Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Além das montanhas
Na savana que vai além do horizonte,
Existem montanhas rios e vales,
Penhascos de pura pedra,
Que nem se escalando conseguem chegar neles,
Mas sei,
Do outro lado desse imenso morro alto,
Há um paraíso me esperando,
Vou dar a volta,
Mesmo que eu passe dias para chegar,
Lá,
Vou fazer tudo diferente,
Vou andar vou caminhar,
Vou dormir beijando a lua,
E vou olhar para o Sol,
E nele me contemplar,
Vivi anos por viver,
Estava preso trancafiado,
Não sei de fato o que eu fiz,
Para tudo isso merecer,
Ainda creio,
Que tudo vai mudar,
Não sei o dia certo,
Mas sei que esses sonhos,
Eu irei realizar.....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Anda logo filho, tenha paciência!
Pois a paciência é uma virtude que não tenho e quero que você me supere.
Há dias em que precisamos está atentos, para não deixarmos destroços para trás... Sim, é necessário ter certo cuidado, porque mesmo despedaçados, ainda precisamos de nós. Afinal, juntar cada um desses pedaços, fazer remendos, bater a poeira, colocar o sorriso no rosto e seguir, ainda é a melhor opção.
Quando eu agir contigo; não pense,
apenas sinta; deixe que eu te fale
te fazendo sentir; se der saudades,
volte pelo mesmo caminho, sem
precisar fazer ninho.
Vida que finda
Hoje estive chorosa
Meus olhos ficaram úmidos
Enquanto olhava para o céu
Ele estava tão azul
Tão calmo, sereno
Agradeci pela graça da vida
Mas senti profundamente
Por aquela vida que logo se vai.
Devaneios em mim
É certo que tentei falar,
tentei falar com a lua,
mas ela, tão longe,
... pôde ouvir não.
Tentei alcançar uma estrela,
dessas que vivem ainda,
mas ela, tão longe,
... pôde ouvir não.
Tentei acompanhar o riacho,
mas tanto ele corria...
que não pôde ouvir não.
Tentei falar ao passarinho,
mas ele tanto cantava,
que não pôde ouvir não.
Então falei para mim,
falei, ouvi e parei...
então percebi, senti
sorri... estou aqui.
Astúcia
Ela chegou sorrateira
De repente, eu sofri
E quando pensou
Que havia vencido
Eu a peguei...
Dei-lhe um beijo
Ela sorriu...
E o que era tristeza
Passarinho virou.
Planos
Dizem que fazer planos é bobagem
Que é bom deixar rolar
Porém, o bom mesmo é nos enrolar no plano
Mergulhar de cabeça no que planejamos
E sugar até a última gota de satisfação.
BMelo✍️
“A literatura é a voz de muitos. A forma de gritar para o mundo suas ideias com o poder das palavras’’
"Eu alimento a
minha mente,
e minhas mãos traduzem
em pinturas a essência do aprendizado que
floresce em mim"
Meus traços dançaram
enquanto a vela queimava...
Vida ao esboço concediam,
antes que a chama se apagasse
e a noite silenciasse.
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
Houve um tempo em que o mal era tão grande que beirava a desumanidade.
Onde os seres humanos escravizavam outros seres humanos por ganância, arrogância e dominação.
Sua crueldade era tão grande que era capaz de destruir outros em busca de lucro e, em sua arrogância gananciosa, eles os submetiam a trabalhos desumanos sob a lei da injustiça e da imoralidade, sem qualquer ética.
Enriquecendo seu tesouro desonesto à custa de suor e sangue inocente, à luz do mal, este ser maligno se afirmava superior e, em suas festas luxuosas, era intitulado nobre em uma classe de nobreza onde uma nobreza infame e assassina competia entre seus cúmplices.
Um tempo de devassidão e imoralidade sem qualquer refinamento de humanidade.
Esmagando e explorando cruelmente outros seres humanos, eles eram submetidos à dor da tortura, punições, trabalho forçado e desumano, onde suas filhas e esposas eram estupradas, seus filhos maltratados e trabalhavam até tarde.
e homens exaustos viam em seus idosos pessoas morrerem de exaustão.
Um tempo em que nem Deus nem lei e justiça existiam
No tempo da escravidão.
Cativeiro
A vida é efêmera.
E o que deixamos para trás é o impacto que nossas atitudes e atos significativos de momentos que vivenciamos na parte finita da vida causam nas memórias daqueles que virão depois de nós...
As marcas que me causaram
Os problemas que eu enfrentei
As rosas despedaçadas
E o dia em que eu me afoguei
Em tuas águas eu fui renovado
Mesmo sem uma "cerimônia"
A minha alma que estava em sufoco
Foi protegida pelas tuas ondas
A "montanha" toda estremecida
Naqueles dias de profundeza
Acordei com o sol em minha pele
Respirando a tua natureza
Um novo dia amanhece
E novamente me encontro aqui
Perambulei pela madrugada
Por não conseguir dormir
Vejo o passado mais perto
Repleto de arrependimento
O coração apertado
Sofro porquê estou vivendo
Os dias são todos iguais
Somente os jogos para me distrair
Lá eu tenho uma nova vida
Diferente do que eu vivo aqui
Pensamentos negativos na mente
Que podem quem sabe livrar
Eu quero dormir essa tarde
E nunca mais acordar
A gente não cansa de agradecer.
Porque ser capaz de enxergar as bênçãos divinas em meio a tanta dificuldade, também é um testemunho de Fé...
A boca da noite
Na boca da noite, ao entardecer,
As cigarras começaram a cantar,
E o vendo soprava sem para.
Naquela cidade calma e vasta,
o silêncio tomava conta de lá,
E no céu uma grande Lua,
Que iluminava as noites de lá.
