Excesso
" Quando tá CALOR, tá calor demais, quando tá FRIO, tá frio demais, tudo em excesso, mas DINHEIRO em excesso que é bom NADA!!!
—By Coelhinha
Estamos vivendo o excesso da materialidade distorcida.
O que vale é o corpo.
Somos o corpo, e os valores do corpo imperam soberanos.
Portanto, o estado do nosso corpo dá a qualidade da nossa identidade.
Vivo acreditando em dias melhores
uns me surpreendem pelo excesso
outros pela negação
aos momentos vividos
entregues com amor
a vida acontece
como numa tarde de sol
“” Você sabe que entre nós não pode haver excessos
Precisamos de equilíbrio
Nosso amor é uma musica perfeita, clara e linda.
Você sabe onde me encontrar, ainda que eu me sinta perdido
Pois é assim que sou sem você. Naufrago em meu próprio mar
Mas haverá de um dia sermos um,
Não conjunção de duas metades,
Mas num inteiro a se encontrar
E se não foi passado,
Nem presente...
Um dia será...””
Uns vão morrendo pelo excesso de prazeres, outros pela falta do mínimo destes. Lembro apenas, têm gente que sente prazeres no mal, ou até mesmo, por aquilo que chega a fazer a si muito mal, como também há quem tenha tudo de bom e sente-se como se nada tivesse. É na contradição entre bom e ruim, bem e mal, ou mesmo no entender os prazeres, que se vê as diferenças entre quem vive e quem se mata.
É melhor errar por excesso de misericórdia do que por excesso de severidade. Queres te tornar um santo? Sê rigoroso contigo, mas gentil com os outros.
Nem excesso de sensibilidade que nos faça abandonar a razão, nem excesso de razão que nos faça abandonar o romantismo.
O excesso de ocupação com as coisas da terra rouba o tempo para buscarmos as coisas do céu (Lucas 10.40-42).
O PESO DE SUMIR.
Sumir não é desaparecer do mundo. É retirar-se do excesso. É calar onde o ruído se tornou moralmente insuportável. É um desejo que não nasce da covardia, mas do cansaço antigo de existir sem abrigo. Há quem deseje sumir não para morrer, mas para finalmente respirar fora da vigilância alheia.
Na vida a dois, o desejo de sumir assume outra densidade. Não se trata apenas de fugir de si, mas de ausentar-se do olhar que cobra constância, presença contínua, resposta imediata. Amar também cansa quando o amor é vivido como obrigação de permanência absoluta. O convívio diário pode transformar-se em tribunal silencioso onde cada gesto é julgado e cada silêncio interpretado como culpa.
Sumir, então, passa a ser um pensamento recorrente. Não como traição, mas como defesa. Um recolhimento íntimo onde a alma tenta reorganizar-se longe das expectativas. Há amores que não percebem quando o outro precisa recolher-se para não quebrar-se. E há silêncios que não são abandono, mas súplica por compreensão.
O peso de sumir é carregar a ambiguidade de querer ficar e, ao mesmo tempo, desejar não ser visto. É amar e sentir-se exausto. É desejar o colo e, simultaneamente, a solidão. Na vida a dois, esse peso se agrava porque o sumiço nunca é neutro. Ele sempre fere alguém, mesmo quando é necessário.
Entretanto, ignorar esse desejo é mais perigoso. Quem nunca pode sumir um pouco acaba desaparecendo por dentro. O afastamento consciente pode ser mais honesto que a presença vazia. Às vezes, amar exige a coragem de permitir que o outro se recolha, sem transformá-lo em réu, sem exigir explicações que nem ele mesmo possui.
Desejar sumir não é negar o amor. É tentar salvá-lo do desgaste. É compreender que a vida a dois só permanece digna quando respeita os intervalos da alma. Permanecer não é estar sempre. Permanecer é voltar inteiro.
E somente quem aceita o peso de sumir com lucidez descobre que o verdadeiro compromisso não é com a presença constante, mas com a verdade silenciosa que sustenta o vínculo mesmo quando o mundo exige máscaras.
Não que eu precisasse de tantas verdades, para viver. Mais os excessos de mentiras, fantasiado de vaidade me cansa um pouco...
Na tensão do meu eu...Sempre acabo me perdendo nesse excesso de sentimentos. Me olho, me grito, choro-me, Extinguo-me até que não tenha desejo de desejar e depois de tanto entrar no meu eu e acabar compreendo sempre... Frusto-me com o fato do imprevisível e quando amanhece... Acontece tudo de novo!!!!
