Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Lei de causa e efeito.
Esta lei não é tão simples assim. Pois a menos que se creia na doutrina da palingenesia, como explicar o fato de uma pessoa que nunca estuprou, ser estuprada?
Nunca matou, e morrer assassinada?
Ter vivido uma vida de paz, e sofrer as mais incalculáveis violências e truculências?!
Os gregos acreditavam na doutrina da transmigração. Os hindus creem, os budistas e até os ensinamentos do Zohar falam sobre a METEMPSICOSE.
Já a filosofia bíblica judaico-cristã pura e simples, não crê dessa forma.
Uma vez que, em aos hebreus, Paulo diz que ao homem está ordenado MORRER UMA SÓ VEZ, vindo após disso o juízo!
Então, percebe-se claramente que os ensinamentos sagrados de cunho bíblico, não acreditam nesta doutrina.
De qualquer forma, em respeito aos irmãos hindus, taoistas, budistas, gregos (antigos), Egípcios ( antigos), adeptos da cabala e etc, a meu ver, seria inconveniente alguém pagar numa vida, o que nem sabe que havia cometido na outra, como uma forma de purificação.
Acho apropriado responsabilizarmo-nos pelos nossos próprios atos e atitudes, ao invés de culpar uma suposta vida pretérita.
Se bem que isto daria azo pra se dizer que pagamos pela queda de Adão.
Sim, é verdade, segundo os ensinamentos bíblicos - vetero-neotestamentários.
Mas Não é Adão quem paga sucessivamente e em várias vidas, como em nossa. É cada um que paga por uma transmissão de uma maldição que nos fora passada pela queda original do homem. ( há meios de se evitar essa maldição)
De qualquer forma, ninguém paga pelo que Adão cometeu, embora sintamos a consequência disso.
Pagamos pelo que cometemos.
Então voltando ao assunto central, como explicar causa e efeito para quem nunca se quer roubou e foi roubado?
Nunca prejudicou ninguém e não goza de perfeita saúde?
Você já deve ter visto pessoas ruins, gozarem de plena saúde e viverem bem.
Bem, acredito que nem sempre o efeito é cometido pela mesma causa.
Mas de uma coisa estou certo, segundo a mesma BÍBLIA: "o justo SOFRE".
O preço da "bondade"
Existe um pensamento no livro cristão interessante:
O amor seja não fingido. [Aborrecei] o mal e apegai-vos ao bem. Romanos 12:9 (grifo meu)
[Aborrecei o mal ]
Este verbo que aparece - ABORRECER -, remete-me a uma profundidade de pensamento que me faz ver o grau ou risco que sofre, alguém que ABORRECE o mal, evidentemente com seu arqui-inimigo - O BEM.
Ora, o que é "aborrecer"?
Desagradar, chatear, irritar, molestar e etc.
Já experimentou ABORRECER uma pessoa que faz o bem? Quando esta se sente chateada, molestada ou ABORRECIDA, saindo de seu limite de razão, qual não é sua atitude , senão a de sair de seu estado de "graça" a entrar num estado de ira ou até ÓDIO, a ponto de se tornar irreconhecível? Falamos de uma pessoa - BOA.
Portanto será de sua natureza o bem estar, causado pela bondade que recebe ou que pratica - já que é "BOA" . Mas, sendo provocada sem justa causa, se descontrolará e tornar-se-á - como dito - IRRECONHECÍVEL.
Imaginemos agora ABORRECERMOS O MAL - COM O BEM? Se se molestar o bem, o tornamos - à luz da justiça (em seu direito) - irado e transtornado, quanto mais se se molestar o mal, com o bem - seu principal inimigo.
Imagine uma pessoa justa, tomando um tapa na face, sem motivo, como não ficaria, o que não poderia fazer como resposta em sua defesa ( tendo este DIREITO)?
Imagine o mal sendo golpeado na face com o punho do bem? Imagine o que o mal não fará, como retaliação por se sentir ofendido? Aborrecer o mal com o bem, nada mais é que afrontá-lo; dar nele, um belo tapa em sua "face". Já que TODA bondade praticada - a justiça, a ética -, é sua "mortal" afronta, porque contra a sua natureza é.
É assim o quadro que descrevo: a de um ser maldoso completamente irado porque está sendo afrontado e ABORRECIDO por um ser do bem. O bem, neste caso, já é a própria afronta. Agora pergunto: até aonde iria o mal, para se vingar de uma "afronta"? Como se percebe: este é o preço da bondade...
19 de julho de 2013
[Critério de julgamento de oportunidade de acordo com a avaliação divina.]
Você já deve ter se perguntado o porquê uns teriam "mais" oportunidade de vida, do que outros.
E por que uns têm mais livramentos de mortes e acidentes do que outros e etc.
Por exemplo: Regina Kay Walters, morta aos 14 anos pelo psicopata Robert Ben Rhoades, que, tirava fotos de suas vítimas momentos antes de matá-las.
Pois bem. A senhorita Regina, tivera apenas 14 anos de vida.
Já o psicopata, por exemplo, que a assassinou, está com 71 anos e VIVO, cumprindo a pena de prisão perpétua, nos Estados Unidos.
Pergunto-me quantos livramentos de morte, Deus deu para ele, ao auge de seus 71 anos.
Mas para Regina, apenas 14 anos de vida e, aos 14, nenhuma outra oportunidade a mais, além da que tivera antes de seu óbito.
Nossa avaliação, se baseia no critério de tempo - apenas.
Mas se de fato fosse apenas o tempo, Deus seria injusto por fazer acepções de pessoas, escolhendo aleatoriamente, dar mais tempo a alguns e menos tempo a outros. (Não me parece uma boa avaliação, um Deus tão complacente e benevolente escolher ditatorialmente dar mais ou menos tempo a alguém, apenas com base em seu querer - embora seja Deus).
