Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade

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⁠O problema com essa promiscuidade social viciante
É que todo vício é uma droga.

⁠O medo

O que é o medo?

O medo e a projeção de nossas fraquezas ou fruto de uma ente criativa que foi capaz de criar imagens positivas e negativas
Como os sonhos e pesadelos
Segundo Freud são memórias ou Traumas que escapam do inconsciente para o consciente
Como eu disse projeções do que tememos
Numa criança são influências externas como o bicho papão!
Ela cria uma imagem monstruosa do bicho papão
Hoje em desenhos animados o bicho papão é o mocinho bom ou alguém que convive em uma espécie de sociedade(ficção)
Então o medo e o que projetamos seja por uma influência externa ou interna
No caso da pessoa madura e adulta são compromissos e responsabilidades trabalho família estes compromissos alimenta um medo o medo de errar de falhar além de criarmos a ideia de sucesso que ceia o medo da derrota de qualquer forma somos fitimas do medo
Aí vem os medos por influências externas
Além claro do medo de morrer ou ficar dependente do outro ou de um sistema falho ou ainda ser um Peso pra alguem(lembrando que ser um peso não justifica desistir de lutar)
O medo e assombroso depressivo é enfraquece qualquer pessoa em qualquer nível independentemente de sua classe social ou posição
Reagir aos nossos medos é o que nos torna capazes e nós fortalece
Além de nós conhecermos melhor e as experiências que adquirimos
Resistir e enfrentar nossos medos está é a motivação.

⁠Um homem inteligente é um homem predestinado a sofrer
O sofrer é inerente ao própria existência do ser
E o homem inteligente consegue ampliar esta percepção da vida o que o revela lacunas no mundo real que outros por ignorância não enxergam por cegueira
O homem inteligente reconhece e compreende estes conflitos pessoais e com o mundo
Este se torna mais sensível aos paradoxos da existência
Plantão garante que este é o homem que sai da caverna e Nietzsche o chama de Übermensch
Isto não tem relação com o ouro e a prata em si mas com a maior riqueza que um homem pode de fato garimpar ao longo da sua vida a sabedoria pelo conhecimento...


RUÍNAS


Caminho entre os restos do que um dia fui.
Não há mapa para quem precisa reaprender a existir.
O silêncio pesa, como se o mundo inteiro tivesse sido deixado sobre o meu peito.
Mesmo assim, algo pequeno insiste. Uma luz quase tímida entre as rachaduras da alma.
Ela não grita, não exige... Apenas lembra, paciente, que até as ruínas guardam espaço para um novo começo.


>•< IANI MELO

|Amar é Ser Presente|


Ser diferente não é ser indiferente.


Amar é ser inteiro — presente até na ausência.


Incluir não é limitar-se a falas que nada causam.


Ser diferente é ser igual na alma e no coração.


Amar é enxergar além da forma,
é tocar sem mãos, é ouvir sem som,
é traduzir silêncios com olhos atentos
e acolher o outro como extensão do dom.


É saber que a ausência também pode ser presença,
quando o coração permanece em vigília e afeto.


É entender que nem todo amor grita —
alguns apenas permanecem, serenos e discretos.


Amar é romper o cárcere do ego,
abrir portas para o improvável,
e descobrir que há beleza no que escapa ao padrão,
que há luz onde o mundo só vê sombra.


O amor verdadeiro não mede, não pesa, não rotula.


Ele aceita, respeita e dança conforme o compasso do outro.


Ele não exige que o diferente se molde,
mas se curva com ternura para caminhar junto.


Porque amar não é consertar,
é compartilhar.


Não é corrigir,
é compreender.


É saber que a alma não usa uniforme,
e o coração não tem manual de instruções.


É reconhecer a grandeza de quem caminha em silêncio,
mas carrega um universo inteiro nas mãos e dentro do coração!


