamos por perder
Tempo com algum sem noção
Para diferente não ser
Até lhe irei dizer
Que princesa não sou
Nem creio em encantos
Muito menos em príncipes
Risco a opção
De fábula então
Entre história e saga
E note que
Saga não é história
História não é saga
Muitos assumem
Igual ser a situação
Mas … O que cansa
Satura e massacra
Sua vida assim
Ninguém deseja então
Risquemos a saga
☘︎
Tenho que dizer
Que história é
No passado
No presente
O que realiza a vida
Um dia lá então
No futuro que some
Se história não existir
Na vida que é sua
Na vida que é minha
Na do mundo que vale
Toda a vida real assim
༺༻
ᴀɴᴀ ɪsᴀʙᴇʟ ʙᴜɢᴀʟʜᴏ☘︎
Tc.25032025/041

Inserida por Ana_Isabel_Bugalho


Fábula da liberdade

O pássaro livre, em um alvorecer de primavera, pousa sobre a gaiola do impetuoso canário da terra , que canta com intensidade. Quando seus olhares se cruzam, o dedicado cantor, repete aquela e outras melodias para aquela plateia única, singular, movimentando com orgulho a sua plumagem amarela. O jovem pássaro paralisa, deslumbrado com a beleza do cantor e com seu repertório encantado. Decide que precisa libertá-lo imediatamente, mas quando inicia sua tentativa, ouve o outro interromper o canto de forma brusca e gritar: - Pare! O que pensa que está fazendo? Não pode invadir meus aposentos só porque permiti que me assistisse cantar! Vai embora, pardalzinho feio e atrevido!
E o pardalzinho voou rápido para longe, entendendo que o conceito de felicidade é diferente e que a liberdade não interessa a todos. Naquele instante seu voo foi tão reflexivo, leve, alegre que nem deu tempo de ouvir o canário da Terra entoar uma melodia triste e desafinada, ao vê-lo partir.

Inserida por RosalbaSaraiva