Mas darei um curto exemplo, a fim de auxiliar o raciocínio que quero dizer. Podemos pegar um monte de algodão, querendo ter UM quilo dele e, querer obter o mesmo peso de ferro. Ou seja, eu quero tanto UM quilo de um, como UM quilo do outro.
Obviamente eu deverei ter mais volume de algodão para chegar à mesma proporção de peso do ferro.
Do ferro, poderei ter UM quilo apenas com uma barra - menos volume. Mas para eu ter UM quilo de algodão, deverei ter muito mais volume que o volume que terei de ferro, para chegar a UM quilo.
Porém, embora haja uma diferença enorme de volumes, quero obter um RESULTADO IGUAL - 1KG.
Quem não conhece proporção de volume, pela lei da física, ao avistar de longe um monte de algodão, e ver apenas uma barra de ferro, deverá achar que há mais peso em um do que no outro. Embora evidentemente, haja mais algodão. Porém o peso é equivalente!!!
Assim, é o critério de avaliação de Deus e a dos homens, por exemplo.
A quantidade de idade de um, não necessariamente quer dizer que haja mais "peso" do que na vida de um outro indivíduo, com menos idade.
Deus avalia cada indivíduo, de acordo com o critério de sua própria constituição natural. (Da do indivíduo).
Envolvidos nessa avaliação, quero dizer, as constituições do espírito, da alma e do corpo.
Cada um, recebe uma medida de tempo, e de oportunidade, de acordo com a distribuição que a natureza lhe conferiu. Estas atribuições, são extremamente compatíveis com seu tempo de vida e com as suas constituições naturais.
No final, equivalendo-se entre si - de indivíduo para individuo; (Conforme os volumes do algodão e do ferro, e seu resultado FINAL, que seria um peso equivalente).
Deus seria injusto se desse mais tempo a uns do que a outros, porque ninguém é mais ou menos humano em si, do que o outro. Embora haja caráter e personalidade e caráter e personalidade.
Todavia, caso ocorra tal fato de modo excepcional, Deus jamais permitirá advir um mal sobre um BOM individuo, caso, desse mal, não resulte um BEM MAIOR. Como nos faz crer o sábio Sócrates, em uma das obras de Platão: "tanto aqui ou no além".
(12.07.2016 . 12:30 h )
Assumindo a responsabilidade.
Por que eu gosto da bíblia?
Porque dentre os vastos motivos que eu encontraria para falar, acho-a literalmente transparente, límpida e acima de tudo responsável.
Não entrarei nos detalhes para provar sua autenticidade; pois fica sob o alvedrio de cada qual, crer no que achar que deve crer - o pensamento é livre.
Mas acho interessante o impacto que sua transparência causa em pessoas que nela não acredita ou não acham Deus um ser responsável.
É como uma pessoa que comete um "erro" e, todos já vêm armados para aponta-la, esperando que ela negue. Mas diante da surpresa de uma afirmação tranquila, simplesmente não conseguem ter reação.
Assim é Deus. Aliás muito mais pois, pela própria palavra sua, assume o que se passa com os homens TRANQUILAMENTE e sem se importar com as acusações.
Por exemplo, "debati" levemente, com um cidadão chamado ...Magalhães, e tentei de certa forma mostrar que ele errou e errou feio, ao dizer que Deus, apenas leva a culpa por coisas boas que faz, e jamais se atribuem a ele coisas Más. Mas penso que o fato de eu mostrar que não apenas se atribuem coisas ruins a ele, como a própria bíblia diz que ele assume o mal que aqui, pode ocorrer, o fez fingir ignorar minha postação DIRETAMENTE A ELE.
Vejamos, a nível de informação e curiosidade apenas, o que ele disse, e minha réplica a ele:
[... Magalhães]:
Engraçado como Deus leva o crédito do que é bom. Mas as coisas ruins ninguém joga a culpa nele também. Como Deus explica a fome das crianças inocentes da África? As inúmeras doenças? não só lá mas no mundo inteiro, talvez ai na sua cidade. Se Deus existe ele é um cara injusto, e será ele quem terá que implorar pelo meu perdão!
[Eu]:
[Rhomário] Magalhães. A própria bíblia atribui a Deus, certos males. Aliás indiretamente, poderíamos até atribuir-lhe TODO o mal, uma vez que escolhe PERMITI-LO sobre quem quer que seja.
Mas voltando à própria bíblia, o livro mais lido do mundo e de cunho extremamente “religioso”, vejamos um trecho onde exarado está, que a Deus, é atribuído um mal.
Quem não se lembra de Jó? E quem não se lembra do que dele, está registrado na chamada bíblia?
Vejamos: “Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro”.
Jó 42:11
Reitere-se: [ e o consolaram acerca de TODO O MAL que o SENHOR lhe havia enviado] ;)
Ora, de um Deus que assume a responsabilidade de um mal que ENVIOU a um servo seu, SEU!!! como dizer que a ele nunca se atribuem coisas ruins?
Agora aqui o negócio fica interessante: se a própria bíblia nos revela a bondade de Deus, em exaustivos textos, qual será o recado que Deus quer nos transmitir, em dizer explicitamente que pode permitir males afligirem seus próprios servos e a humanidade, portanto?
Será que eu não deveria tentar ao menos conhece-lo, para que assim então eu possa ter noção de um JUSTO julgamento?
Deus é misterioso, e se se fala de "mistério", vociferou Shakespeare: "Há mais mistérios... do que possa imaginar a nossa vá filosofia".
6 de julho de 2014
