Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade

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Nada é por acaso e quem casa tudo é um por um caso de amor.

O acaso




Caneta, papel, café e uma vela acesa sobre a mesa,


depois da explosão sobraram alguns estilhaços, pedaços de você estão espalhados entre as linhas,


a uma voz que já não ouso ouvir, não por medo mas por saber os efeitos colaterais da colisão causada,


os desejos não podem sufocar as esperanças, não podem ser mais fortes do que a sabedoria encontrada no silêncio,


atravessar um iceberg com a tocha acesa não foi um feito, foi uma versão do meu futuro encarando a realidade sem desistir,


e caso aconteça o acaso de eu encontrar um novo amor por um acaso, estarei vibrante na mesma órbita de enfrentamento dos olhares e sentimentos.

O momento foi breve,


O acaso foi longe,


Um pouco ainda carrego.

⁠Acaso e Ocaso


O ocaso é um caso previsto
que carrega o imprevisto.
Ele acompanha a gente
como o desejo
que de repente,
sem que se perceba
ele vem, e senta-se
ao lado da gente.

quando o acaso decidir

Talvez o mais estranho entre duas pessoas não seja aquilo que aconteceu.

É aquilo que continua acontecendo depois.

Uma foto qualquer pode carregar uma história inteira. Uma pessoa pode aparecer ao lado de outra, sorrindo, sem intenção nenhuma além daquele instante, e ainda assim atravessar uma tela e parar justamente onde não deveria. Em algum lugar, alguém vê. Reconhece. Sente alguma coisa que talvez nem queira admitir. E responde de um jeito pequeno, quase casual, como quem tenta esconder o tamanho daquilo numa frase.

Engraçado como algumas pessoas ainda conseguem fazer isso.

Mesmo longe.
Mesmo depois de tudo.
Mesmo quando já não existe mais motivo para prestar atenção.

Talvez porque certas histórias nunca tenham aprendido a terminar direito.

Elas só mudam de lugar.

Saem das conversas e vão parar nas músicas. Saem dos encontros e aparecem numa foto. Saem da rotina e, de vez em quando, voltam pela boca de alguém que nem fazia parte da história.

E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tão familiares mesmo quando estão vivendo uma vida completamente diferente da nossa.

Como se existisse uma versão do mundo em que as coisas tivessem acontecido um pouco diferente.

Um segundo a mais.
Uma escolha a menos.
Um medo que não tivesse vencido.
Uma mensagem enviada na hora certa.
Uma porta que alguém tivesse decidido não fechar.

Nesse mundo, talvez fosse simples.

Talvez vocês se encontrassem sem precisar fingir que não estavam procurando um ao outro.

Talvez não existisse esse cuidado exagerado com o que sentir, com quem vê, com quem sabe, com quem aparece numa foto ao lado de quem.

Mas aqui é diferente.

Aqui vocês aprenderam a conviver com a estranha habilidade de ainda significarem alguma coisa sem precisar dizer exatamente o quê.

E talvez você nunca descubra se aquela reação foi ciúme, saudade, curiosidade ou apenas aquele pequeno incômodo que aparece quando alguém percebe que a pessoa que um dia ocupou um lugar importante continua existindo muito bem sem pedir licença.

Talvez nem ela saiba.

E tudo bem.

Porque existem sentimentos que não precisam de nome para serem verdadeiros.

Às vezes basta uma foto.

Uma amiga em comum.

Uma mensagem atravessada.

Um “não” disfarçado de brincadeira.

E pronto.

O passado abre os olhos por alguns segundos.

Depois volta a dormir.

Eu gosto de pensar que, se realmente existe outra vida, talvez ela não seja uma segunda chance.

Talvez seja apenas um lugar onde certas pessoas conseguem se encontrar sem carregar tudo aquilo que carregaram nessa.

Sem orgulho.
Sem medo.
Sem a necessidade de parecer indiferente.
Sem precisar transformar sentimento em silêncio só porque ninguém sabe muito bem o que fazer com ele.

E talvez, nessa outra vida, quando alguém mandar uma foto dizendo “olha com quem eu estou”, a outra pessoa não precise fingir que não se importou.

Talvez ela apenas sorria.

Porque, no fundo, algumas pessoas não desaparecem.

Elas só deixam de ser presença e passam a ser possibilidade.

E existe uma diferença enorme entre esquecer alguém e aprender a viver sem essa pessoa.