Poeta Balsa Melo


#poetabalsamelo✍🏻


#causandocomamor


Arthur G. Melo

Procuro sentido nas palavras,
Dos livros, da fala e da vida.
Mas a vida não as dar.
Pouco ricos muitos pobres.
Miseráveis, famintos e doentes.
Procuro sentido na morte e na dor.
Sentido do nascer, viver e morrer.
A morte, um descanso.
No silencio uma tristeza.
De quem não fez grande e nem tão poucas obras.
Há um homem a quem não nos reverenciamos.
Por sua grandeza, seu amor e suas obras.
Obras que sois vós.
Homem perfeito aos olhos do criador,
e imperfeita a própria criatura.

Parede de vidro

Afasto,
De tudo que não desejo.
Escondo,
De tudo que não quero.
Odeio,
De tudo que não me agrada.

Os defeitos e os erros nunca são meus.

Deserto


Na travessia daquele deserto soturno,
uma jovem de alma pura
segurava minhas mãos.
No calor árido daquele deserto,
suas lágrimas matavam minha sede.
Quando o véu do mistério
se estendia pelo céu
e o frio tomava o mundo,
o abraço da jovem
era a fonte do meu calor.
No silêncio daquela travessia,
quando me perdi naquele deserto,
as miragens tomaram conta do meu ser.
Embebido em minha ignorância,
pintei meu tesouro
com os tons do medo.
Ele jamais voltará a ser o mesmo.
Agora atravessarei o deserto
lavando essa tinta
com as lágrimas
que minhas memórias produzem.

B*


Ela caminhava ao meu lado,
como minha sombra,
sempre a me acompanhar.
Na vergonha do olhar,
miserável eu fui
ao rejeitar
o tesouro que construí
naquele lugar.
Dormia e despertava,
e ela estava lá,
na madrugada,
insistindo em me visitar.
Que saudade
daquele espaço apertado,
onde o cheiro dela
permanecia presente,
sempre a me acalmar.
Despertava na manhã seguinte
apenas para ficar,
prolongando os instantes
antes de me levantar.
Cedo fazia
minhas refeições com ela,
e sua companhia
bastava para me alegrar.
Nossos dias eram curtos,
talvez por isso
tão difíceis de guardar.
Nunca tive tanta noção
de quanto sua ausência
viria me assombrar.

O meu mundo sem forma


Cada dia
meus desejos crescem
como raízes que racham a própria pedra
onde eu tento me firmar.
Ver o belo
e não poder tocá-lo
é aceitar, em silêncio,
uma ferida que ninguém pediu.
Não persigo o futuro.
Todo sonho que antecipo
parece roubar
o gosto do agora.
Então eu me abro.
Deixo o fluxo me atravessar
como o mar atravessa a areia
sem pedir licença.
Quero apenas isto:
ver.
Ser o olho que não prende,
o instante que não exige,
o homem que observa
e não se perde.

A borboleta escarlate


⁠Quando a conheci, era uma lagarta.
Rastejava pelo chão, insegura; os outros a olhavam com certo desprezo. Eu, porém, vi a mais pura beleza no sorriso daquela lagarta e fui arrebatado pelo amor.
Rastejei pelo mundo ao seu lado, admirando cada uma de suas formas. Entrelaçamo-nos em nosso casulo, um ninho de Vênus, onde o tempo parecia incapaz de nos alcançar.
Mas, à medida que Saturno fazia sua contagem, a lagarta transformou-se na mais bela borboleta que meus olhos já contemplaram. Toda metamorfose, porém, exige um preço.
Quando li o futuro em suas linhas, o porvir já me era conhecido. Ébrio de uma paixão egoísta, desejei aprisioná-la em um pote de vidro, para anestesiar meu sofrimento com sua formosura.
Contudo, suas asas ansiavam pelo mundo. Não nasceram para o vidro, mas para o vento.
Então, com o coração dilacerado, abri aquele pote e a deixei partir.
Desde então, ela percorre os céus com a leveza que sempre lhe pertenceu.
E quão lindo é o seu voo.

