Excesso
"SER, FAZER E TER... No excesso do ser e fazer o melhor mesmo é ser sem deixar de fazer; é ter pela simples consequência do fazer sem com que o ser esqueça sua principal essência que é o ser; e não somente ter; é o ser que faz que dá vida ao ter e não o ter que dá vida ao ser, sem fazer."
Deixamos o mundo invadir a nossa vida por excesso de confiança e logo de seguida, descobrimos que somos seres abandonados dentro do nosso próprio eu.
Autor: @R_Drigos – Rodrigo.
Vivemos na era da velocidade, em que o excesso de informação e o glamour cobram demais do ser humano, acelerando cada vez mais a dinâmica da vida cotidiana. Essa realidade desperta preocupações relacionadas a valores como atenção e simplicidade. Nesse cenário, o ato de ouvir de forma ativa e de compreender a felicidade nas pequenas coisas transforma-se em um gesto raro — sendo esses os primeiros passos para desenvolver a desaceleração, com o objetivo de reconectar-se ao bem-estar mental.
A agitação mental, motivada pela busca incessante por informações, distorce a realidade e intensifica as preocupações na vida humana. Por exemplo, a hiperatividade mental prejudica a escuta ativa, fazendo com que haja mais pressa em opinar do que em compreender. Por outro lado, a mente tranquila consegue focar no que é real e assimilar soluções de forma mais eficiente. Dessa forma, é importante praticar exercícios como a escuta ativa e evitar a sensação de urgência constante, prevenindo o esgotamento mental. Afinal, a forma como percebemos o mundo é reflexo direto do estado da nossa mente.
Além disso, a supervalorização do glamour, reforçada pelas redes sociais, pode provocar uma desconexão entre o indivíduo e sua verdadeira essência. Essa prática manifesta-se por meio da exibição constante de uma vida idealizada, como a ostentação excessiva de marcas de luxo e de ganhos financeiros. Segundo o artigo publicado no portal Saúde e Bem-Estar, pode-se inferir que a valorização da simplicidade é uma alternativa saudável frente ao excesso de estímulos visuais e aos padrões dificilmente alcançáveis promovidos pelas redes. Desse modo, percebe-se que a busca pelo essencial se configura um caminho para o equilíbrio emocional e para a reconexão consigo.
Diante dos impactos observados, desacelerar não é um luxo — é reconectar-se ao ritmo natural da vida. Ao longo deste texto, discutiu-se como a escuta ativa e a valorização da simplicidade podem restaurar o equilíbrio emocional e o bem-estar mental. Por isso, é essencial refletir sobre os hábitos cotidianos e cultivar conscientemente a calma interior, a fim de reduzir as distrações proporcionadas pelo supérfluo e intensificar o foco naquilo que realmente nutre a nossa essência.
Quando plantamos o amor em nosso coração, precisamos regar sempre este sentimento com excesso de carinho, caso contrário, tudo aquilo que foi feito perderá seu valor e não dará os frutos desejados devido ao ressecamento dessas boas raízes
Bens materiais são excessos de bagagem em nossa viagem de volta e não passam pela fiscalização de Deus, tendo que ficar tudo por aqui. O único peso permitido serão as nossas virtudes, que será o carimbo no passaporte para a primeira classe nesta longa viagem
Uma vida bem vivida deve ter seus momentos de loucura, de exageros, de excessos. Ter devaneios, ataques de risos ou simplesmente brisar nos versos.
O excesso é o mal da escrita. Somos uma sociedade sufocada por palavras desnecessárias, construções circulares, afetações pomposas e jargões sem nenhum sentido. Os conselhos de William Zinsser são de 1976 e continuam muito atuais.
O otimismo exagerado pode nos tornar imprudentes; o pessimismo em excesso pode nos tornar deveras comedidos. Entremeando, surge a virtude em sermos animados para descobrirmos a realidade em tudo que há
Serei confiante; mas não em excesso, para que eu possa enxergar meus erros.
Terei ambição; não mais que o suficiente, para que eu não seja ganancioso.
A arrogância não seguirá minha sombra por onde eu andar. Buscarei a humildade e afastarei de mim a soberba.
O sono não será mais atraente que a minha vontade de vencer. Nem irei me distrair com noites de curtição que não façam sentido.
Seguirei firme meu objetivo. Buscarei minhas conquistas. A vida é única e o que fazemos dela depende muito do que determinamos a nós mesmos.
Meu passado se chamará 'nunca é tarde' e ao meu futuro chamarei por 'não tenho pressa'.
Vou permanecer firme e constante pela busca do meu ideal; meu espaço na vida.
Lembrarei meu caminho, de onde vim, por onde passei... não terei medo de qualquer seja a direção que eu vá.
Vou me adiantar para que onde quer que eu estiver, eu esteja preparado. Terei disposição diante das dificuldades. A cada queda, eu levantarei com ânimo.
Aos que me estenderam a mão, eu não fecharei minha porta. Aos que andam do meu lado, serão lembrados.
Serei comprometido com a vida. E de modo especial serei fiel ao amor; amor verdadeiro, pelo qual, único, vale a pena se entregar.
Minhas emoções serão frutos do meu domínio. E meu domínio será a razão pela qual seguirei firme em cada palavra, afim de fazer dessa oportunidade o meu melhor.
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
“Entre o excesso de pensamento e o transbordar da emoção, a angústia se forma. Nem sempre nos fere, mas sempre nos inquieta. Saber lê-la é saber-se.”
Se a depressão é excesso de passado, qual a finalidade de vivermos o estresse do presente? Se houver uma cura, nem o futuro dirá.