Acho que é isso que ainda me intriga em nós.

Não saber se foi uma história que terminou…

ou apenas uma história que chegou cedo demais.

Talvez em outra vida a gente descubra.

Ou talvez não.

Mas, se algum dia você ler isso e sentir que tem alguma coisa familiar demais nessas palavras, talvez seja porque certas histórias têm esse problema:

mesmo quando ninguém fala o nome,

elas sabem exatamente de quem estão falando.

Nada acontece por acaso. Com o tempo, a clareza chega e as feridas cicatrizam!

Se houvesse um temor reverente nas portas da maioria das igrejas, ele diria: 'Acaso ignorais que o culto não é sobre vossa satisfação, mas sobre a infinita glória dEle?

"Não há acaso: tudo é sintonia do universo para o nosso existir. O que for destinado a você chegará com leveza; o uso da força apenas afasta aquilo que não lhe cabe."

Hoje senti uma forte lembrança sua...
Amada que tanto amei...


No acaso do trabalho, uma linda moça me apareceu ao corredor do mercado...
Havia nela às curvas dos teus olhos, Havia também o mesmo sorriso seu bondoso pairando sobre o livre arbítrio daquele lugar...


Eu lembrei de tudo...
Lembrei de quando me enchi de alegria ao chegar do trabalho e ao te ver longe, me atirei correndo ao teu encontro...
Era tanto amor sem reconhecimento...


Lembro de quando só queria ficar ao seu lado, mas tal presença minha era em vão aos teus olhos...


Certo dia segurei firme sua mão e você não entendia, mas sentia profundamente o seu valor, E não te toquei nem forcei beijar, mesmo sozinho sobre aquele lugar, mesmo eu e você... Somente tive ousadia em lhe pedir um abraço...


Você para mim era tão valiosa que desejei manter tal integridade intocável...


Eu do outro lado segurando um mundo com às mãos e enxergando alguém que jamais irei encontrar novamente...


Erros meus me acompanham para onde vou...
Deves me odiar, me esquecer...


Não te desejei por ser egoísta, não te desejei por idealizar, eu fiz de tudo, porque sabia que seria impossível encontrar outra igual você em meio uma geração jogada ao desatino como está...


Lembro-me de sua voz doce, dás vezes que me preocupei e tu não ouviu, era dolorido...
Dói escrever e lembrar disso, mas foi bonito meu amor e ainda é...


Eu sempre estive lá e estou aqui, Mas eu segui...
Às vezes encontro pedras ao meu caminho, sinto medo de amar; me entreguei a dúvida depois que perdi esperança em ser feliz...


Já ando vazio, mas quando me lembro de quando era cheio, isso dói... dói tanto...


Eu fico longe, mas desejo que viva, sorria, tenha família e filhos...


Eu não tive tudo que você teve... Eu só tentei e depois desisti de tentar...


Eu te amei da maneira mais louca possível...
Mas também me matei da maneira mais dolorosa...
Eu perdi o senso de amar...


Mas se voltasse aqueles dias, ainda apertaria sua mão, e ouvira sua voz, mesmo sabendo do final...


Amar foi bonito; foi bonito ver em alguém às qualidades que sempre desejei em uma mulher...


Rosas são bonitas... Mesmo com dor, os espinhos fazem parte da flor.


S[...]

O sucesso não acontece por acaso; ele é resultado da disciplina aplicada todos os dias.

Tudo ou nada , bem ou mal, ódio ou amor, sorte ou azar, por acaso muitas coisas ou nada acontece, pode ser um vazio do próprio acaso.

Certos momentos não acontecem ao acaso.
Certos momentos incertos que seja
Aproximam e mostram destinos
Que na realidade mudam emoções
Fazem percorrer nosso sangue
Num fluxo que leva ao coração
Uma força capaz de grande impacto.
Certos momentos se tornam eternos!

JOÃO BATISTA BARBOSA

“Quando um bebê encontra o olhar de alguém verdadeiramente bom, não é acaso — é revelação: o sorriso nasce sem permissão, o olhar se prende como quem encontrou abrigo, e a inocência reconhece a pureza antes mesmo que o mundo aprenda a pronunciá-la.”⁠

Geometria do Encontro

Eu não contava os dias por horas,
mas por versos que o acaso não leu.
Havia um deserto onde hoje repousa
o mapa de um tempo que ainda nem nasceu.