Acordar


Sinto-me a boiar
No mar do esquecimento.
Todos os dias passam
Como ponteiros apressados,
Relógios antecipando
O dia em que entrarei
Na morada do silêncio.
O sentido se esvaiu
Como purpurina ao vento.
Minha vontade
Foi tragada
Pelo espírito da dúvida.
Caminho em busca
De algo abstrato,
Para que meus anseios,
Lançados sobre a terra,
Não pereçam sem significado.

A ÁRVORE DA VIDA – UM POEMA
Eis que, antes das emanações serem emanadas
e das criaturas serem criadas,
a Luz Superior Simples preenchia toda a existência.
Não havia vazio,
nem ar vazio, nem vácuo.
Tudo estava preenchido
por essa Luz Simples, ilimitada.
Não havia cabeça nem fim,
mas tudo era Um:
Luz simples,
equilibrada, igual e uniforme.
E esta foi chamada
a Luz de Ein Sóf.
Quando, por Sua simples vontade,
surgiu o desejo de criar os mundos
e emanar as emanações,
para revelar a perfeição de Suas ações,
Seus nomes e Suas denominações,
— causa da criação dos mundos —
Então, Ein Sóf restringiu-Se a Si mesmo
em Seu ponto médio,
precisamente no centro.
A Luz foi contraída,
afastando-se para os lados
que circundam esse ponto.
E ali permaneceu
um espaço vazio:
ar vazio, vácuo,
no exato centro.
Essa restrição ocorreu igualmente ao redor,
de modo que o vazio
ficasse circundado de forma uniforme.
Após a contração, restou
um espaço oco e silencioso
no meio da Luz de Ein Sóf:
um lugar onde
Emanação, Criação, Formação e Ação
pudessem existir.
Então, da Luz de Ein Sóf,
uma única linha desceu do Alto
até esse espaço.
E por meio dessa linha,
Ele emanou, criou, formou e fez
todos os mundos.
Antes desses quatro mundos,
em Ein Sóf,
Ele e Seu Nome eram Um,
em união oculta e maravilhosa.
E mesmo nas proximidades mais íntimas,
não há força nem compreensão em Ein Sóf,
pois nenhuma mente criada pode alcançá-Lo.
Ele não possui lugar,
limite
ou nome.


-Isaac Luria

O silêncio do Real.


Havia um buscador inquieto,
que perguntava por que o sol nascia
e para que o vento soprava.
Sempre lhe respondiam:
“Assim quis Deus.”
E ele silenciava.


Mas numa noite, sob o véu do céu estrelado,
sentiu-se pequeno,
ferido por uma saudade sem nome.
Correu aos guias de sua alma,
e disseram-lhe:
“Te falta Deus.”


Então mergulhou nos livros,
e a crença que o sustentava
tornou-se peso insuportável.
Viajou por tradições,
bebeu de fontes diversas,
mas a sede não cessava.


E quando nada restou,
quando o vazio gritou mais alto que a fé,
ergueu os olhos novamente ao céu.
E viu:
aquela imensidão não estava fora,
mas dentro dele.


No silêncio, ouviu o Amado dizer:


“Antes que teu nome fosse sussurro,
Eu já te chamava.
Antes que teus olhos se abrissem,
Eu era tua luz.


Em tua primeira lágrima,
era Eu quem corria em teu rosto.
Deixei-te perdido
para que Me buscasses.
Dei-te sede
para que descobrisses:
a água sou Eu.


Cada dor em teu peito
era Meu chamado.
Cada dúvida,
era Minha presença oculta.


Eu te amei em silêncio
por eras incontáveis.


Agora que Me reconheces, ouve:
Nunca estive longe.
Foi apenas tua pele que te separou de Mim.


Volta para dentro.
Ali te espero,
onde o mundo não alcança,
onde teu ‘eu’ se dissolve,
e só o Amor permanece.”


- Aluízio (inspirado em Ibn Arabi).

Impermanência


Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.


Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.


Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.


Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.

O mau tradutor


Com o coração renovado, busquei expressar a verdade através de meus lábios.
Mas minhas palavras soaram como desculpas vulgares, erguidas apenas para esconder a chaga que trago no peito.
Andei manco por estradas escuras, anunciando aquilo que meu coração sussurrava. Pelo visto, jamais fui um bom tradutor.
Acreditei que minha luz fosse como a da vela que eu carregava: capaz de acender milhares de outras sem perder o próprio brilho.
Mas a vela foi afogada num mar de mentiras.
Agora caminho sem sua chama. Tropeço entre os destroços de um palácio outrora belo, que hoje abriga apenas o silêncio dos funerais.
Suas paredes são feitas das cinzas de um incêndio que insiste em morrer, embora seu calor já não seja suficiente para iluminar o caminho de ninguém.

Desilusão


Ó realidade,
que me toca
e fere minha carne.


Através dos reflexos da água,
vejo histórias se formarem:
contos do passado
que, outrora preciosos,
tornaram-se fardos
para o presente.


Águas turvas.
Silêncio mórbido.


Quisera eu
adormecer no abraço da ignorância,
para que a realidade
não me revelasse
que a joia mais bela
transformou-se
numa sórdida bijuteria.


E o que antes eu chamava de tesouro
era apenas o brilho breve
de um metal sem valor,
capaz de enganar os olhos,
mas jamais o tempo.


Hoje, ao tocar essa falsa riqueza,
meus dedos não encontram ouro,
apenas o frio
de uma ilusão desfeita.

O Amado


Estive perdido,
à procura de mim mesmo.


Embebido em ignorância,
busquei-Te
fora de mim.


Por ingenuidade,
acreditei que o amor
fosse algo a ser recebido.


Depositei meu afeto
em coisas efêmeras,
temendo a fragilidade
que as cercava.


Então contemplei,
com meus próprios olhos,
a Beleza verdadeira.


Não aquela
que se revela
nas curvas de outro corpo,


nem a que repousa
em paisagens extraordinárias,


mas aquela
pela qual
o Amado
contempla a Si mesmo
através de mim.

Amor


Línguas ousam definir-te
como um sentimento.


Eu, intrigado,
pus-me a conhecer-te.


Percebi, então,
que esse amor
de que tanto falavam
era apenas o fogo
de uma chama
de pavio frouxo.


O que resta do amor
quando é consumido
pela chama do desejo?


Essa luz projetada,
ilusória,
que simula
um tênue conforto,
já não satisfaz
o coração de um sábio.


Amor,
assim te chamo.


Recolhe os fragmentos
que ficaram pelo chão.


Vulgarizado
pela língua humana,
esqueceram
que foste
a consciência
de uma construção
que transcende
a vaidade.


Não há confusão.
Não há para onde fugir.


Para ser amado,
basta permitir
que o Amor
bata à porta.


Lança-te
na incerteza.


Jamais me senti
tão livre
quanto ao tornar-me
escravo
d'Aquele que transborda.


O Amor
que me acolhe,
não por quem fui,
nem por quem sou,
mas por aquele
que ainda serei.

Luto pelo amanhecer


No crepúsculo de minhas dores,
encaro os meus adversários.


Eles são um:
eu mesmo,
fragmentado
em inúmeras faces.


Cada uma
me põe à prova
diante de minhas escolhas.


Vejo a taça
verter seu conteúdo,
enquanto murmúrios
vestidos de certeza
ecoam verdades
que jamais foram absolutas.


Na contagem
de novos dias,
cada batalha
renasce com o sol.


Há lutas
que perco.


Há guerras
das quais saio
vitorioso
de mim mesmo.


Um guerreiro
não precisa
empunhar a espada
todos os dias.


Quando o brilho
do sol nascente
não alcança meus olhos,


resta-me enfrentar
o único inimigo
que verdadeiramente persiste:


a falta de clareza
que meu coração
teima em revelar.