Chegaste como quem não pede licença
à casa vazia que o silêncio alugou,
e a parede fria, na tua presença,
aprendeu o calor que a cor não pintou.

Dizem que rio se forma gota a gota,
que o carvalho não brota do chão de manhã,
mas o mar que me invade a garganta e a rota
veio inteiro, de sal e de espuma, de ti, de manhã.

E não é sobre os meses que somamos à mesa,
nem sobre os calendários que a pressa riscou.
É sobre a tua voz sendo a estranha certeza
de que o "sempre" é um lugar, não um tempo que voou.

Cada passo contigo desenha um caminho
que a minha sede de ti faz de novo nascer.
Antes de ti, eu morava sozinho
no avesso do mundo, com medo de viver.

Agora, teu riso é a fechadura
de uma porta que eu nunca soube que havia.
E se a vida me der essa imensa aventura,
quero mais do teu lado, ir mais fundo, mais um dia.

Não me perguntes o "quando", pois o relógio
desaprendeu a correr quando te viu passar.
Ficou preso no instante em que o teu relógio
resolveu, sem saber, me ensinar a ficar.

Pouco tempo no mundo, imenso no peito.
Raiz que se alastra num chão recém-feito.
É que a beleza de estar onde estás
não se mede em segundos, se mede em ficar.

E eu fico. E eu volto. E eu me perco e me encontro.
E quanto mais fico, mais quero morar
nesse azul que teus olhos desenham no encontro
entre o que sou e o que quero ser: o teu lar.

A vida não floresce por acaso, mas pela coragem consciente de recomeçar diante o inevitável.

Acaso


Talvez tenha sido acaso...


Você cruzar meu caminho,
justamente quando eu não procurava ninguém.


Talvez tenha sido apenas coincidência
o instante, o lugar, o momento...


Mas algumas coincidências
são difíceis demais de chamar de acaso.


Porque, depois de você,
alguma coisa mudou em mim.


Como se a vida, por um breve instante,
tivesse colocado tudo no lugar
só para que nossos caminhos se encontrassem.


E desde então,
quando penso em destino,
não imagino caminhos, estrelas
ou lugares distantes.


Imagino você.


Talvez tenha sido acaso...


Mas, se foi,
foi o acaso mais bonito
que a vida poderia ter me dado.

⁠Conheceram-se por acaso
Olhar no olhar
Acompanhando o deslizar
da dama pelo salão
Como por magnetismo
sentiram forte atração
Após alguns encontros
ficou bem nítida a certeza
De que que juntos seguiriam
Olhando na mesma direçao
São seres que se completam
não como duas metades
Mas como pessoas inteiras
que buscam o equilíbrio
mesmo sendo tão diferentes .

Editelima 60
Junho/2024

"Mais um dia se revela e não é por acaso que o chamamos de 'presente'. Que possamos desatar seus laços com calma e contemplar o mistério que nele se resguarda."

Deixemos o acaso decidir nosso futuro e não precisaremos reclamar do insucesso.
(...)
Afinal não nos esforçamos por nada mesmo.

O Acaso


Nos conhecemos por acaso.
Ou pelo menos
foi assim que chamamos
aquilo que jamais conseguimos explicar.


Havia algo no ar.
A natureza parecia conversar conosco,
as folhas dançavam com o vento,
e a paz reinava
como se o tempo
tivesse escolhido repousar ali.


Foi um daqueles instantes
que não pedem sentido,
porque a beleza
nunca precisou de explicação.


É difícil compreender
as maluquices
que o universo insiste em nos preparar.
Mas talvez
essa seja a graça da vida:
não entender absolutamente nada,
e ainda assim,
aceitar o convite
para viver.


Porque alguns encontros
não acontecem para serem decifrados.
Acontecem apenas
para lembrar
que o acaso,
às vezes,
é o jeito mais bonito
que o destino encontra
de escrever uma história.


Talvez
o universo já soubesse
o que nós ainda desconhecíamos.


Talvez
cada folha que dançava,
cada sopro de vento
e cada raio de sol
fossem apenas testemunhas
de um encontro
que já existia
muito antes de nós.


Há momentos
que chegam sem pedir licença
e permanecem
mesmo quando o tempo passa.


Não porque entendemos
o motivo de terem acontecido,
mas porque a alma
reconhece aquilo
que a razão jamais será capaz de explicar.


E, no fim,
talvez o acaso
seja apenas o nome
que damos aos encontros
que o coração
sempre soube
que aconteceriam.